Jalapão 2019

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sábado, 8 de junho de 2013

Mais um Marumbinista!

"Aquele que hoje escala o Marumbi pode não dar conta de sua vasta história, mas é preciso pensar na saga de homens que com muita garra e esportividade abriu caminhos, transformando esta serra em algo mais que uma série de majestosos picos, num conjunto de montanhas acessíveis a todos os que, como eles, têm a satisfação de atingir seus imponentes cumes..."
Nelson  Luis Penteado  Alves, no livro As Montanhas do Marumbi. 



Demorou mas aconteceu! Nesse dia eu me tornei mais um marumbinista. Já haviam passado tantas oportunidades. Desde o tempo em que não havia IAP e as pessoas deixavam o carro perto da usina Marumbi, porque não conseguiam chegar na estação Eng. Lange sem um 4x4. E outras, como estar fora do país bem no convite. Sem contar aqueles convites com o céu desfavorável.


Avistando o grupo que foi até o Abrolhos

Mas foi nesse fim de semana. Não da forma que eu gostaria com mais pessoas, porque todos os demais  subiram o Abrolhos. Foi praticamente uma trilha solitária, começando pela Noroeste, chegando a Pedra do Tigre, Gigante e finalmente Olimpo. 

Durante todo percurso lembrei do livro do Farofa (Nelson Penteado), um registro impressionante da história, e lembrei que no ano passado a equipe do Zona de Impacto (que sofreram) foi lá encima fazer uma reportagem com o Vitamina e o Kiko (IAP) sobre a Semana do Montanhismo no Brasil (sic 100 anos).

Bem  a sensação foi de um sonho realizado, de ter confirmado a impressão daquele garoto de 11 anos que ao viajar de trem pela 1. vez e ao olhar a montanha lá da estação ficar admirado com o tamanho. Depois de muito tempo a confirmação de toda a grandiosidade. Um local que nos privilegia, com acessos das mais diversas formas, pela trilha do Itupava, de trem pela serra, carro 4x4 ou a pé desde a estrada das Prainhas (Porto de Cima).


Comentários:

Ps 01. Confesso que passados 06 meses da ida a Patagônia achei que toda a resistência física de lá, com referência a uma das trilhas de 24 km, eu achei que fazer o Marumbi da forma mencionada seria suportável. Mas o despreparo me mostrou cãibras pouco antes de chegar no ponto mais alto, o Olimpo. Cada montanha tem história e dificuldades únicas.

Ps 02. Na volta pela trilha Frontal acabei descendo um lance de escada (grampos) tão grande. Depois entendi no vídeo quando o Vitamina disse "agora que a porca vai torcer o rabo, vai ver porque esporte é adrenalina".

Ps 03. Valeu cantarolar algo nessa descida como se fosse um mantra espanta medo.

Ps 04. A minha volta demorou mais que esperado pela cãibras. A entrada na noite pouco antes da cachoeira do marumbinista apesar da lanterna, foi tenso. A sinalização lá estava sutil.

Ps 05. O GPS perdeu o sinal em vários pontos no começo depois do Abrolhos causando uma falha de registro, e na descida também. Mas as trilhas são bem sinalizadas, o GPS foi mais para registrar desempenho.

Ps 06. Subida pela trilha Noroeste foram 4:30 horas e a descida 04:00 h pela Frontal. A descida demorou mais que o programado que seria de 03 a 03:30 h, tudo por motivos de fadiga.

Ps 07. Tempos de percurso: 
           Subida pela trilha Noroeste 4:30 h
           Pausa: 1:00 h
           Descida pela trilha Branca 4:00 h (normalmente em 3:00 h)

           Saída da estação Marumbi as 09:30 h e retorno as 19:00 h. 

Ps 08.  Alguns comentários de que as montanhas do Marumbi requerem respeito apesar das facilidades dos meios de acesso.


Trilhado no GPS

Monte Olimpo (subida)



Monte Olimpo (descida)

sábado, 8 de setembro de 2012

Morro do Canal em Todos os Ritmos



Ir ao morro do Canal pelo menos uma vez no ano passou a ser para mim um exercicio para apresentar aos amigos como se desenvolve uma trilha de montanha.

Requer responsabilidade porque as pessoas que não estão acostumadas têm esforços e situações que não fazem parte do dia-a-dia. A trilha de montanha proporciona bem isso.

Proporcionou para mim conhecer pessoas através de outros amigos que trouxeram os seus amigos.

Os amigos são a família que não nascemos, mas que escolhemos ao desfrutar dos mesmos interesses e partilhar de momentos, isso define um grupo.


Comentários:

Ps 01. Me bateu uma curiosidade do que pensou aquele pai que levou o filho até lá encima, com toda reina do garoto por causa do medo. Mas ele chegou e foi aplaudido por duas vezes nas dificuldades pelas pessoas que estavam lá.

Ps 02. O silver tape que eu e o Guilherme levamos salvou parte da trilha de uma garota, a Fátima.

Ps 03. Boa parte desse grupo que se encontrou são das aulas da dança de salão. 

Ps 04 Fotos da Maiuly.

Ps 05. Soube depois que no dia 08 de Setembro completou-se 50 anos da primeira subida do morro do Canal. As comemorações do cinquentenário serão no dia 15/09/2012 com a presença do Vitamina que entregará certificados brindados com espumante a quem chegar no topo da montanha.

Ps 06. O porquê do nome: "Abriram a picada e diante do encontro com verdadeira rede de fendas e corredores naturais, que lembravam labirintos e canais, denominaram o morro como Pico de Canal", do próprio Vitamina no site Alta Montanha .

Ps 07. Passado os dias, é interessante ver os comentários (só Facebook) daqueles que foram pela 1. vez. Tem o comentário do esforço e o que ficou dolorido; tem o comentário sobre a sensação da vista da montanha, tem aqueles que querem saber qual será a próxima. Lembro da sensação de um pouco de medo de alguns e do desafio que se submeteram.

sábado, 28 de maio de 2011

A Travessia Morro do Vigia ao Morro do Canal

A esq. Torre Amarela, ao centro Morro do Vigia e a dir. parte do Morro do Canal
Esse final de semana foi bem especial, na sexta-feira teve a entrevista do Gestennberg e do Heron para a Gazeta do Povo, no caderno Vida e Cidadania falando sobre descer de bicicleta para o litoral e mais comentários sobre as rotas da serra do mar paranaense. O Pedro Hauck escreveu uma matéria sobre montanhismo no Paraná.

Para mim foi o retorno para as trilhas também na região.

Há dois anos atrás tomei conhecimento sobre o morro do Canal. Foi no site Trilhas e Aventuras. Quando comecei a pesquisar e consegui o mapa feito a mão para chegar até lá,  do Roberto Coelho, famoso por criar o grupo de pedalada da noite curitibana, o Bike Night, hoje Pedala Curitiba.
Então ficou aquela idéia de um dia ir até o morro do Canal pedalando e subi-lo por muito dizerem que não seria tão difícil. Mas essas oportunidades foram se adiando, por chuva ou outro lugar para conhecer. No começo desse ano estive lá perto. Fui até o bar com o pessoal do Lavailama quando fiz um pedal para a Represa do Carvalho.

Hoje finalmente surgiu a oportunidade, não foi chegando de bicicleta, e não foi a subida do morro do Canal. Foi sim a Travessia Morro do Vigia para o Morro do Canal, os 4,4 km mais difíceis de uma trilha que parecia simples.

Saí com o Sherpa Turismo num total de 07 pessoas no primeiro sábado frio depois de uma semana com cara de chuva curitibana.

Ao chegar na entrada da chacará  do sr. Zezinho o Alan deixou a van logo do lado esquerdo. Um café e nos preparamos para tomar a trilha do morro do Vigia, saindo as 09:20 h. Trilha no GPS e seguimos em frente. Logo no começo já sentimos a sutileza da trilha onde você pode errar fácil e fomos para o morro Torre Amarela.

Torre Amarela visto do Vigia


Um tempo lá e cruzamos com uma família um senhor, uma criança e uma mulher já praguejando o que ela estava fazendo ali. E seguimos para o morro do Vigia. Uma foto do famoso "dedo" e segue a trilha para subir. Mas ao invés de tomarmos mais a direita fomos mais a esquerda e comecei a procurar  a trilha no GPS, enquanto íamos em frente  ele nos dizia volte. E lá fui eu avisar o Alan que estávamos no caminho errado. De fato se perder nesse lado não difícil. Na volta tomamos um caminho de subida errado onde o Alan perdeu o relógio Garmin 405. Essa foi uma perda muito chata. Não tinha como achar. Até que depois de muita procura seguimos para a trilha via GPS sentido morro do Canal. Na subia para o morro a sutileza de passar de baixo de uma pedra e na saída tomar a direita, que é um outro erro pois o sentido é para a esquerda, só que a decisão pelo GPS olhando para cima depende da experiência que ainda estou adquirindo até que alguém no alto percebeu a saída certa. e lá estávamos olhando de cima o "dedo". e chegando ao topo do morro do Vigia.

Morro do Vigia e Morro do Canal a direita


Mais um tempo de visualização e saímos pela trilha escondida em meio ao mato e bambuzal onde você só a vê se abrir a mata a sua frente. Descemos a cela entre os morros e chegamos ao falado paredão com a fenda onde tem duas cordas e logo o Alan e o Adriano subiram os 15 metros no braço. Então a Raquel foi tentar e quem disse. Precisa muita força no braço e decisão única. Como não, a Sirlene fez uma amarração cadeirinha com uma corda, onde os rapazes lá encima puxariam e na outra corda quem subia puxava. Não foi fácil, tinha o seu Adilson em torno dos 60 anos para subir, a Fabiane, Rhylan, eu e a Sirlene. Bem eu subi no esquema. Meu ombro ainda não se recuperou de um trauma nas férias, mas posso dizer que não exigi muito de quem estava puxando, foi mais por garantia. Por último subiu a Sirlene, que está no vídeo do Picasa. Mas ainda se subia para o morro e o esforço já me acusava algumas cãibras na perna.

Chegando ao morro do Canal tudo alegria, fotos legais de um fim de tarde. Vimos o pôr do sol as 17:34 h, ainda descendo e as 18 horas estávamos no bar para os lanches famosos de lá. Havia um grupo que foi de ônibus de excursão, responsável por ter acabado com o pão nos dois últimos pedidos nossos.

Morro do Canal visto do Vigia

Comentários:

01 - Dizem que é morro do Canal porque é uma região que canaliza o vento e influencia os aviões que saem do aeroporto Afonso Pena. 

02 - Morro do Vigia, porque ele está no meio e de lá você observa todo o arredor, de um lado a Torre Amarela, em frente a represa do Caiguava e do outro lado o morro do Canal. Mas tem uma pedra que para uns lembra um Vigia.

03 -  Torre Amarela, não encontrei algum comentário. Talvez quem visitar o blog me passe essa informação.

04 - O morro do Canal teve um trabalho na trilha para viabilizar as visitas que pode ser conferido pelo relato do blog Dubois, um belo trabalho favorecendo os visitantes.

05 - É fato. Sem alguém que conheça o caminho, ou sem um GPS com a trilha, dificilmente se dará bem na travessia. Precisa de braço pra superar o paredão pra o morro do Canal.

06 - Fim de semana quando o tempo está bom tem muita gente.

07 - Um piá de cerca de 10 anos  que encontrei, enquanto ele subia o morro com os pais, disse que já tinha subido 08 vezes o morro do Canal. Esse vai longe,

08 - Um curso de GPS Pedro Hauck não seria nada mal, mas ao longo do tempo estou aprendendo.

09 - Demais fotos aqui ou clicando no slide abaixo.






sábado, 31 de julho de 2010

CIRCUITO 3 X 1 - O Desafio dos 03 Morros

Morro Samambaia
De CIRCUITO 3 X 1 - O Desafio dos 03 Morros

Há um tempo atrás eu conheci a Raquel fazendo o Caminho do Itupava. Ela era a guia do Roda Livre, que também organiza passeios. Na ocasião até tirei uma foto dela na ponte da Casa do Ipiranga para roda dágua. Ela também estava na lista do grupo de aventuras Altaneiros do qual faço parte, então me interessei pelos passeios  dela porque tem uma lista para o ano todo. Numa das ocasiões combinamos  em Junho/2010 de ir ao morro do Canal,  mas as chuvas do período não deixaram..
Em julho ela programou o passeio Desafio dos 03 Morros. Eu fui um dos primeiros a confirmar, só faltava o tempo ajudar.
Nesse dia 31 de julho, depois de 02 finais de semana chuvosos, o tempo ajudou. Em 23 pessoas, partindo do Shopping Muller e do Colégio Bom Jesus fomos até o ponto de inicio em Borda do Campo, perto de Quatro Barras, com a primeira pela trilha da Asa Delta em direção ao morro da Samambaia, que fica ao lado no morro do Anhangava. O morro do Samambaia substituiu o mais famoso próximo,  nas missas de 1. de maio tradicionais  na região. Uma subida leve e logo estávamos no seu topo. Com vista para a serra do Ibitiraquera que compreende o Pico Paraná e suas montanhas próximas como o Itapiroca, Caratuva, Ferradura e outras.

Morro do Anhangava
De CIRCUITO 3 X 1 - O Desafio dos 03 Morros

Em seguida subimos pela trilha até alcançar o morro do Anhangava pelo lado norte (sem ser muito preciso nessa orientação). Há 15 anos atrás eu estive no Anhangava, fui de bicicleta com  alguns amigos, não me lembrava de muita coisa, tinha sido na época a minha primeira experiência de trilha e morro. O significado da palavra Anhangava em tupi-guarani é "morada do diabo",. Dizem que os indios ficavam imaginando com seria chegar lá em cima. Há também os ufólogos que ligam montanha a disco voadores como pode ser conferido no site Fenomenum. O morro do Anhangava é a escola dos montanhistas do Paraná. Lá como pudemos conferir o pessoal treina a escalada na rocha devido as diversas opções de vias.
Depois seguimos em direção a face sul do Anhangava para descermos. Neste lado havia uma capela e um cruzeiro onde era celebrada a missa de 1. de maio e que foi transferida para o morro Samambaia. Até então havia degradação pelo número de pessoas, cerca de 400 a cada ano, num único dia. Na face sul, eu tirei algumas fotos e tentava me me lembrar do local em que fiz as mesmas no passado. Fizemos a descida pela escada de ferro na rocha ali existente, um desnivel de quase 20 metros.

Morro Pão de Loth
De CIRCUITO 3 X 1 - O Desafio dos 03 Morros

Um pouco abaixo eu tirei algumas fotos dos grupos treinando a escalada na rocha. As 12:40 h estávamos na trilha que seguiria para o posto do IAP, o começo do Caminho do Itupava. Uma caminhada de 40 minutos  com pausa para descanso e pegamos a trilha para o 3. morro do dia,  o morro Pão de Loth. Ele é o marco do inicio da  descida da serra do mar, no Parque Estadual da Serra da Baitaca.
Nessa hora o cansaço aparecia, em quase todos,  mas a vontade de chegar ao novo local era grande. A trilha é mais fechada, comparada as anteriores.  Chegando ao topo tivemos uma bela vista do pico Marumbi e o seu conjunto de montanhas.
Um dia perfeito de tempo bom, com belas vistas da Serra do Ibitiraquera e  do Conjunto do Marumbi. Uma ótima aventura organizada pela Raquel, uma das pessoas mais querida e entusiastas dos passeios ao redor da região metropolitana de Curitiba.

Clique na apresentação abaixo para ir direto as fotos no Picasa.