Jalapão 2019

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Fervedouro Bela Vista - Jalpão 2019
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segunda-feira, 21 de abril de 2014

Jericoacoara, Feriado de Todos os Amigos, Páscoa e Tiradentes


Quem tem amigos nunca está sozinho! (disse um amigo filósofo)




No final do ano de 2013, eu estava programando as minhas férias para ir ao Chile em Janeiro 2014. A segunda parte ou o saldo de 11 dias eu ainda não tinha idéia do que fazer. Mas eis que de repente no final de setembro, surgiu uma proposta da minha amiga Lívia, de São Paulo. Conhecer Jericoacoara no feriado de Páscoa. Um feriado que emendaria com o feriado de Tiradentes, ou seja de 18 a 21/04, 04 dias. Eu topei na hora e já fui vendo as passagens, pois tinha milhagens da Gol para dar um fim. E seria a oportunidade de encontrar a minha querida amiga que conheci em Bonito-MS no ano de 2011.

E foi uma idéia tão boa. A Lívia teve a adesão de 23 pessoas, antes de fechar o ano. Foi bom começar o ano de 2014 com boas expectativas de viagem, que dependo dos feriados, por causa da pós-graduação em mestrado todos os dias  de sábado.

- Primeiro Dia 17/04

Vôo adquirido, pousada reservada pela Lívia e passagem de ônibus para Jijoca e depois jardineira para Jericoacoara, comecei a semana de férias para organizar tudo e ter tempo para sair e retornar da viagem compatibilizando com o tempo do pessoal de São Paulo que tem vôos diretos em horários após e antes do trabalho no caso do retorno.
Para se ter uma noção do tempo de viagem eu saí no vôo das 07:04 da manhã de Curitiba para conexão em Brasília com saída as  11:30 h e chegada a Fortaleza as 14:00 h. No aeroporto peguei minha passagem de ônibus e jardineira. Às 15:30 h o ônibus da Fretcar me apanhou no aeroporto. Só eu como passageiro, até a rodoviária onde sairia depois às 16:30 h.

Por um tempo sozinho no ônibus para Jijoca de Jericoacoara


Da rodoviária foram seis horas e meia, com uma parada de meia hora para jantar na cidade de Acaraú-CE, no restaurante Castelo Encantado. Depois a troca de ônibus pela jardineira, que lembra um pau de arara  mais ajeitado, em Jijoca de Jericoacoara, para 15 km até a praia de Jericoacoara. Chegando lá uma caminhada de 300 metros com a mochila até a pousada do Véio. Depois de falar com o dono chamado Puça às 23:30 h já estava dormindo.

- Segundo dia, 18/04

Ás 06 horas da manhã o pessoal de São Paulo chegaram na pousada. Como estavam adiantados para o check-in aproveitaram o meu quarto para banho e aguardaram o café da manhã para depois saírem para a praia e descansarem da viagem.

Esse dia foi praticamente de praia, onde depois do almoço eu caminhei com alguns mais descansados até a Pedra Furada. E na volta fomos para outra direção da praia até as dunas para o pôr do sol em meio as nuvens. A noite todos queriam dormir de verdade, depois da mesma jornada que eu fiz no dia anterior.

Pôr do sol visto da duna da praia de Jericoacoara

Fotos do dia

- Terceiro dia, 19/04

Para esse dia a Cris contratou 02 camionetes para nos levar as lagoas Paraíso (primeira) e Azul (segunda). Detalhe é que ela conhece bem Jeri.
O pessoal carregou uma caixa de isopor de cerveja e água para levar em cada camionete. O detalhe é que dividimos em 07 pessoas a carroceria da pick-up e 05 pessoas na cabine dupla. Andar sentado na carroceria foi "punck", para aguentar o percurso de quase 12 km só de ida, até me machuquei nessa. Melhor seria a camionete com bancos na carroceria. Mas foi festa do começo ao fim, com um tempo em cada lagoa durante o dia.



A noite era comer e assistir ao show do Lenine na praça da rua Central sentado no bar Samba Rock para mais música ao vivo.

O cantor Lenine na praça da rua Central

No bar Samba Rock depois do show do Lenine. Muito equilibrio do Silas (no meio da foto
- Quarto dia, 20/04

Nesse dia novamente a Cris contratou os bugues para irmos a Tatajuba percorrer as dunas, descer uma delas de skibunda ou rolando como alguns preferiram.



Na sequência fomos a lagoa de Tatajuba. Como estava armando um temporal as gurias (Lívia, Mari e Gi), que estavam comigo, decidiram voltar a Jeri para almoçarmos num dos bons restaurantes, o Lagosteiro

No cardápio: peixe Delícia (peixe assado com banana e molho branco), bobó de camarão e um vinho Casillero del Diablo Savignon Blanc.



Depois de lá saímos rolando (ops!), caminhando até a sorveteria Gelato e Grano. Aqui só provando porque não tem como falar no blog.

Depois de descansar até o começo da noite, estava programado um Lual na praia. Haviam três tocadores, incluindo esse blogueiro que tocou pelos menos 03 direito. A primeira parte foi de um lado da praia, que tínhamos a concorrência de uma batucada. Então mudamos para outra direção, onde foi improvisado uma luz de vela e espumante (Chandon)  para acompanhar. Logo chegou o Henrique com um repertório de músicas que fizeram a noite muito especial, para um dia que foi de muita qualidade.

Lual na praia de Jeri
Fotos do Dia
- Quinto e Último dia, 21/04

Esse dia foi de praia novamente e com muito sol. Fomos pela manhã na Pedra Furada, caminhando pela parte de cima por causa da maré, que foi bem legal pela vista proporcionada. A diferença é que na primeira vez que eu fui tinha mais gente e agora as fotos no local eram só para nós.



Na volta caminhada e fotos nas dunas, na outra direção da praia. Depois um almoço no restaurante Cantina Tropicana na rua do Forró a base de peixe robalo. E foi batendo uma vontade de ficar mais, porque o sol estava muito bonito. Mas era o último dia e estávamos programados para sair às 16 horas para Fortaleza, onde teríamos o vôo das 2:20 h da manhã para Guarulhos e para mim a saída para Curitiba as 08:40 h.

Fotos do Dia




Comentários da Viagem

Ps. 01 - Sair as 07 horas de Curitiba e chegar as 23 horas em Jericoacoara não é fácil, mas é uma viagem que recomendo.

Ps. 02 - Parar para comer a noite em Acaraú-CE no restaurante e pousada Castelo Encantado pode ser uma boa se você vai chegar tarde em Jericoacoara.

Ps. 03 - Só falta a viagem para Aracajú-SE e fecho todas as capitais do nordeste brasileiro. Pensando nas próximas, como a ida aos cânions do São Francisco na divisa com Alagoas.

Ps. 04 - Jericoacoara é um Parque Nacional gerenciado pelo IBAMA. Lá você só entra de carro se conseguir vencer os 07 km de estrada de areia e tiver estacionamento na pousada. Caso contrário deixa o carro em Jijoca e vai de jardineira ou se passar a estrada de areia deixa o carro no estacionamento na entrada da vila.

Ps. 05 -  Os carros de fora que ficarem na rua de Jericoacoara são multados a todo momento, multa leve. E os carros que transitarem pelas dunas sem autorização são multados pelo IBAMA em torno de 1500 reais.

Ps. 06 - A nossa volta de van para Fortaleza foi muito engraçada. O motorista só reclamava, não de nós, da vida mesmo. As músicas que ele tinha eram de baixo nível. Havia um cd de um grupo que é um tipo de É o Tchan ressuscitado. Bendito mini Ipod que eu levei e funcionou no dvd-car. 

Ps. 07 - Contato para passagem de ônibus e jardineira da Fretcar no aeroporto é a Open Point Turismo . Foram cobrados 73 reais de passagens e serviço com todo o assunto resolvido por email.

Ps. 08 - Duas pessoas com nome de Jesus em plena Páscoa é muita coincidência, mas elas param por aí!

Ps. 09 - Como é possível o pôr do sol no mar em Jeri. A praia de Jericoacoara geograficamente está com a região do Caribe  á sua frente. Assim a duna para ver o pôr do sol posiciona o observador nessa direção.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Minhas Impressões da Viagem a Santiago, Pucón, Valparaíso, Viña del Mar - Férias no Chile.


Um condor para se entregar e flutuar tem que ter a leveza! (Autor desconhecido) 

No cerro San Cristóbal, durante a descida até a saída Valdivia. Ao fundo o maior prédio de Santiago do Costanera Center.

Quando a viagem de férias tem vários dias para relatar, eu prefiro concentrar todos os comentários num post só. Espero que aqui tenham informações que lhe sirvam para começar uma viagem, nem que seja pelo blog.


Ps. 00- Esta viagem teve como consulta aos amigos Gilson, Julia e Maiuly e os sites da Internet na seguinte ordem:

- Viaje na Viagem , do viajante profissional Ricardo Freire, sobre o Chile.
- Nos no mundo, que falou como ir a Viña Undurraga gastando pouco.
- Puconia, agência sobre passeios, mas que não utilizei, só me informei.
- Across the Universe, sobre os passeios por conta em Valparaíso e Viña del Mar
- La Biciverde, passeios de bicicleta em Santiago.
- Like Chile, várias dicas de Santiago como por exemplo o turismo a cada estação de metrô.

Ps 01- Uma coisa que deveríamos nos orgulhar. O chileno é muito patriótico, eu vi bandeiras em vários lugares.

No Mercado Central

No centro de turistas em Pucón

Atrás do Palácio de La Moneda

Na gravação do programa de esportes

Ps 02- Os passeios do 1º dia em Santiago foram todos em inglês. No La Biciverde o guia falava muito sobre as questões históricas e políticas. Em 10 minutos eu perdia a atenção em meio a quantidade de assuntos e barulhos ao redor.  Imaginem como foi o Tour for Tips no Mercado Vega (hortifruti).

Ps. 03-  Ficar no hotel Ibis Alameda e partir para outras regiões do Chile por causa do terminal Alameda e terminal Sur é a melhor opção.

Ps. 04- A organização do terminal Sur para saída de ônibus é maluca. A plataforma que eu sairia era  entre a 38 e a 46, e você no horário perdido com a quantidade de gente com pouco espaço, e olhando para todas as plataformas. O local tem um fluxo de veículos ao redor muito grande e com ruas estreitas. 

Ps. 05- Tour 4 Tips é por contribuição. A minha foi de 5000 pesos. No Biciverde o passeio foi de 12000 pesos. Para saber em Reais é só multiplicar por 05 e dividir por 1000.

Ps. 06- Pucón, região da araucania também tem pinhão, a araucária de lá difere por ter mais galhos ao longo do tronco. O clima quase lembra o de Curitiba. A principal rua lembra a cidade de El Calafate, onde estive em Janeiro de 2013.

Ps 07- Em Pucón se você for subir o vulcão Villarica procure as agências Patagônia Adventure e Mountain Life. Essas podem custar mais caro. Procure saber se o grupo é de montanhistas para que não forcem a desistência na metade. Da agência que quase me levou e as demais que também abortaram, não vou comentar nada, porque não tem o que falar de bom, mas posso lhe responder por email quem não recomendo. O detalhe é que adiam a subida malandramente e não devolvem nem parte dos 40.000 pesos chilemos o equivalente a 70 dólares.

Ps 08- Se levar a bota impermeável para subir o vulcão com neve, leve uma meia para o frio porque a bota não isola do frio.

Ps 09- Na subida ao cerro San Cristóbal você pode comprar o bilhete do teleférico de 1/2 ou 1 tramo. 01 tramo você desce na 1° parada e vai ao zôo e que custa 3000 pesos para entrar. Depois volta e segue até a 2° parada que é o alto do cerro. Não preciso dizer o que acontece se você comprar meio tramo e descer antes.

Ps. 10- Ir ao vinhedo Undurraga foi uma indicação da amiga Cris. No ano passado estivemos na Patagônia na cidade de Puerto Natalles-CHI. Segundo a Cris, é o que o chileno costuma beber.

Ps. 11- Você precisa ver o cerro San Cristobal em 360º.

Ps. 12- Muitos brasileiros no cerro Santa Lucia.

Ps. 13- Uma opção para quem vai de ônibus a Valparaíso é comprar a volta a partir de Viña del Mar.  Isso se você faz o passeio pela Rodotour. Assim aproveita para conhecer melhor o local que é uma cidade mais nova e mais estruturada com lojas de grife aos interessados.

Ps. 14- Curiosa a história da cor das casas nos cerros de Valparaíso-CHI. Eram por causa das sobras de tintas da pintura dos navios que chegavam ao porto. Uma tradição nas cores que ainda é mantida.


Cores de navios nas casas de Valparaíso


Ps. 15- No último dia em Santiago (sexta-feira) fui a localidade de Quilicura, uns 30 km, de metrô e ônibus integrado. Fui conhecer os Out lets. Buena Ventura Premium é um deles. Não valeu a pena, o preço era muito próximo do Costanera Center.

La Sebastiana a casa em Valparaíso
La Chascona a casa em Santiago


Ps. 16- Enquanto eu andava em Santiago me dei conta que sabia pouco sobre Pablo Neruda. Só por causa do filme O Carteiro e o Poeta. No comentário do motorista da van para o aeroporto ele me falou do livro 20 Poemas de Amor e Uma Canção Desesperada. Achei esse livro na Internet e copiei alguns trechos para os posts Valparaíso e Caminhada em Santiago por causa das casas dele que visitei. Tem outra casa em Isla Negra onde ele e Matilde estão enterrados, mas essa ficou para outra viagem. Detalhe que esse livro foi escrito quando Neruda tinha 20 anos de idade, são poemas de associação do amor com a natureza.

Ps. 17- No caminho de retorno ao aeroporto de Santiago, o motorista me perguntou se uma viagem sozinho era para reflexão. Eu disse a ele que li alguns relatos sobre isso. A minha viagem era de aventura mesmo, como a maioria deste blog. Afinal é preciso trazer de volta para o Brasil a mesma pessoa que saiu, ou seja eu mesmo com mais "bagagem".

Ps. 18- De volta em casa é que me dei conta de como essa viagem foi muito boa. Enquanto estava lá, tinham meus roteiros, que alterei algumas vezes. Houve o tempo do planejamento de 04 meses que facilitaram muito. Tem muitas histórias nesse blog, todas tem suas experiências, mas essa é especial por ser a primeira sozinho no exterior. Sinto por não tê-la escrito melhor e também por não fotografar, talvez por ser a primeira.

Ps. 19- Desde o ano passado que eu tenho um smartfone. Usei muito a internet (que lá é boa, talvez melhor que no Brasil) consultando páginas sobre os lugares que eu queria ir. Usei também o skype para falar como telefone e o maps google quando precisava seguir um roteiro, principalmente de metrô e ônibus. Claro que tudo isso via wi-fi, porque o roaming é caro e pode compensar ter um pré-pago local.

Ps. 20- Em Pucón, eu fiquei no Pucon Hostel. Em Santiago eu fiquei no hostal Almenas, no bairro Providência. Nos dois fiquei em quarto individual. Custaram cerca de 50 dólares ao dia. A diferença foi o tratamento. No interior tem-se uma melhor cordialidade. Em Santiago as atendentes não  sentiam-se a vontade para entender um brasileiro, mesmo ele simpático, engraçado e de férias. 

Ps 21- Em termos de temperatura, eu fui de um extremo ao outro. Temperatura abaixo de zero na subida ao vulcão Villarica e 39ºC pedalando no bairro Vitacura em Santiago. 

Ps. 22- Um dia eu estava atravessando um cruzamento perto da Plaza Italia em Santiago e vi uma pessoa parecida com alguém que trabalha comigo. Em outra ocasião uma garota me lembrou alguém da dança de salão. E assim outros, mas nem tanto. Comecei a questionar o que era isso, talvez a vontade de ter pessoas conhecidas por perto, embora tenha falado com muitas. Concluí que era "ambientação". Ao estar bem num lugar, eu já estava ambientado a ponto de fazer comparações espontâneas sem me preocupar com o que viria pela frente.

Ps. 23- No último dia em Santiago também fui as feiras de artesanato. Em Bela Vista queria uma camisa da seleção chilena de camelô, uma vez que a oficial tinha acabado nas grandes lojas. Um comerciante me lembrou da feira de Santa Lucia e corri para lá na última hora e achei a camisa. Achei também um dos meus hobbies, que é colecionar jogos de xadrez temáticos, um jogo com personagens dos índios mapuches e colonizadores espanhóis, bem chileno.

Ps. 24- Quando li que em Pucón haviam dois riscos a saúde, que era o rotavírus transmitido pelo rato e a "araña de ricon". Sobre a aranha fui conferir na internet que e se trata da nossa conhecida e temida e que existe em Curitiba, a aranha-marrom.

Ps. 25- Lapislazulli foi o apelido que eu dei a mountain bike em Santiago, porém Lapis Lazúli é uma pedra de cor azul que só é encontrada no norte do Chile e no Paquistão. Trouxe algumas delas para presentear.

Ps. 26- Em Santiago e até mesmo em Pucón o motorista dirige para o pedestre e o ciclista, ou seja tem-se o maior cuidado e respeito, porque esses vêem em primeiro lugar. Nos cruzamentos onde o semáforo era do pedestre se espera mesmo, ao contrário aqui do Brasil. E quando você está numa situação confusa de cruzamento eles esperam. Por outro lado quando o pedestre ou o ciclista cometem um erro são chamados a atenção.

Ps n+01. E como os erros de português se criam e aparecem ao longo do tempo, me desculpe.


quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Visita a Viña Concha y Toro


Viña Concha y Toro
Último passeio no Chile, mas não o último dia. Depois de visitar a Viña Undurraga, eu me interessei pela Visita Casa do Marques Concha que tem a parte com o somelier ou a somelier que foi o que aconteceu. Fui com o grupo de brasileiros e o guia João, brasileiro de Porto Seguro-BA. E mais uma vez eu estava adiantado no horário, tudo por causa do eficiente transporte urbano de Santiago.

A visita é muito parecida na questão dos parrerais, mas a enfase é para a uva carmenere que é exclusiva do Chile, porque na Europa ela foi dizimada por uma praga há muito tempo.

A história do Casillero del Diablo é bem curiosa. Depois eu e mais um casal de Recife fomos para uma sala separada para degustação com a somellier. Ela apresentou 4 vinhos; savignon blanc, carmenere, cabernet e merlot. Todos acompanhados de queijos e pães próprios para cada degustação.

Saímos com os presentes: uma tábua de frios e a taça de vinho. Lá fora tinha uma apresentação do grupo de música e dança na qual fui convidado para uns passos, não poderia rejeitar.

Fotos do Dia



Na volta para o centro de Santiago eu resolvi almoçar no restaurante Giratorio, que fica no 18. andar de um prédio perto do Costanera Center. O detalhe é que a áreas das mesas se movimenta em relação ao prédio. Diria que o meu almoço foi quase uma mudança de 0 a 180 graus.




quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

De Mountain Bike em Santiago


Durante a pedalada em frente ao Cerro Santa Lucia

O melhor dos passeios foi nesse dia. Pedalar pelos parques e ruas de Santiago é de uma satisfação enorme. Quase como se integrar a vida santiaguina. Se pedala muito em Santiago, tem diversas ciclovias, uma delas atravessa a cidade ao lado do rio Mapocho numa extensão de 16 km.

Aluguei uma mountain bike no La Biciverde, que apelidei de Lapislazuli, que é uma pedra azul encontrada no norte do Chile. O custo foi de 15000 pesos das 09:00 h até as 18 horas. E valeu cada centavo.

Comecei subindo o Cerro San Cristobal num desnível de 700 m, chegando no topo as 10 horas da manhã.

No cerro San Cristobal pela manhã
Depois do outro lado do cerro, no Anfiteatro Pablo Neruda
Lá pude fazer fotos que no 1. dia não consegui por causa de muita gente. Depois desci até perto de uma piscina Tapahue e mais a frente parei para tomar um mote con huesilllios. De lá fui até um outro mirante perto do centro ambiental e da saída Pirâmide. Depois me informei como seguir a ciclovia porque ali é um acesso de várias rodovias. Fui então para o outro lado do rio entrando no bairro Vitacura. Lá eu pedi informação de como seguir em direção ao Costanera Center, que é a melhor referência da cidade.

No bairro Vitacura encontrei essas bicicletas do banco Itaú

Quando estava perto do Costanera Center avistei uma lanchonete para almoçar próximo da avenida e aproveitei o horário. Feito isso segui a ciclovia em direção ao Parque Florestal. A idéia era ir até a antiga estação Mapocho e virar em direção ao Palacio de la Moneda. Nese caminho fotografei a nova ciclovia e fui até a autopista.


Estação Mapocho, antiga estação de trens


Circulei um pouco até o Palacio de la Moneda e resolvi voltar. Eram perto das 16 horas e para mim já estava bom. Esse passeio de 30 km com vários desníveis.

Trilhado no GPS



Fotos do Dia



terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Caminhada no Centro de Santiago

"Temos perdido também este crepúsculo.
Ninguém nos viu esta tarde com as mãos unidas
enquanto a noite azul tangia sobre este mundo.
E tenho visto desde minha janela
uma festa do poente entre as serras distantes.
Às vezes como uma moeda
se ascendia um pedaço de sol entre minhas mãos."...
(Poema 10, 20 Poemas de Amor e Uma Canção Desesperada, de Pablo Neruda)


O dia foi reservado para caminhadas pelos principais pontos turísticos de Santiago que são as ruas, praças e museus.
Pela manhã comecei de uma forma inusitada visitando o museu Pablo Neruda, a casa La Chascona. 


É uma visita autoguiada pelos interiores da casa com um fone em português, sem a possibilidade de tirar fotos, somente da parte externa. A visita nesse lugar para mim foi muito significativa de todos os lugares que fui nesse dia.

Depois peguei o metrô e desembarquei em Plaza de las Armas que é bem o centro de Santiago, onde está o passeio Puente, passeio Ahumada, museus e prédios públicos. Eu segui aos conselhos do blog Like Chile, sobre roteiros conforme a estação de metrô.

Comecei pelo centro de informações turísticas pedindo um mapa melhor do que eu tinha. Então entrei no museu de história que conta sobre a fundação da cidade até os dias de hoje.

Centro de Informações Turísticas


O que deixou a desejar é que a Plaza de las Armas está em reforma com tapumes ao redor assim como alguns prédios do arredor, então não se tem acesso a tudo. Entrei na igreja catedral de Santiago.

Catedral de Santiago e os tapumes da Plaza de las Armas



Segui então para o Mercado Central para um almoço. Peixe congrio frito no cardápio. No ano passado comi o mesmo  assado (na palla) em Puerto Natales o assado que é bem melhor. Do mercado segui até o Palácio de la Moneda que é o sentido contrário. No caminho dois fatos me chamaram a atenção que as pessoas pedem para ler a sorte nas cartas.

Pessoas lendo a sorte nas cartas

E outra muito estranha foi a venda de leite de mula. Pareceu-me um truque entre pessoas conhecidas. Imagine em Curitiba em plena boca maldita uma pessoa com dois animais tirando leite para servi aos interessados prometendo ganhos de saúde.


Leite de Mula

Depois fui ao museu pré-colombiano (detalhes da reforma) que conta a pré-história dos povos da América do Sul antes dos descobrimentos.




Seguindo em frente fui atrás do Palácio de la Moneda que tem um centro cultural, Esse centro cultural lembrou o museu Oscar Niemeyer em Curitiba. Havia uma exposição de design italiano pouco interessante.


Caminhei nos diversos paseos da região e fui na entrada de alguns museus que estavam fechados a algum tempo talvez por causa do último terremoto. Foi o dia de turismo mais comum e que todos fazem quando vão a Santiago.

Fotos do Dia



segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Valparaíso, Viña del Mar e Playa de Reñaca

"Recordas-te como era no último outono.
Era a boina gris e o coração em calma.
Em teus olhos guerreavam as chamas do crepúsculo
e as folhas caíam na água de tua alma.
Apegada em meus braços como uma trepadeira.
as folhas recolhiam tua voz lenta e em tua calma."....
(Poema 6, 20 Poemas de Amor e Uma Canção Desesperada, de Pablo Neruda)



O que fazer na segunda-feira quando os museus de Santiago estão fechados e ainda era cedo para fazer a cidade de bicicleta. Ir até Valparaíso e contratar o passeio da Rodotour, que tem agência na rodoviária de lá, era a opção.

Saí as 09:00 horas do terminal Alameda com destino a Valparaíso chegando lá as 10:15 h. Essa cidade fica cerca de 100 km de Santiago. na chegada já fui abordado pela moça da Rodotour e negociei o valor para 12000 pesos.

A saída foi as 11:00 horas com o guia Guilhermo. Haviam no ônibus outro casal de brasileiros, colombianos, uma família de 06 alemães, 03 argentinas, 02 chilenas.

A primeira parte foi a vista para o porto e uma estrutura de concreto que seria para a pista beira mar num projeto do final dos anos 70. no local vários leões-marinhos. 



Seguimos para a plaza Itália e as histórias dos diversos povos que vieram para Valparaíso no tempo que o porto era um ponto de ligação depois que os navios contornavam a Terra do Fogo ao sul da América.




Depois subimos as ladeiras de Valparaíso até a praça Bismark perto onde mora o guia Guilhermo. Passamos na La Sebastiana que é uma das 03 casas de Pablo Neruda no Chile. 


De lá descemos para subir pelo ascensor Baron que é um dos 07 funiculares que funcionam dos 14 existentes.

Ascensor Barão

Deve ser por causa da mudança constante

Descemos e seguimos para Viña del Mar


Até a praia da Reñaca onde almoçamos e eu molhei os pés no Pacífico pela primeira vez.


Depois fomos para um parque que era uma residência de um português, a Quinta Vergara, que está com a estrutura abalada por causa do terremoto de 2010. Esse local tem um bosque com árvores de várias partes do mundo trazidas durante a viagem do proprietário.


Terminado o passeio retornamos a rodoviária onde adiantei meu retorno a Santiago.

Fotos do dia


domingo, 26 de janeiro de 2014

Retorno a Santiago, 1. dia e Viña Undurraga


painel na entrada da estação do metrô Bellas Artes


Saindo de Púcon na sexta-feira a noite depois da tentativa de subir o vulcão Villarica no ônibus das 21:30 h, cheguei no Terminal Estação Central ou San Borja as 08:00 h de sábado. De lá peguei o metrô até a estação Baquedano que fica perto da praça Bustamante e caminho para o hostel Almenas no bairro Providência em Santaigo.

Era cedo e só liberariam a entrada no hostel as 12:30 h. eu resolvi tomar um café ali mesmo, deixar a bagagem em custódia e fazer uma caminhada para conhecer primeiramente o museu Bellas Artes onde fiquei por 01 hora. Ainda era cedo para voltar, foi então que resolvi ir até o cerro Santa Lucia que também é um dos parques da cidade. Depois disso tudo acabei retornando as 13 horas para o hostel.

Cerro Santa Lucia
Almoço e descanso para no final da tarde ir ao cerro San Cristóbal o principal parque metropolitano, tão comentado pelo amigo Gilson. A subida ao cerro foi através de um ascensor que faz uma parada no zôo e depois no santuário. Precisava economizar tempo para a subida bem como energias depois da viagem de ônibus na noite anterior. Também porque estava prevendo uma subida de bicicleta nos próximos dias.

vista para o lado sudeste de Santiago a  partir do santuário no cerro sSn Cristóbal
Depois de ficar um tempo no santuário comecei a descer a pé, onde no caminho parei para a bebida tradicional o mote con huesillios. Segui até uma praça da infância onde tem uns instrumentos musicais para para crianças (e adultos que já foram) e desci até a saída Valdivia. tava em dúvida se pegava um ônibus ou se eu iria até o metrô. Resolvi voltar caminhando em paralelo a avenida e o rio Mapocho passando pela plaza das Artes, plaza la Aviacion até a Plaza Itália. Foi um dia e tanto de caminhadas para quem tinha viajado de ônibus durante a noite anterior.

Fotos do dia do retorno a Santiago


2. Dia - Domingo na Viña Undurraga



Adiantei a minha ida a Viña Undurraga na programação da semana. Eu teria que chegar lá as 10 horas da manhã. Acordei cedo e saí depois do café as 08 horas até a Estação Central ( San Borja). Lá peguei o ônibus Flota Talagante (nome da localidade) as 08:30 h e as 09:00 horas estava no portão da Undurraga, ou seja 01 hora adiantado por causa do eficiente sistema de transporte santiaguino.


As 10 horas começou a visita guiada por um mexicano, tudo em espanhol. Acredito que em inglês os termos técnicos passariam desapercebido.

O guia contou que são 15 milhões de litros de vinho produzidos, sendo que 30% fica no Chile e os demais são exportados para Europa e Ásia. O Brasil não recebe os vinhos dessa marca. Depois das provas acabei comprando 02 Pinot Noir que custaram 19 dólares cada.

Fotos do domingo na Viña Undurraga


Depois da visita a Undurraga, segui a dica de almoçar na região. Fui me informando, peguei dois ônibus para almoçar no Kuchen Hauss que fica perto do Cruze de Loquen.


Depois voltei para hostel e descansei para a noite ir jantar no Costanera Center, que dizem ser o maior shopping da América do Sul. Pelas fotos feitas no Cerro San Cristóbal o prédio dele aparece várias vezes.

Prédio do Costanera Center a esquerda visto do Cerro San Cristóbal e a cordilheiura atrás