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sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Cascading Salto Canta Galo


As pessoas conhecem a cidade de Morretes-PR por causa dos acessos ao litoral pela BR-277 e a Estrada da Graciosa do tempo do Brasil Império. Então toda a cidade, que tem um prato típico paranaense que é o Barreado, se concentra nas margens do rio Nhundiaquara por causa dos restaurantes.

Para quem desce ao litoral pela BR 277, na margem direita existe a estrada da Limeira que liga a Guaruva-SC e BR-376. Passando pela região da serra do Prata onde existem diversos rios e cachoeiras.
Foi num desses rios que subimos o seu curso até chegar ao salto Canta Galo num percurso de 1,7 km cruzando o rio várias vezes e andando sobre as pedras.


O salto Canta Galo possui 80 metros de desnível. Fomos guiados pelo Marcyo da Paraná Expedições que montou lá no topo a ancoragem de cordas para a descida de rapel na cachoeira ou cascading.
Foi um dia de sol onde foi testada a coragem e aproveitado a oportunidade desse esporte radical.


Trilhado no GPS


Comentários:

Ps 01. Levamos 02 horas para chegar na trilha da cachoeira porque a descida para o litoral no feriado da Proclamação da República teve o congestionamento típico em Morretes por causa da recuperação de uma das pontes da BR-277.

Ps 02. Nas  fotos aparecem o Antonio e  a Geni que conheço de outras aventuras e que para mim são o exemplo de casal que tiram proveito desses eventos e são harmoniosos.

Ps 03. Já havia feito rapel em Bonito no Abismo de Anhumas e em Prudentópolis na RPPN Ninho do Corvo.

Ps 04. Trilha pelo leito de rio com 1,7 km, tempo de 1:33 h e desnível de 170 metros.

Ps 05. Uma vista muito boa para a serra da Prata.

sábado, 31 de agosto de 2013

Caminho do Itupava em 2013


No começo em Quatro Barras

Essa foi minha terceira vez, e a segunda que organizo e conduzo um grupo. Tudo pelo simples prazer de compartilhar a história que procurei na biblioteca como um relato da história do caminho e a história da passagem do Cadeado, perto do santuário da ferrovia.

Esse passeio tava programado desde junho, mas o tempo chuvoso não permitiu, e assim programei a 01 mês atrás para o final de agosto, torcendo pelo tempo bom.

E o tempo ajudou. Ajudou também a presença dos meus amigos do trabalho Edvilson e a esposa Cleonice, Flávio e a esposa Glaucia e o Marcos Scremin. Ajudou a amiga Karina que fez um treino para o Vale do Pati (boa sorte lá!) e que trouxe pessoas engraçadas, fotógrafos que proporcionaram um dia muito bacana.

No final em Porto de Cima, Morretes-PR

Fotos

Trilhado no GPS



Comentários

Ps 01. Não foi o meu caso, mas a música "se meus joelhos não doecem mais..."

Ps 02. Pela segunda vez os  macacos (na copa das árvores) resolveram aparecer.

Ps 03. Números: tempo de deslocamento 5:18:40 h de deslocamento num total de 8:31:20 h, para 18,6 km de percurso.

sábado, 26 de novembro de 2011

Dia de Sol no Caminho do Itupava



Em Março de 2010 eu fui pela primeira vez no Caminho do Itupava. Foi uma semana de incertezas pelo mal tempo, mas que não choveu porém ficou tudo tampado e até a foto do Marumbi teve que esperar. Foi também um passeio onde as incertezas, causaram problemas, isto pode ser revisto na postagem Caminho do Itupava - Indecisão, Confusão e Sucesso.

Nesse ano de 2011 as facilidades do Facebook permitiram junto com alguns amigos a criação de um grupo o Vitamina e Farofa Montanhas e Trilhas. Uma homenagem as dois personagens das montanhas da serra paranaense. A partir desse grupo fizemos duas saídas para os morros do Anhangava e do Canal. Foram percursos para quem nunca havia feito algo parecido. Desde então havia a vontade de se fazer o Caminho do Itupava que foi interditado este ano desde Março até o final de Outubro por causa das chuvas fortes que sujaram a trilha e derrubaram algumas árvores..

Quando o caminho foi liberado, logo marcamos uma data para o final de Novembro. Era a última, porque em Dezembro os compromissos de fim de ano ocupam a todos. Após várias previsões de chuva conseguimos confirmar e realizar a trilha num dia de sol que proporcionou algumas surpresas.

Nesse final de semana pensávamos que teríamos um grupo de pelo menos 20 pessoas, mas somente 13 puderam confirmar. Para duas pessoas João Pavan e Maumau era um retorno. Para os demais era a 1. vez nesse caminho dos tempos do Brasil Colônia, e que está ali graças a preservação da serra do mar. Uma preservação não muito colaborada pelos visitantes que depredaram instalações históricas e abandonadas pela União. Que também não colaboram pelo lixo que é deixado na trilha,  como o que recolhemos antes da primeira ponte elevada no percurso,  e também pela quantidade de lixo que é deixada para ser recolhida na Casa do Ipiranga. Uma transferência de responsabilidade pela falta de reconhecimento do que representa essa região. Hoje podemos ver pelo Google Maps, como a região da serra está muito próxima dos adensamentos, e ela é muito estreita pelo que representa e está sempre sob risco e o lixo deixado poderia ser evitado.

Mas não foi somente essa constatação desesperançosa. Pudemos ver a natureza no seu vislumbrar da primavera, com vários pássaros, cheiros das flores no percurso, uma aranha caranguejeira, roedores passando correndo, um grupo de macacos próximo ao Cadeado que não nos deixou fotografá-los.

No Santuário N. Sra. do Cadeado fotos muito boas como a do Marumbi (era a minha esperança).



E no final, quase na estrada das Prainhas uma cobra Caninana, típica da serra do mar, dizendo esse caminho histórico eu também faço.



Participantes desse dia Maumau, João Pavan, Jeter, Simoni, Eleni, Celso, Juliana Silva, Cleber e  os Borbas Rogério (pai), Rodrigo e Raffael (filho), 13 pessoas.

Siga as fotos abaixo.


Ps 01. O cansaço e os escorregões da trilha são sempre esquecidos, ao final da trilha.

Ps 02. Encontramos  o Luis Delfrate do Montanhoso ( Facebook) por duas vezes. Na parte final da trilha e no ponto esperando o ônibus que acabou ganhando uma carona do nosso grupo no retorno para Curitiba.

Ps 03 Tempo de percurso 4:42 h  e tempo parado 4:40 h segundo o GPS. Inicio as 8:12 h e término as 17:05 h. Eu sei que essa conta não bate, mas ela não é minha.

Ps 04. Quem de fato aproveitou no final com um banho de rio próximo ao IAP de Porto de Cima foi o Jeter. Passei vontade!

Ps 05. A denominação Itupava é de origem Tupi-guarani, que significa rio encachoeirado, uma característica dos rios da serra do mar.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Curitiba-Estrada do Anhaia-Morretes

Trilha GPS da famosa estrada.



Várias oportunidades de pedal nesse feriado de finados. A Bike Ativa foi pedalar em Morretes com uma  parte com caiaque,  a Bikesul em São Bento-SC até Corupá via Rio Vermelho e quase a Sherpa Turismo foi para as grutas do Cercado na região de Ponta Grossa-PR.

Em meio a tantos eventos acabei indo com o pessoal do Lavailama, num pedal de Curitiba a Morretes-PR com a opção de descida pela Estrada da Anhaia, num total de 65,38 km.



A estrada do Anhaia é um caminho colonial, que era o acesso a estrada do Arraial uma antiga ligação com a cidade de Curitiba. No século passado a estrada do arraial foi transformada na rodovia federal BR-277 Curitiba-Paranaguá. Do trecho colonial restou o desvio que os ciclistas aproveitam para chegar a cidade de Morretes. É uma descida para veículos altos, por ser bem acidentada e de saibro que foi consertada, sem maiores obstáculos. Depois dessa descida chega-se num ponto que: para esquerda é possível ir até o Salto da Fortuna e para direita até o centro da cidade de Morretes e a sua gastronomia típica paranaense, o Barreado. Nosso caso a opção do dia foi o Restaurante Villa de Morretes.


Ps 01. Participantes: Carmen, Claudinei, Nico, Aspira, Sandra Joanides, Liz, Juliana, Carlos Augusto, Fabi  Kevin e Maumau.

domingo, 19 de setembro de 2010

Morretes 40 km



De Morretes 40 km 
Na foto da esquerda para direita: Silmara, Marcos, Maumau, Raquel, Jair, Claudia e Marcos Schultz

Morretes, uma cidade próxima do litoral paranaense, a 64 km de Curitiba, teve sua importância econômica até um pouco antes da construção da estrada de ferro Curitiba-Paranaguá. Hoje é uma cidade considerada a jóia da mata atlântica por estar localizada no único trecho brasileiro conservado desse ecossistema. Famosa também pelos restaurantes de barreado, um prato único típico paranaense que se constituiu de uma carne bovina bem cozida e temperada, servida com farinha de mandioca, como se fosse um pirão, onde o molho quente cozinha a farinha, acompanhado de arroz, rodelas de banana e complementos de camarão frito e ao molho, além de peixe frito a milanesa, bolinho de caranguejo e outros tantos acompanhamentos.

Bem tudo isso foi o que desejamos lá, mas fomos para pedalar pelas estradas rurais de Morretes. Saímos do rancho dos pais da Raquel (dos passeios) na estrada Prainhas em Porto de Cima. Seguimos pela estrada central que é um roteiro secundário até o centro da cidade. No percurso uma travessia pelo rio Nhundiaquara, ou seja um molha pés. Seguimos para um bairro chamado América de Cima, cruzando o trilho que desce a serra em direção a Morretes. Lá uma igrejinha onde tiramos essa foto do blog, depois que troquei a câmara do pneu que furou pela primeira vez num passeio, passados 2600 km da minha bicicleta.
Da igreja seguimos para um restaurante ali perto de nome Engenho da Serra para pegar informações sobre as cachoeiras na região.
Do bairro de cima para o América de Baixo e pedalar até o centro de Morretes onde o Marcos a Claudia e o Jair seguiram pelo asfalto e nós atravessamos o centro turístico e gastronômico de Morretes até a estrada central novamente. Nessa estrada fomos perguntar a um caseiro sobre uma rua ali que passa dentro do terreno onde há as casas da família Malucelli. Um pouco de história na qual a casa ficava próxima do local onde preparavam os feixes de cana para a usina de açúcar que lá existe, hoje em ruínas.
 Seguindo essa rua ou estrada fomos até uma ponte pêncil para atravessar o rio Nhundiaquara novamente até uma área onde há uma casa e plantação de gengibre e outra ponte pêncil (ou de mola) correndo dos cachorros. Mais a frente a travessia pelo rio da começo dessa história, meu pé estava quase seco da primeira. Até pegarmos o caminho contrário de retorno até a casa dos pais da Raquel.

Saída as 10:00 horas e retorno as 15:20 horas, num total de 40,53 km pelas estradas rurais e históricas de Morretes. Clique aqui para ver as fotos do dia.

Um pouco sobre Morretes:  morretes.com.br e da prefeitura

PS 01. na saída de Morretes retornando pela estrada Central passamos em frente ao cemitério da cidade. Pouca gente sabe que o pioneiro do montanhismo no Brasil Joaquim Olimpio de Miranda está enterrado ali. Esse pioneiro dá nome também ao ponto mais alto no pico do Marumbi ou Monte "Olimpo" em homenagem. Esse blog é dedicado a esse senhor que no ano de 2009 completou 130 anos da conquista, veja também no site Alta Montanha. 

 PS 02. 50 blogs publicados em 21 meses ou 50 lugares curtidos.

sábado, 28 de agosto de 2010

Do Infortúnio ao Salto da Fortuna

 Foto Estela Muller

Esse sábado do dia 28/08 faríamos a trilha da Mamona com a Turma da Raquel, e a partir desse blog tornaria esse percurso mais conhecido do leitor.
Infelizmente nessa última semana de Agosto/2010 ocorreu o desaparecimento de uma mulher no Caminho do Itupava. No sábado todo o parque do Marumbi e os acessos que compreendem ele, que são os postos do IAP de Quatro Barras e de Porto de Cima estavam fechados pela polícia florestal por causa das buscas do Corpo de Bombeiros.

Não vou detalhar esse assunto do desaparecimento, maiores comentários estão na imprensa, inclusive de todo o país, se você pesquisar pelo Google.

Fica uma pergunta que deixei de fazer lá no posto do IAP de Porto de Cima. Se existe o controle do IAP de entrada e saída, por que se levou mais de dois dias para as buscas começarem?

O Caminho Histórico e Belo do Itupava está sujeito a marginalidade devido aos acessos clandestinos, onde volta e meia bandidos aparecem e também são detidos, como num caso do final do ano passado.

Tantos infelizmentes e o nosso passeio do dia estava por hora cancelado, porque a trilha da Mamona começa no estação do Marumbi e desce até próximo da pousada e restaurante Dona Siroba em São João da Graciosa, um local que pode-se comprar produtos da região e comer o barreado.
Logo eu e mais alguns entusiastas da região lembramos ao pessoal do Salto da Fortuna, que fiz no mês de Fevereiro/2010 com o Heron, como pode ser visto no link das minhas fotos.

Como a maioria do pessoal não conhecia, acabou sendo uma opção interessante. Partimos então para a Estrada do Anhaia onde começaria o passeio. Durante o percurso nos deparamos com outros grupos que também aproveitaram a opção.

Clique aqui para ver as fotos que a Estela fez do percurso, aliás belas fotos e também do Rogério.

A trilha da Mamona ficou para uma próxima oportunidade.

sábado, 6 de março de 2010

Caminho do Itupava - Indecisão, Confusão e Sucesso


O histórico Caminho do Itupava, a nossa herança com os antepassados colonizadores do Brasil, mais exatamente ao sul, a estrada ou trilha que fez nascer o Paraná, ligar o litoral a Curitiba bem antes dessa última  ser considerada a capital do estado, a comarca, o único caminho original. Tudo isso está relatado no livro Os Caminhos  da Comarca de Curitiba e Paranaguá que está na Biblioteca Pública do Paraná e que já consultei.
Há tempos eu queria fazer essa trilha. Lembro ainda das primeiras informações que obtive nos anos 90, até conseguir ligar para o senhor Vitamina, na secretaria da cultura do Paraná, um senhor famoso e personagem das trilhas e montanhas da  nossa serra do mar, para saber se era possível fazê-la de bicicleta, quando ainda não tinha a "mountain bike" dos meus passeios de hoje. Total desconhecimento porque carregaria muito a bicicleta.
Depois vieram os convites, mas coincidiram com as viagens a trabalho e até uma má condição do tempo.
E finalmente o passeio aconteceu, depois da minha indecisão durante a semana, por causa da possibilidade de chuva. E assim mais uma organização do Heron, que dessa vez deu um  trabalho, que o leitor vai ler mais a frente.
Começamos nossa caminhada por volta das 8:00 h no posto do IAP em Borda do Campo, Quatro Barras - PR. A história do caminho está no endereço aqui clicável, e que usei um pouco para comentar com os caminhantes. A idéia era uma primeira parte até a Casa do Ipiranga, primeiro encontro com a estrada de ferro, e primeira parada para um lanche. 
Nessa primeira parte da trilha uma cachoeira, uma gruta e fotos próximo a trilha para o Pão de Loth, para então o inicio da descida da serra e o primeiro calçamento. Alguns escorregões (3) desse que lhe escreve como se avisassem: mais prá frente é isso, então lembre-se. Até então chegarmos a Casa do Ipiranga. 
Uma parada para diversas fotos das ruínas da casa e da hidrelétrica. O local e a história mais recente, dos passeios de trem, tudo isso me fez lembrar da música da banda Blindagem Lá Vai o Trem. Fizemos um lanche junto do pessoal do Roda Livre que encontramos nesse local. Logo depois  o Heron faria a contagem para continuarmos o caminho. A partir daqui começa uma confusão que chamei de Efeito Borboleta, que abaixo segue o relato.
" Enquanto fui fazer um pit-stop (avisado) próximo a ponte de ferro do Ipiranga, o pessoal voltava para a Casa do Ipiranga. Quando retornei encontrei o Giba (copeliano) que tinha avisado ao grupo que ele, eu e um baiano subiríamos um atalho para encontrarmos o pessoal na trilha para o Cadeado, bem próximo, era uma diferença de 300 metros. Subimos e esperamos o pessoal, que não aparecia, e pensamos será que já passaram e seguiram a frente. E fomos alcançá-los, mas não encontrávamos. Então voltamos até o Ipiranga. Lá encontramos o pessoal e o inicio da confusão. Havia um escoteiro (adulto) no grupo que havia saído na frente acompanhado de uma amiga, eu lembrava dele por causa do inicio do calçamento onde o pessoal começou a escorregar e ele estava bem a frente. Um amigo desse escoteiro achou que ele não havia chegado ainda ao Ipiranga e ficou uma discussão, porque eu era um dos últimos junto com a Estela e a Marcia além do Giba que fechava o grupo. Mas o amigo do escoteiro insistia que não, que isso não era costume do amigo e que havia algo errado e que ele ficou para trás. Nessa hora até uma fumaça na mata chamou a atenção. O que o Heron fez?  Voltou pela trilha para tirar a dúvida. Nisso o amigo do escoteiro que foi junto retornou e seguiria para a Passagem do Cadeado. Então esse grupo da casa do Ipiranga foi acompanhá-lo, logo a frente um outro grupo do Roda  Livre já havia saído. Passou uma hora de atraso em relação ao previsto para continuarmos. E mais uma vez para não ter dúvidas ficamos os mesmos por último. 
Seguimos pela trilha até atravessar um rio e chegar numa subida onde seguiríamos a esquerda. Nesse ponto 4 pessoas que estavam a nossa frente quase continuaram reto subindo um morro de terra (amarela). Saímos então pela esquerda. Pensei nessa hora que esse era um local  para confundir.
Assim  seguimos, contando piadas relacionando esse caso com  a série LOST, cruzando pequenos rios e seguindo o calçamento da trilha. Chamou-me a atenção que a altitude ainda não variava tanto, ficando próximo dos 800 metros nessa parte da trilha.
Ao chegarmos na Passagem do Cadeado uma foto que deu nome ao local e então o desnível. Encontramos os demais caminhantes no Santuário que haviam saído bem a  nossa frente, mas para surpresa faltavam aquelas pessoas que tinham saído junto de nós e que se distanciaram. Havia também um recado do escoteiro, colado junto ao monumento de Nossa Senhora do Cadeado, quando da passagem dele por ali.


Claro, era certo que o escoteiro estava a frente e que logo "ele" não teria problemas. Antes disso o Giba que estava conosco, recebeu as informações do Heron quanto a primeira confusão e estava vindo até nós.
Algumas fotos, auto-foto e continuamos a descida até o posto do IAP Porto de Cima. Uma descida forte no calçamento não permite vacilo porque é bem liso e não tem calçado bom para isso.
Passamos as pontes dos rios São João e Ipiranga, que sem as mesmas antes da restauração e com toda a chuva dessa temporada, seria muito difícil. A partir desses dois locais,  a Estela, Marcia e eu fomos ficando para trás por causa das diversas fotos, inclusive uma que espero balançando num cipó. Saímos então na estrada para Porto de Cima (liga a estação de Eng. Lange no sentido oposto). Fotos da serra, do rio,  uma boa foto de um cogumelo feita pela Estela. O desvio junto ao caminho para usina hidrelétrica do Marumbi (COPEL) e chegamos ao posto do IAP. 
Mais uma vez outra surpresa, faltavam chegar ainda 9 pessoas, então não éramos os últimos como se imaginava.  Onde estava esse grupo? Eram 18:15 h. Tinha gente perdida na trilha.
O nosso ônibus estava ali, mas só sairia quando os últimos chegassem, e parte do pessoal que chegou antes  pegou uma carona. Então nós três decidimos continuar caminhando até a Pousada e Restaurante Dona Siroba. Essa última caminhada foi cansativa, talvez porque não contava com ela.
Ao chegar na pousada diversas perguntas porque faltava gente. O Giba preocupado queria que eu voltasse, mas não tinha condições fisicas para voltar ao Cadeado. E fui tomar um banho. Até as 20:30 h ficamos esperando e o grupo apareceu. 
Lembra do relato acima sobre um ponto que poderia confundir. Pois o grupo que se distanciou de nós e mais o pessoal do Roda Livre haviam tomado esse caminho errado.
O Heron que estava voltando da primeira confusão, pois havia ido até próximo do caminho do Pão de Loth, encontrou todo esse pessoal que retornava a trilha depois de se perderem."
Assim depois de todas essas confusões pudemos jantar na pousada e encontrei o "professor Miranda" que é dono dali. Para mim antes de ele ser o presidente do Paraná Clube era o professor do CEFET-PR, nem lembrava mais que era dono da Pousada Dona Siroba.
Um instante de pedido de desculpa do escoteiro, que sem querer, gerou uma série de acontecimentos.
A chegada a Curitiba foi a 0:00 hora, duas a mais do previsto. 
Sabem que nem choveu ou teve pancadas como estava previsto, ainda bem.
Entre mortos e feridos todos se salvaram.




Constatações do blogueiro:

01 - Se a previsão é de pancadas de chuva no decorrer do período, pode ser que com sorte como a minha, não aconteça.
02 - Não tem calçado que não escorregue na trilha.
03 - No período de chuvas o espetáculo das cachoeiras é maravilhoso.
04 - Os meus joelhos suportaram a descida mais do que ouvi falar.
05 - Pouca gente conhece a história da trilha principalmente a Passagem do Cadeado.
06 - Muita gente faz a trilha e que os poucos que causam vandalismo fazem um estrago enorme nas placas, chão e construções.
07 - Que a ALL lavou as mãos quanto a preservação das contruções. A pior parte do privatização e do capitalismo selvagem.
08 - Sem a recuperação patrocinada pelo convênio Brasil - Alemanha só os mais aventureiros e fortes poderiam fazer a trilha.
09 - Quando estiver em grupo, fique com ele independente se você já conhece o caminho, para não gerar dúvidas de localização das pessoas.  Vale qualquer aviso de distanciamento até para "pit-stops".
10 - Por mais que alguém conheça a trilha passado um tempo ela fica diferente, porque caí uma árvore, desliza terra e isso causa algum desvio e pode confundir.
11 - Preservar a trilha e a mata atlântica que forma a serra do mar é muito importante pela  natureza e a história que ela representa.
 12 - Que esse relato foi tão longo pela série de acontecimentos além do passeio.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Salto da Fortuna - Morretes-PR


Saída as 7:00 h da manhã de sábado para uma caminhada na semana mais quente do verão 2010. O Heron havia organizado um passeio para o Salto da Fortuna, via caminho do Anhaia. A caminhada seria fácil ,se fosse só o percurso à partir do posto do IAP, ou seja 2 km. E a pouca noite anterior dormida que valeu a pena, depois de uma festa de dança de salão, que nas últimas horas quase não me deixou ir embora.
Mas para não ser tão fácil começamos a caminhar uns 12 km antes, as 9:30 h da manhã. Chapéu, óculos, protetor solar e roupas apropriadas e muita água e segue em frente. Ao meio-dia chegamos no posto do IAP para então subir um trecho de 2 km onde estão os oleodutos da Petrobrás. Junto a uma válvula do oleoduto, vespas. Eu passei desapercebido, mas a amiga Marcia que vinha atrás teve a recepção dolorida.
Um pouco mais a frente uma trilha a direita do que seria o Caminho do Arraial.
Atravessa um rio, molha, outros córregos, molha nem tanto, outro rio e estávamos na última parte num desnível de quase 300 m. E chegamos ao salto, belo, nos seus 50 m de altura e caudaloso depois de uma temporada de chuvas.
A água a principio fria, mas aos pouco acostumamos, e só com aquele dia de sol, para aproveitá-la bem. Atravessa o poço que ali se forma até próximo a queda e tenta parar lá com pouco apoio.
Uma hora de cachoeira e voltamos para até onde estava o veículo, próximo ao IAP (portão da Petrobrás), trocar de roupa  e  retornar. Estava tão quente que vestindo outra roupa, depois de se secar, eu estava pingando ou suando a cântaros. Depois a saída para o centro de Morretes para o almoço com  barreado no Restaurante Estação, próximo a praça da estação ferroviária. Mais ou menos assim, toda caloria gasta na caminhada foi reposta em dobro ou triplo. Às 17:30 h estávamos de volta no caminho para casa.
E assim foi um dia de passeio, na boa organização do Heron, num dos finais de semana mais quentes desse começo de ano. Tinha que ser numa Fortuna de natureza.

Notas: O Caminho do Anhaia é parte do caminho do Arraial, uma antiga ligação do litoral com a cidade Curitiba, que a BR-277 suplantou. No percurso existem alambiques de cachaça morretiana.  Melhores detalhes históricos podem ser vistos no livro Caminhos das Comarcas de Curitiba e Paranaguá, Julio Estrella Moreira, 1975 - Editora da Imprensa Oficial, na Biblioteca Pública do Paraná, além de outros bem famosos. 
Uma estrada apreciada pelos ciclistas de mountain bike um tanto audaciosos, sujeitos a esfolamentos, devido a inclinação de descida e pedras soltas, a partir da BR-277.