domingo, 6 de fevereiro de 2011

Pedalada Lavailama - Represas de Piraquara

Represa do Carvalho - 800 m3

Quando Curitiba ainda se limitava ao centro no começo do século XX, o governo percebeu a necessidade de melhorar o abastecimento de água da capital. Para tanto foi buscar essa água numa região onde estaria longe dos efeitos da poluição. Esse local foi a região de Piraquara, criando os mananciais da serra. Foi a decisão certeira. Captar água da serra do mar para formar as represas de abastecimento em local de preservação. Assim criou as represas do Carvalho e do Carvalhinho. Esse abastecimento foi garantido até a metade do século passado, quando teve que ampliá-lo. Nessa ampliação uma estação de bombas que possuí-a uma chaminé foi alagada para formar a represa do Caiguava, o local ficou conhecido como Chaminé que está lá até hoje, brincando com a imaginação de quem passa por perto, principalmente os trens de passageiros que descem a estrada de ferro Curitiba-Paranaguá (ou quase porque vai até Morretes na maioria das vezes).

A represa do Carvalho é possível de ser visitada solicitando permissão para a Sanepar. 



Essa visita, é uma volta no passado de uma obra que garantiu o abastecimento trazida até a capital através de estações de bombas próximas a Av. Vitor Ferreira do Amaral onde se vê o encanamento e segue até a Caixa Dágua do Alto da XV e passa pela estações de abastecimento Alto das Mercês próximo ao antigo prédio da Telepar na Av. Manoel Ribas, e finaliza na Estação do Bigorrilho próxima das ruas Princesa Izabel com a rua Euclides da Cunha.

No contexto de toda essa história de um pouco de engenharia e de natureza resolvemos fazer um pedal para as Represas de Piraquara. A saída para alguns foi do Alto da XV, ponto de encontro Panificadora Família Farinha. Para outros, onde me incluo, foi a partir do posto Ipiranga na BR 277 depois do Contorno Leste. A estrada de acesso fica ali próximo da BR antes do pedágio. É o circuito Trentino, um roteiro turístico da região de Piraquara.

Ao pegarmos esse caminho uma surpresa, a estrada tinha desbarrancado para o rio que passa ao lado. A solução foi subir o barranco por uma propriedade até sairmos de novo junto a estrada.



Depois seguimos até encontrar a represa e estrada para seguir em frente até chegar ao posto da Sanepar para registro de entrada na área de preservação ambiental, para um pouco de história e conhecermos os tanques dos primeiros reservatórios de água.

Feito a visita retornamos e no caminho desviamos para o bar do Morro do Canal. Ainda não era o momento de subí-lo. Fizemos um lanche e retornamos. No caminho a chuva já ameaçava. Ao  retornar para o posto e colocar a bicicleta no carro começou a chuva.

Total pedalado 48 km.

Clique no slide para ver o álbum de fotos.


Ps 01. Esse blog foi adiado na época porque era para ser uma pedalada e subida no Morro do Canal. Foi um pedal bate e volta e julguei na época que não fiz boas fotos de registro.

Ps.02 Quem voltou pela BR 277 pegou um temporal. Na altura do Centro Politécnico foram testemunhas de um assalto na churrascaria Marumbi, com troca de tiros entre os bandidos e a policia.

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