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sábado, 2 de junho de 2012

Chapada Diamantina - 7. Parte - Retorno a Salvador e Passeio de 01 Dia - Férias

Farol da Barra em  Salvador-BA

Saí de Andaraí as 05:30 h da manhã no ônibus da Viação Águia Branca que na cidade de Itaberaba as 8:30 h seria trocado por outro que iria a Salvador. O mesmo roteiro da vinda e agora de retorno para passar um dia em meio em Salvador. A chegada na rodoviária de Salvador foi as 14:00 h. Detalhe que peguei um táxi Kadett, que era um pau velho sem cinto de segurança para o  passageiro, ou seja em Curitiba ele seria proibido de circular pela idade e pelo estado, e estou falando do táxi da rodoviária  oficial, que até deveria ter recusado. Na ida para o hostel o motorista estava perdido, porque se chama Hostel Ondina, mas fica no bairro Jardim Apipema perto do Shopping da Barra. Eu tive que pegar o meu GPS para orientar o motorista e se não fosse o congestionamento faríamos uma volta desnecessária pois a avenida de acesso cruza a rua do hostel, que avistei.

Chegando no hostel deixei minhas coisas e fui ao Shopping da Barra, era uma tarde de sexta-feira chuvosa na capital bahiana, precisava almoçar. Depois do almoço fui ao cinema para uma sessão do filme MIB 3.

Retornei ao hostel para no dia seguinte saber se iria mesmo fazer o turismo histórico.

O dia seguinte seria inteiro de passeio por Salvador. Me propuseram ir para a praia do Forte por causa do projeto Tamar, mas esse projeto eu conheci bem quando fui a Fernando de Noronha. O passeio histórico não sairia por falta de interessados e para minha sorte. No café conheci duas recifenses, a Jéssica e a Mabel conversamos um pouco, elas resolveram ir a Salvador para passar o final de semana aproveitando uma promoção de vôo.

Como iríamos para o mesmo local o Farol da Barra e talvez eu pegaria o ônibus de turismo fomos conversando. Chegando lá vi que horário do ônibus e a visita ao Farol que também é um museu não daria muito certo. Foi então que resolvi acompanhá-las pelo dia, que depois do Farol seguiríamos para o Pelourinho.

Pelourinho: no ano de 2007 eu conheci o Pelourinho. Eu estava em Itacaré-BA, na semana que teve o acidente da TAM em Congonhas-SP. Diante daquela situação e prevendo problemas, eu adiantei meu vôo da Gol, mas no dia da saída ele foi cancelado, e fiquei no hotel de Ilhéus. Na madrugada seguinte fui colocado num vôo da TAM para Salvador, onde concentraram os passageiros que iriam ao  aeroporto de Guarulhos-SP. Como cheguei em Salvador as 06:00 h, tomei um café e saí de ônibus do aeroporto até o Pelourinho num passeio que durou até as 13:00 horas.

Nesse acompanhamento com minhas novas parceiras, andamos tranquilos pelas ruas do Pelourinho, entrando nas igrejas, lojas e locais culturais, desviando dos entregadores de fita de N.Sr. do Bomfim na desculpa que já tinha muitas fitas no carro.

piás bom de bola numa das ladeiras do Pelourinho
Depois de fotos, uma volta,  3 por 5, ou seja 03 cervejas por 05 reais, descemos pelo Elevador Lacerda para conhecer o Mercado Modelo. Já era hora do almoço e no Mercado não tinha opção boa para nós. Subimos então para o Pelô a procura de um lugar para comer. Paramos no Café Brazil um local requintado e que tinha boas opções e preço, que fica na principal rua de descida do Pelourinho. Depois uma passada nas lojas para compras e no final da tarde uma parada no Terreiro de Jesus que é a praça entre as principais igrejas do Pelourinho, para escutar um samba e aproveitar o 3P5, que noutro cartaz estava escrito 3 "Piriquetes" por 5$, isso mesmo rodada de cerveja no número perfeito.

Jéssica, Mabel e Maumau
Depois no retorno para o hostel combinamos de sair para o Largo da Dinha que fica em Rio Vermelho. É um espaço em meio aos bares locais com mesas e cadeiras onde você senta e é atendido conforme a cor da mesa.

Na volta para o hostel me despedi das gurias recifenses nesse último dia de férias na Bahia. Essa grata surpresa de encontrá-las foi o ponto alto de Salvador, que é uma condição que o hostel proporciona entre os viajantes e que testemunhei diversas vezes.


quarta-feira, 30 de março de 2011

"Que Bonito"-MS - 2.Parte das Férias de Março 2011

Praça de Bonito-MS, chafariz com Piraputangas


A frase do título vai ficar melhor entendida ao longo do blog.
Depois do retorno de Curaçao fiquei ainda dois dias em Curitiba para organizar a próxima viagem para Bonito-MS.
Confesso que são viagens distintas e comuns na parte financeira, mas era aproveitar ou ficar o restante do saldo em casa. E todo mundo sabe, mesmo em casa você acaba gastando e inventando passatempos ruins.
Então no dia 23/03 parti para a região do Brasil que ainda não conhecia, o Centro-Oeste, a região do Pantanal, o Mato Grosso do Sul. A opção era ficar no AJ Bonito. Ficar no hostel sempre promete, pelo menos nos passeios, e se tiver sorte vai encontrar gente no mesmo espírito, e foi isso que aconteceu.

Dia 23/03 Chegada.





Saí de Curitiba as 9:30 h e cheguei em Campo Grande-MS as 10:00 h. Parece rápido, mas foi por causa do fuso horário. Já no aeroporto esperava o táxi, indicado pelo hostel de Bonito, para me levar a rodoviária e pegar o ônibus para o destino. Por causa do horário fomos até um posto de gasolina próximo a uma rotatória  pegá-lo no caminho. O ônibus iria até uma parada depois da cidade de Nioaque-MS, onde de lá pegaria outro para Bonito-MS. Dentro do ônibus já percebia outros mochileiros, para minha surpresa a garota mais brasileira  era uma britânica e lá fui eu gastar o meu inglês, ainda no ritmo de Curaçao.
Chegando em Bonito-MS, peguei a van do hostel e as 16:00 horas estava pronto para a ação, ou os trabalhos. Mas não tinha muito o que fazer. O jeito foi se informar com um dos atendentes do hostel e ir para avenida da cidade. Detalhe, na  chegada a van do hostel não passou pela avenida e a impressão que todos tem é que a cidade é só aquilo, parece de propósito.
A  dica era ir as 19:00 horas no projeto Jibóia. E lá fui eu para os primeiros contatos depois da dica e falar no celular com a amiga Estela para outras informações. Eu desci até a praça principal,  identifiquei o bar Taboa, que falei com a amiga  Estela. Na  praça fotos do chafariz das Puraputangas. Na volta experimentei da famosa cachaça Taboa no bar homônimo e uma cerveja, porque ninguém é de ferro. Na volta para o hostel fiz a minha programação de passeios e aguardei o horário do projeto Jibóia.
Se você ir ao projeto Jibóia e não pegar nela, vira até piada lá. Portanto por que ir? Muitos amigos já foram, viram a palestra e no final tiraram fotos, e comigo não foi diferente. Qual a sensação? O bicho parece de borracha. E foram 02 horas nesse local, e eu nem tinha almoçado e já passava da hora do jantar. Veja aqui as fotos do dia.
Saí antes do encerramento e fui até o restaurante Sale e Pepe, que é um restaurante japonês, nada haver o nome. No pedido o prato de peixe da região, escolhi o Puraputanga com Farofa de Banana, que no relato do último dia vai ter um comentário. Retornei para o hostel lá pelas 23 horas e fui dormir.



Dia 24/03 Passeio Rio Sucuri






Na minha programação o primeiro dia era Rio Sucuri, se houvesse possibilidade iria a Gruta Azul, mas estava lotado.
Saímos as 11 horas, chegando lá o guia André falou em almoçar primeiro, o que não parecia muito legal,  mas derrepende mudou e fomos para os preparativos para a flutuação. O passeio no rio Sucuri não permite mergulhar, é de flutuação com snorkel, tudo para não mexer no fundo e tirar a limpeza ou claridade das águas. Nesse meio tempo, já havia conhecido as primeiras pessoas do hostel, o Ronaldo de Belo Horizonte, a Joana paranaense de Brasilia, o Joel também de lá, a Carleana do Rio grande do Sul e uma garota da Bélgica, a Severine que falava um bom português, e ainda um alemão Johannes, também com bom português, que viria a conhecê-lo mais tarde. O  passeio pelo rio Sucuri é falado pelas fotos clicando aqui.
Na volta um almoço bem servido e o descanso na rede, mas a chuva da tarde interrompeu e retornamos.A noite treinamento para o dia seguinte fazer o rapel do Abismo de Anhumas.

Dia 25/03 Abismo de Anhumas




De todos os passeios de Bonito-MS o que mais as pessoas "titubeiam" é o rapel do abismo de Anhumas. Duas coragens: uma é descer e a outra é pagar o valor de R$460,00, mais o táxi que se tiver sorte como eu que dividi com a Severine (garota belga). A Severine é a inspiração do título desse blog,  ao longo dos passeios todo o lugar que íamos, ela naquele português com sotaque estrangeiro falava: "Que Bonito".
Saímos as 7:40 h para o compromisso das 08:30 h no táxi do Iderlon. O Iderlon, é um rapaz  que está construindo a vida em Bonito e que iria aparecer várias vezes nos deslocamentos da cidade. Chegamos no abismo cedo e nos preparamos para a descida. A minha dúvida era quanto as fotos, porque você não pode levar a câmera. Mas lá eles tiram todas as fotos que você pede e regulam a sua câmera para a condição de pouca luz, com tal destreza  de se admirar, principalmente o Márcio que de tantos turistas conhece todos os modelos.
Anhumas foi descoberto na década de 70 depois de uma queimada na região. Lá embaixo faz-se o passeio de bote próximo as paredes, estalactites e estalagmites. Nesse dia o lago estava com mais de 01 metro acima do normal. Os lugares que normalmente se vê de longe estavam sob nós, embaixo da água. "A mal que vem para o bem" e fazendo a flutuação chegaríamos perto do que não é possível quando o lago está baixo, como por exemplo o Guardião que é uma estalagmite em forma de um soldado. Parece uma figura de batalha da lenda grega. Tudo isso está nas fotos clicando aqui.
Depois da flutuação era subir na técnica e equipamento, e não é fácil, tem o esforço, tem a altura e tem as fitas do equipamento que esquenta a coxa, e você fica preocupado. Mas a volta foi bem devagar no ritmo da garota belga Severine. Depois de 03 horas estávamos retornando a cidade para um almoço no restaurante do Jacaré, perto da praça. No almoço Jacaré ao molho de Urucum.
Uma caminhada na avenida, observando as lojas para futuras compras, sorvete no Delícias do Cerrado e retornamos ao hostel. Lá eu ajudei a Severine como intérprete do vídeo dos repentistas nordestinos, que ela gravou em Florianópolis (não estranhe, foi lá mesmo perto da rodoviária), tudo isso entre uma cerveja e outra. Mais tarde apareceu o Joel com outras cervejas (02). Aí todo mundo resolveu ir para o bar Taboa fazer um happy hour depois dos trabalhos do dia (piada, claro!). Eu já estava passado. Apareceu o Alex com uma garrafa de cachaça Taboa congelada com uns copinhos, essa vida de viajante tava começando a ficar difícil.



Dia 26/03 Rio da Prata




A grande questão em Bonito é qual a melhor flutuação de rio, o da Prata ou o Sucuri. Eu diria que não tem nada haver um com o outro, são rios distintos. No Sucuri você tem o azul que é o efeito do molusco que vive lá, e noutro você tem a quantidade de peixes maior, em meio a água límpida.
Nesse dia, eu fiz o passeio numa van onde era o estrangeiro, porque todo mundo falava em inglês, alguma coisa eu entendia, uma piada demorava um tempo, e até que tentei evitar o máximo esse tipo de lotação, o melhor seria meio-a-meio, foi pegar ou largar. E lá fiquei para ir ao rio 01 hora depois, porque eles fazem grupos de 09 pessoas por guia.
Enquanto isso umas fotos na fazenda. Chegada a minha vez acompanhei as pessoas de outro horário, mas o guia era o melhor, falava bem conhecia muito, uma pessoa da região. Um pouco de caminhada em meio  floresta do cerrado e os mosquitos, não necessariamente nessa mesma oredem. E chegamos no deck de saída do rio da Prata. A primeira impressão é que para fotografia subaquática o Sucuri é melhor, talvez o sol estivesse diferente. E tem muito peixe lá. Descemos o rio até o deck onde tem as erupções, lá fiz fotos das pessoas tentando mergulhar até perto de onde brota a água. Eu também mergulhei para chegar perto. Ao sairmos desse local começou chover e que nos acompanhou até o final durante a flutuação. A observação e as fotos ficam prejudicadas. Retornando a fazenda almocei. E o guia perguntou se poderíamos retornar, no detalhe o pessoal da van já havia descansado do almoço. Uma coisa que não recomendo no passeio é almoçar e pegar a van logo em seguida. Diga para o guia esperar a sua siesta. Outra coisa, os estrangeiros não fizeram questão de seguir o passeio para o Buraco das Araras (nem o guia), e como é lá perto seria uma oportunidade.
Ao retornar para o hostel fui direto para a rede me recompor da saída repentina do Rio da Prata.
A noite uma confraternização com o pessoal no bar Taboa (o melhor da cidade) e pessoas novas no hostel a Livia e a Ryany. Nessa noite dancei pela primeira vez nas minhas férias, e foi  com a carioca Alene, samba de gafieira (claro!), forró e de saideira zouk. Zouk em Bonito ao som da Shakira, que dias antes fez um show em São Paulo, eu não esperava. Veja aqui as fotos.


Dia 27/03 Estância Rio do Peixe




Desde quando eu cheguei em Bonito, ouvi falar muito do Rio do Peixe, que estava na minha programação e seria o último passeio, acabou sendo o terceiro. Falaram do dono Moacir, das araras, dos macacos, das cachoeiras e falaram muito do almoço. E lá fomos nós com o guia Armandio, na minha opinião o melhor guia de todos os passeios. Um sujeito simples no falar, sarrista e fazendo piada o tempo todo, mostrando tudo para os visitantes, as árvores e suas propriedades, as cachoeiras e os detalhes, pulando nos lugares para mostrar que era possível, um guia padrão eu diria. 
No final o almoço que é o melhor de todos,  e para mim todos foram muito bons, mas esse é bem mais variado além de ser atendido pelos donos.
Na sequência do almoço o show dos macacos Prego. Esse é um espetáculo a parte que tem que ser conferido nas fotos. E aqui as fotos falam por si só.
Voltando ao hostel combinamos de ir a noite no bar Oca experimentar a pizza de mandioca, que é a massa de pizza com a mandioca amassada por cima.  muzarela e outros ingredientes. Muito boa, mesmo depois de todo o almoço almoço do rio do Peixe. Despedida também da família da Alene que iria embora para o Rio de Janeiro.

Dia 28/03 Pedalada e Cavalgada no Parque Ecológico do Rio Formoso





Esse dia foi aquele que eu queria fazer mesmo. Era da mountain bike e cavalgada. Diria que era um dia meu, não porque foi o passeio sem as demais companhias, mas teria que ser feito. 
As 9:00 h eu encontrei o guia Martin no Bike Aventura Lobo Guará. O Martin é um rapaz da cidade de Mar del Plata -Argentina, que vive em Bonito. Eu já eu estava quase pronto faltava só o capacete e a bicicleta. Saímos pela rodovia e pedalamos 07 km até o parque. Lá pegamos uma trilha e fomos para os decks a beira do rio. Nesse ponto o rio tem mais correnteza e a água é mais límpida. Você mergulha e da muitas braçadas para superar a correnteza. Outro deck na trilha e mergulho para tentar subir uma queda dágua. Ali uma corda submersa instalada pelo Martin, para você mergulhar e puxar até a pedra, depois é soltar e voltar para o deck com correnteza do rio. Dica do Martin, fazer a ventilação para puxar mais ar e mergulhar. Já era a hora do almoço ali mesmo no parque, filé de peixe Pintado. Uma parada de meia hora na rede e já refeito eu fui para a cavalgada por outra trilha do parque com o peão e guia Érico.
Fotos minha de peão no cavalo Gigante e fomos até outro deck a beira do rio para uns mergulhos durante 20 minutos.
Esse passeio de bike e cavalgada vale a pena mesmo! E eu recomendo e se puder fazer com o Martin melhor ainda. O Martin ficou em segundo na classificação dos guias, atrás do Armandio, afinal brasileiro não pode perder para a argentino (piada!)
A noite programamos, eu, a Livia, a  Ryana, Carleana e um casal de São Paulo de visitar a fábrica da cachaça Taboa. Muito boa essa visita, bem guiada, degustação da cachaças e no final compras. A surpresa é que eles cobram 25 reais pela entrada, que na minha opinião deveria ser revertida em produto, assim como fazem no Vale dos Vinhedos em Bento Gonçalves-RS. Mais tarde um  jantar no Restaurante Casa do João, no cardápio Traíra Vestida, especialidade da casa, recomendo.
Clique aqui para ver as fotos.

Dia 29/03 Chuva e Cancelamentos, Balneário Municipal e Jantar de Despedida


Ryany, Livia e Maumau jantar de especiarias de Bonito-MS



Por causa da chuva a minha ida a Boca da Onça foi cancelada, a a estrada fica intransitável. A opção passou a ser as grutas Azul e São Gabriel, mas também foi cancelada. Aproveite a manha para as compras, que faria a noite. Combinamos com as gurias Livia e Ryana, um casal de São Paulo e o Leo e esposa, paraibanos que tem a pousada Cabôco Sonhador no Ceará,  que almoçaríamos as 13 horas no restaurante Casa do Peixe Frito, enquanto elas fariam o rio Sucuri.
A chuva durou por toda manha cancelando as grutas que poderiam ser feitas no começo da tarde. Hora do almoço e nas opções: Pintado Grelhado, Pintado ao Bechamel e pintado ao Molho de Urucum.
As 15 horas estávamos de volta. Aproveite o táxi do Iderlon e fui para o Balneário Municipal. Lá fiz snorkel do primeiro deck até a prainha que é a parte rasa, meia hora cada descida aproveitando a correnteza do rio Formoso, nessa parte um pouco mais turvo e cheio de Piraputangas,  e foi suficiente para um final de tarde de sol.
A noite eu, a Livia e a Ryana fomos no Sale e Pepe na possibilidade de comer uma Piraputanga que estava em falta na cidade. Pedimos um prato que se dizia típico do mato Grosso do Sul, o Sobá. Na verdade é uma adaptação da sopa japonesa, dos descendente da cidade de Okinawa no Japão que vivem em Campo Grande -MS. E faltava mesmo a Piraputanga, o jeito foi pedir um espetinho de Jacaré para as garotas provarem, um peixe Pacú na Farofa de Banana e um vinho branco. Fotos clicando aqui.

E assim tentei resumir o dia-a-dia do turista na cidade de Bonito-MS, durante as férias e hospedado no Hostel Internacional Bonito. Do hostel tenho a agradecer a todos desde a cozinha a limpeza das áreas e ao pessoal da recepção que mantinha as informações por diversas vezes que perguntávamos, pessoas muito profissionais que quero agradecer através do Sílvio,  Luís e o Alex. Esse último também de Curitiba, que fora do hostel é uma figura a parte, o havaiano ou habitante de Samoa como nos referíamos a ele.

Ps 01. Ficar em hostel é sempre uma ótima opção.
Ps 02. Taboa é um capim e nome da famosa cachaça de Bonito-MS.
Ps 03. Falta incluir detalhes.
Ps 04. Nos últimos dias faltou Piraputanga nos restaurantes. Detalhe é proibido pescar nos rios em Bonito. Quem quiser tem que ir para cidade de Miranda, por exemplo.
Ps 05. Preste atenção tem passeio que não abre na segunda-feira, por exemplo a Fazenda Rio do Peixe.
Ps 06. Video da flutuaçao no Rio Sucuri resgatado no Youtube .
Ps 06. Sujeito a correções.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Carnaval 2011- Cânions dos Aparados da Serra - Trilha do Rio do Boi


Dia 05/03

"Tenho que voltar para fazer a trilha do Rio do Boi", foi o que eu escrevi em 18/07/2009, quando estive em Praia Grande-SC, viajando de férias pelas serras de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, o clima era de inverno mas muito chuvoso na região e a trilha ficou para outra ocasião.
Passado quase 02 anos depois de comentar com o Alan e a Sirlene saiu a viagem de retorno. Os dois cada vez mais estruturados com serviço de passeios com o nome Sherpa turismo, hoje tem uma van e providenciaram um transbike que estava sendo inaugurado nesse passeio.
Com alguns colegas da empresa e saímos na sexta-feira pela BR-116 em direção a Câmbara da Sul-RS numa viagem noturna de quase 11 horas, afinal a alternativa pela BR-101 teria o congestionamento das praias e seria uma viagem de ponta a ponta pelo litoral catarinense.
Depois de um café em Câmbara do Sul seguimos para a entrada do Parque do Itaimbezinho. Lá as trilhas auto guiadas de 3,0 km a do Cotovelo e de 1,5 km a do Vértice. O sol nos apoiando e com menos neblina da vez que estive no ano de 2009. Próximo das 15 horas saímos sendo que alguns desceram de bicicleta os 14 km que liga o parque a cidade de Praia Grande-SC na parte de baixo dos cânions. Um pouco de neblina mas nada tão intenso por causa do horário. Nesse retorno estada no Hostel Nativos dos Cânions do senhor Aldoir Rosa e jantar de comida rural no restaurante Casa Nossa.



Dia 06/03

A trilha do rio do Boi particularmente era a minha curiosidade, porque ir a região e não fazê-la só com muito impedimento e falta de preparo para caminhar pelas pedras do leito do rio até o inicio dos cânions do Itaimbezinho. As 08:00 h estávamos no posto do IBAMA para cadastro e preparação para a saída. É uma trilha que preferencialmente se faz usando bota porque as pedras e a travessia do rio requerem maior cuidado. Além de que se coloca uma perneira para proteção da canela porque pode bater numa pedra pontuda, além de outro riso que está nas fotos. Muita travessia de rio, acredito que polo menos umas 10 travessias numa fila de pessoas que alterna homem e mulher de mão dadas para que ninguém caia e seja levado pela correnteza. Durante o percurso no vale uma parede que moram umas aranhas, parecia até o jogo Hero do Atari (lembrança antiga) na qual não toque nelas e depois umas piscinas para nadar junto dos paredões.
Mais a frente as cachoeiras e a vista do morro da Mamica, até que se entra na parte dos cânions. No final uma vista para para a parte da trilha do vértice, onde bati um papo com a guia Sabrina sobre os detalhes da vista. E depois de uma palestra do guia Leonardo sobre a origem dos cânions e a formação rochosa da região um retorno, com parada para piscina e lanche e um desvio por uma trilha na mata para superar a parede as aranhas. Mas antes no caminho a surpresa que está nas fotos no Picasa.





Dia 07/03

A visita ao cânion Fortaleza seria a minha segunda ida, mas no passado o tempo não estava bom, haviam muitas nuvens, vento forte no topo e neblina no vale. Dessa vez o dia de sol proporcionou tudo aquilo que o ecoturista vislumbra, que é a visão dos paredões e do vale, apreciadas da borda e o campo extenso para além, onde pode se ver o mar e a lagoa na direção da cidade de Sombrio.
No retorno a trilha do Rio do Tigre para a travessia pelas pedras até o outro lado da margem para melhor ver a cachoeira que ali se forma caindo no vale. A sensação de atravessar o rio com aquela cachoeira a frente é sem igual, tamanho o desafio que o visitante faz. Trilha a frente ,após essa travessia, está a Pedra do Segredo, lá escondida perto da escarpa, sem ninguém para dizer "aqui mesmo". Se não fosse pela cerca,  uma foto próximo a ela, seria o preço de duas oportunidades para visita.
Retornamos para Câmbara do Sul,  e de lá decidir de onde partir para o pedal da serra da Faxina. Pelo horário teria que ser mais adiante. Esse pedal seria repetido, se não fosse a idéia do Alan de descer no primeiro asfalto logo a esquerda em direção a vila da Rosa em Praia Grande-SC. A descida já estava escura e dependíamos das lanternas de bicicleta. Descida muito ingreme com alguns solavancos e gramíneas esperando uma queda. No final a ponte pênsil ao lado do restaurante Casa Nossa, onde estivemos no primeiro dia.



Dia 08/03

Passeio panorâmico em Praia Grande-SC para cachoeiras na base dos cânions e Balneário do Pico.
Saímos as 09:00 h da manhã de bicicleta em direção a estrada do cânion do Churriado. Nessa região existem alguns rios e nesses locais foram feitos recantos com pequenas represas onde é possível se banhar.


Veja todas as fotos clicando aqui

Ps 01. "Quando estiver na trilha do Boi, deixe os seu problemas em casa", essa frase do guia no começo do passeio diz tudo quando se vai para um lugar vislumbrante.


Ps 02. Por mais que eu vá a Praia Grande sempre fica algo para trás, dessa vez ficou a visita a Pedra Branca.


Ps.03. a carreta das bicicletas fez sucesso, com alguns curiosos.

Ps.04. se você tem uma câmera muito boa, leve. Porque com excessão da trilha do Boi os outros lugares é tranquilo para levá-la.

Ps.05. no retorno para Curitiba, pela BR-101 parada para  almoço no restaurante Vieiras na praia do Estaleiro.

sábado, 26 de junho de 2010

É o trem, é o trem, é o trem do forró - De Recife a Cabo de Santo Agostinho-PE

De É o Trem, é o trem, é o trem do forró

Eu tenho um segredo menina
Cá dentro do peito
Que a noite passada
Quase que sem jeito
Bem na madrugada ia revelar

Foi quando um amor diferente
Tava nos meus braços
Olhei pro espaço
E vi lá no céu
Uma estrela cadente se mudar

Eu lembrei das palavras doces
Que um dia falei pra alguém
Que tanto tanto me amou
Me beijou como ninguém

Que flutuou nos meus braços
Mudou os meus planos
E nossos segredos confidenciamos
Sem hesitar

laiá laiá
laiá laiá
laiá laiá Lá
Lá laiá laiá
laiá laiá
laiá laiá Lá....

(Confidência - Falamansa)

Esse forró pé-de-serra,  que não é de origem nordestina, mas estava lá no trem, não me sai da cabeça. Talvez porque na volta para casa ele teria algum significado.

Último dia de férias no nordeste e na programação o trem do forró que parte do Marco Zero em Recife.
Tudo começou antes da minha viagem, quando o meu amigo Marcos mandou um site sobre um trem do forró, que era uma excursão que sairia em junho de Minas Geraes até a Paraíba, pelas cidades típicas das festas juninas do nordeste como Caruaru e Campina Grande.
Duas semanas antes da viagem para Fernando de Noronha eu resolvi procurar o site no Google. Então me deparei com esse site o Trem do Forró.
Para minha sorte apesar de estar lotado consegui uma reserva e depois de pago fiquei na expectativa.
No dia 26/06, sábado, eu sai de Olinda pensando em almoçar no Mercado São José no bairro do Recife, dar uma volta na região e seguir para o Marco Zero, de onde sairia o trem. Ao chegar no mercado vi que não era o mesmo como em Curitiba, apesar de grande, os espaços de alimentação eram ao redor e não gostei muito do que vi. Então comecei a andar pela região e já pensando no local gastronômico que estava no guia de Recife, próximo ao Marco Zero. E fui andando até lá. E não achei nada, que seria perto do Diário  de Pernambuco. Fui então até o Marco Zero para conhecer o local.
Sem achar um lugar para almoçar resolvi voltar pela ponte Mauricio de Nassau. No meio da ponte olhando para trás a esquerda vi um prédio com o letreiro Livraria Cultura ao lado de um outro antigo reformado. Parecia um shopping e caminhar até lá e não achar com um sol forte do dia, ia ser duro. Ao chegar próximo, vi que era o shopping do Paço da Alfandega, que alivio um lugar para refeição e dar um tempo até as 15 horas quando começaria o evento.

As 15 horas fui até o terminal marítimo para confirmar a reserva e pegar a camiseta do passeio. Os animadores já estavam lá, recepcionando todos e a medida que o tempo passava o povo chegava,. Aproveitei para comprar o CD do passeio com diversas músicas de forró. Quando encontrei uma garota do Espírito Santo, com um véu de noiva da junina. Ela falando que no ano passado tinha ido a Fernando de Noronha e descobriu o trem mas não pode embarcar, mas esse ano ela havia voltado. Bem eu contei a minha história e fui considerado sortudo.  Aparece o trem, e fomos para o embarque. Antes disso tirei várias fotos para os grupos que estavam lá e também tirei fotos tipo modelo, dançarino do trem do forró com algumas garotas. A essa altura fui promovido a noivo, bem muitos foram promovidos.
Na saída do trem forró, um grupo de músicos em cada vagão, com venda de bebidas, 10 vagões numerados e acredito que teriam uns 15 vagões. Seguimos até a cidade de Cabo de Santo Agostinho, na velocidade de 10 km/h com previsão de chegada as 19 horas.
Cada vagão um grupo animado com músicos cantando ou só tocando os instrumentos.  Passei por todos os vagões para ver o clima. Num desses encontrei uma garota que era dançarina animadora. Na  noite anterior a vi na junina do Sitio da Trindade, dançando um forró rápido deeee qualidadeee. Aí dancei com ela. Salvou o meu forró.
Em Cabo de Santo Agostinho-PE uma área coberta e um palco com cantores, sendo 01 a cada hora. Um pouco de brincandeira junina e uma volta pelas barracas, foto de um grupo de pífanos e fui comer um pouco,. No cardápio a canjica do nordeste e uma empadinha, afinal teria mais trem do forró no retorno as 20:30 h.
Na volta fui para o meu vagão número 02 indicado na fita. Lá um grupo baiano cantando axé com uma garota fazendo performance. Até que apareceu uma dupla "muito alegre" dançando e querendo concorrer com a mulata que se requebrava. Claro o pessoal do axé não perdoou e começaram a cantar "é viado, é viado" e eles (ou elas) nem aí. Fui dar uma volta para tentar encontrar a noiva no outro vagão. Não achei e resolvi retornar ao vagão anterior.
Ao me sentar, eu puxei conversa com uma garota que era de Salvador, comentei que aquele era o vagão mais fresco em todos os sentidos, o que provocou um sorriso. Conversamos um pouco até chegarmos de volta ao Marco Zero as 23 horas onde nos despedimos.
Peguei o táxi para Olinda. No caminho resolvi desviar para o Sitio da Trindade, onde supostamente teria um show da Elba Ramalho, conforme o taxista da noite anterior. Chegando lá descobri que não teria nenhuma atração e fui fazer um lanche. Resolvi voltar para o hostel em Olinda, preparar as malas para o dia seguinte e dormir. O vôo no dia seguinte sairia as 10:00 horas.

E assim durante 08 dias passei as férias no nordeste, com direito a festas juninas. Somente lá essa festa é repleta de colorido, entusiasmo e tradição, onde o povo nordestino tem a maior identificação, coisa que no sul não se faz mais. Isto está somente nas lembranças da minha infância. Aqui temos nos contentar com o sertanejo country, a moda do momento, inserido na junina.

Que tesão de férias!

Clique no slide para ver as fotos no Picasa em tamanho maior.





sexta-feira, 25 de junho de 2010

Da Ilha de Fernando de Noronha para Olinda-PE - Férias Juninas

Neste dia de São João eu estava saindo da ilha de Fernando de Noronha para Recife e Olinda-PE. Praticamente fiquei na pousada e na Vila dos Remédios até a hora da saída. O dia tinha começado com uma chuva leve mas logo o sol se apresentou.
As 16 horas saiu o vôo para Recife que foi tranquilo assim como a saída  do aeroporto para Olinda. É sempre bom chegar numa nova cidade sem aquele tumulto do dia-a-dia para se organizar.

Em Olinda fiquei no hostel da rua do Sol , no bairro homônimo, perto da praça do Fortim.  O hostel para mim é uma opção boa e barata e normalmente são muito bons. A única decepção até hoje foi o Hostel de Maceió-AL na praia de Ponta Verde, espero que tenham feito alguma coisa por lá. Além disso você pode conhecer outros viajantes inclusive do exterior, como foi o caso desse.

Bem já era quase noite e eu queria aproveitar o máximo de Olinda. Munido de informações e um mapa fornecido pelo hostel comecei a me virar entre as subidas das rua históricas de Olinda. Já num local  próximo ,a praça do Carmo, uma movimentação para a festa junina organizada pela prefeitura. Mesmo de noite já me impressionava pelo casario e patrimônio histórico. Em meio a ruas eu queria acabar um lugar para comer,  até vi no informativo que haveria um festival do mexilhão no restaurante o Maison do Bonfim. Bem nas praias do sul, em Santa Catarina por exemplo, o festival de marisco (mexilhão) é um evento popular com muita abundância sob tendas muito grandes.
Mas voltando a Olinda, fui a outros locais como bares que teriam evento de música, mas os mesmos estavam fechados nesse dia. Sei lá! Talvez por causa do feriado de São João. No caminho, junto a um bar fui abordado por um rapaz que disse que me acompanharia falando um pouco do local, já esperava isso e até previa um guia para o dia seguinte. Em meio a histórias típicas de guia perguntei de casa de forró na região e se ele conhecia alguém venderia uma rabeca. Então o guia voluntário de nome Gibran foi me levando em meio a ruelas e becos que me causavam um certo receio, afinal tudo era novo. E fomos parar numa rua que teriam músicos mais tarde da noite. Lá eu conversei com uma senhora de nome Odete que toca tambor. Bem não era o forró. E mais a senhora estava ocupada com uma oferenda para Xangô, ou seja, um local de candomblé. Ah descobri que Xangô era São João, afinal era o dia dele.
Seguimos retornando pelas ladeiras da igreja da Sé e até cortamos por dentro de um hotel Del Rey, 5 estrelas por ali, algo que sem o guia seria impossível e voltamos até a praça do Carmo.

Lá o guia Gibran deu a dica de comer na lanchonete Sargação, muito famosa no local e com ótimos sanduíches. Nesse momento combinei com o guia de sairmos na manhã seguinte cedo, porque teria o jogo do Brasil x Portugal e queria ganhar tempo. Adiantei uma parte pelo acompanhamento. Nessa altura, eu já tinha percebido quem era o Gibran e nos caminhos que passamos todos conheciam ele. Claro que todos lá são os melhores guias e a bem da verdade se há tempo você se vira.
Enquanto estava no Sagação me lembrei que já havia lanchado ali a 05 anos atrás quando viajei com um grupo de van de Curitiba a Natal-RN. Passamos por ali no começo da noite  em direção a João Pessoa-PB. Puxa nem me lembrava mais dessa história, porque foi muito rápido, mas na época eu nem fiz questão de ver muito porque não havia tempo.
Mais tarde da noite fui com um amigo do hostel, o Cézar (baiano e professor em Salvador), até a festa junina ali próximo na rua do Carmo, próxima a beira mar. Aliás Olinda não tem praia de banho de mar.

E no dia seguinte as 8:30 h, cadê o Gibran? Sem ele segui para o centro turístico para informações. Subi a rua São Francisco a igreja do mesmo, onde há diversas capelas no seu interior, por ter sido um convento. Lá dentro até perguntei para uma senhora da limpeza, se ela tinha idéia de quantas vezes aquele local já foi limpo deste o século XV. Ela me disse que além disso tem todo o cuidado para não comprometer a pintura. Fiz várias fotos, depois segui até a Igreja da Sé de onde se vê toda a região do Recife,  por ser a parte mais alta. Dei uma volta na igreja onde está enterrado o arcebispo Dom Hélder Câmara, que teve notoriedade durante a ditadura militar no Brasil.
Fui nas lojas para turista nas proximidades e as 10 horas fui numa choperia para acompanhar o jogo Brasil x Portugal. Quer dizer o Brasil do Dunga.

Durante o jogo quem apareceu foi o guia Gibran, com uma estória do atraso, combinamos de nos encontrar depois do almoço. No cardápio peixada pernambucana, com a presença do Cézar (alberguista). Depois seguimos pelas ruas com o guia, sob desconto,  por ser só pela tarde e até finalizar na casa do cantor Alceu Valença. Na sequência fui comprar minhas lembranças, um jogo de xadrez com figuras do cangaço de artistas famosos da região e uma rabeca. A rabeca é um instrumento rústico parecido com um violino, utilizado por forrózeiros no nordeste e fandangueiros nas regiões de Iguape e Cananéia no litoral de São Paulo e Guaraqueçaba e Ilha dos Valadares no litoral paranaense.

Mais a noite fui para a festa junina em Recife, no bairro Casa Amarela,  parque Sitio da Trindade, o melhor da cidade neste período. Desse local não tenho fotos por causa do medo de me roubarem a câmera. Eu estava numa cidade grande e com todos os seus problemas comuns das capitais brasileiras.

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