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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Chapada Diamantina - 2. Parte - Mountain Bike de Mucugê a Andaraí - Férias

No primeiro dia em Mucugê procurei a pessoa que fez o passeio de MtB com a Fabi. O nome dele é Joab e conversamos sobre as possibilidades. Estipulei a quinta-feira para o pedal porque o tempo estaria mais firme. Ainda conversamos sobre o percurso e os valores. Como íamos para Andaraí que seria meu retorno do Vale do Pati eu aproveitaria para deixar alguma bagagem na pousada.

O Joab tinha a proposta de sair pedalando de Mucugê subindo 10 km até o inicio da trilha ou subirmos de carro até lá. Como já havia passado no local no primeiro dia achei melhor pedalarmos a partir do alto. Saímos cedo até onde é conhecido por serra do Cascalhado, que foi um local de retirada de pedras para construção do asfalto da rodovia ali próximo. Estávamos do lado da área do Parque Nacional da Chapada Diamantina. 



Fomos pedalando até começar o caminho de ligação de Mucugê a Andaraí num trecho calçado de pedra que remonta o antigo percurso dos garimpeiros desde o descobrimento do diamante na região. Foi descida o tempo todo num vale com paisagem típica da região. Alguns trechos de muito desnível que eu  desmontava da bicicleta e seguia empurrando ou segurando. Eu estava no inicio da minha viagem e não queria me machucar sério. Enquanto isso o Joab seguia normal. Aliás um detalhe do cuidado dele é que sempre avisava de algum obstáculo que oferecesse risco. Lembrei do comentário da Fabi quando ela fez o mesmo trecho na semana do carnaval.



Um pouco de história da região a partir da fase do garimpo, como as tocas ao lado do rio onde os garimpeiros se alojavam, a questão de como o rio Paraguaçu ficou assoriado, se bem que isso devido a extração com máquinas nos anos 80 que encerrou com a criação do Parque Nacional da Chapada Diamantina, que fui saber melhor no último dia da viagem na Chapada.



Após passar um córrego, um antigo cemitério dos bexiguentos (varíola) e uma ponte chegamos a Igatu que é uma localidade pertencente a Andaraí. Nas primeiras casas de pedra que são atrativos da região, me deparei com um carro de Curitiba. 

carro de Curitiba e ao fundo uma casa com janela e porta de pedra


Ele pertence a esposa do ourives  Cristiano que fui conhecer na chegada a praça de Igatu. O Cristiano tem um atelier de jóias e bijouterias de motivos da região. 



Fiz umas fotos do atelier e depois dei uma volta na praça que estava sendo pintada para a festa do Divino. parei num bar para tomar alguma coisa e surpresa foi a Tubaína, onde o dono e seu amigo tiravam pressão com aparelho digital e pedi que visse a minha que foi 14 por 8 para quem estava pedalando, depois segui mais adiante no centro de informações turística onde o atendente me ofereceu estórias manuscritas. Ah havia falado do Dmitri com o Cristiano por causa que faria o Vale do Pati.



Saímos pedalando em direção a Andaraí mas antes paramos na Galeria de Arte ao céu aberto depois da igreja e junto as ruínas de antigas casas de pedra.

Paramos para eu conhecer o local, que é bem recomendável e muito interessante. No final tomamos um café da região o Piatã, que tinha pacotes de de 250 g a 18 reais, isso mesmo.



Retornamos a trilha descendo e talvez pelo estímulo do café me empolguei e mais a frente caí de frente depois de bater numa pedra por não conseguir empinar a roda dianteira a tempo. Meu mergulho ao solo foi lento e bem absorvido com apenas um leve esfolamento no joelho e mais a noite uma dor no punho. Mas que consegui continuar pedalando normalmente. A trilha seguinte tinha variações de pedra e areia e alguns topos empurrados até chegarmos ao asfalto da rodovia e seguirmos cruzando o rio Paraguaçu numa parada conhecida por Toca do Morcego. Aliás Andaraí que dizer rio dos Morcegos. Na Toca do Morcego fiz fotos do local e depois de um refrigerante colocamos as bicicletas no carro e seguimos até a pousada Sincorá onde conheci o Helder e a Ana e deixei meus pertences para pegar noutra ocasião.

Rio Paraguaçu ao fundo na Toca do Morcego

Voltando a cidade de Mucugê fui almoçar as 15:00 h no restaurante Dona Nena muito recomendado. Depois voltei a pousada Casa da Roça para um banho e pegar minha bagagem pois aproveitaria uma cortesia ( no preço) ainda do Joab para a localidade de Guiné rumo ao Vale do Capão no dia seguinte para encontrar o grupo do Vale do Pati.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Chapada Diamantina - 1. Parte Mucugê-BA - Férias

Rio Cumbuco em Mucugê-BA
Certa vez,  eu vi uma foto que me impressionou. Não sei se foi na revista Aventura e Ação, mas era foto de uma pessoa com mochila numa ponta de pedra fotografado debaixo na impressão que estivesse numa rampa ao ar livre. Essa foto e esse local me impressionaram, era uma das regiões da Chapada Diamantina na Bahia. Desde então coloquei essa região nos meus planos e listei aqui no blog, que depois de realizada deu lugar a um novo objetivo de viagem na mesma região.

A mesma foto inspiradora aparecerá num dos relatos apenas com a diferença de luz da região por ter sido feito num final de tarde.

Nas próximas postagens vou relatar como foi a façanha de viajar fora do período da alta temporada, na sêca que afetava a região, os imprevistos e a sorte de como deve ser um mochilão.


1. Dia- Mucugê-BA 21/06/21012, Poço Azul, Poço Encantado e Projeto Sempre Viva.

Normalmente quem vai a Chapada Diamantina tem como referência a cidade de Lençóis. A minha amiga Fabiane Felizari havia ido na semana de carnaval de 2012 para fazer alguns passeios de mountain bike. Baseado na experiência dela eu decidi ficar na cidade de Mucugê. Uma cidade de altitude parecida com  a de Curitiba-PR, com  frio no inverno que requere uma blusa e garoas variando no período. Também porque desejava ir a cachoeira do Buracão e estava na metade do caminho do contrário se tivesse ido a cidade de Lençóis.

Eu havia saído no domingo 20/05 as 13:40 h de Curitiba e cheguei a Salvador as 18:30 h, seguindo direto para rodoviária para pegar o ônibus as 20:30 h até a cidade de Itaberaba-BA e trocar de ônibus para saída as 00:50 h e chegar a pousada Casa da Roça de Mucugê as 04:30 h da manhã do dia 21/05. Fui dormir as 05:15 h para acordar as 08:00 h da manhã. Foi uma viagem bem cansativa.

De primeira após o café, eu fui até a agência Calango para saber dos possíveis passeios. A primeira Poço Azul e Poço Encantado. Saber também de algum passeio de bicicleta, onde conheci o Joab que fez o passeio com a amiga Fabi, e a possível saída para a cachoeira do Buracão. Bem como é baixa temporada as saídas de Mucugê são bem dificeís, pois não tem público na cidade e quem viaja sozinho tem que bancar os deslocamentos, começou a ser frustrante essa escolha da cidade.

A saída para o Poço Azul e Poço Encantado foi de carona de moto. Havia a expectativa de começar mesmo dormindo pouco. Na primeira parada mergulho no Poço Azul e as fotos que desafiam a imaginação sobre flutuar.

Poço Azul


No Poço Encantado só pode ser feito o visual do lago com seus 60 metros de profundidade no meio e 30 nas laterais que custei a entender, em que o fundo nas laterais é o reflexo do teto.

Poço Encantado


Almocei no Poço Encantado, com carne de bode e bovina além de conhecer o bodó de banana que é um preparado cozido de banana e temperos. No retorno no final da tarde na última hora paramos no Projeto Sempre Viva para uma visita ao trabalho de história, pesquisa e tentativa de repor na região a flor Sempre Viva, espécie endêmica de Mucugê. Que quase foi extinta por ter substituído o diamante na economia da região.

Sempre Vivas.

Voltando a Mucugê fui conhecer o Roberto Sapucai, numa dica da Ana e do Helder da Pousada Sincorá de Andaraí. O Roberto tem uma loja que é a Trilhas e Caminhos perto da prefeitura. Ele é um dos responsáveis pelos diversos mapas da Chapada Diamantina. Meu interesse eram três coisas: Levar parte da minha bagagem para a pousada de Andaraí por causa do fim do Vale do Pati, saber como ir ao Vale do Capão e descobrir mais pessoas para ir a cachoeira do Buracão em Ibicoara.. Não tive boas notícias por causa da disponibilidade e do custo.

A noite fui jantar no restaurante Sabor e Arte uma das boas opções pelo dia e pela noite.



2. Dia - Fotos pela Cidade, e Subida ao Morro do Cruzeiro em 22/05/2012





Meu segundo dia em Mucugê foi de tentativas de ir a outras locais, mas não estava fácil. Resolvi pela manhã fazer algumas fotos, pois de todas as cidades da Chapada Diamantina, Mucugê foi a que manteve o casaril mais preservado ao longo do tempo e qualquer alteração na fachada das casas seguem exigências o IPHAN.

Caminhei e fotografei pela manhã até a hora do almoço. Na parte da tarde fui até o morro do Cruzeiro na dica do Roberto Sapucai, e eu aguardei até o meio da tarde pois o tempo variava muito. A trilha fica ao lado direito do cemitério Bizantino.


A noite aproveite para ir no restaurante Point da Chapada. Um local requintado com opções de pratos e pizzas e pertence a Janete (prima da Neuza da pousada). No jantar uma pizza de marguerita e lombinho e vinho, porque nessas férias ninguém é ferro.

Percurso trilhado no GPS



3. Dia - Trilha da Cachoeira das Andorinhas e Sete Quedas em 23/06/2012.

Fiz o café da manhã bem cedo para tentar pegar o ônibus para Ibicoara, mas ele saiu as 6:50 h da manhã, bem mais cedo que eu esperava. Retornei a pousada conheci a Cleuza que estava viajando de férias e chegou a Mucugê na noite anterior. Ela é sócia da pousada Guapuruvu que fica na Ilha Grande-RJ. Depois do eu fui ao ACVM- Associação dos Condutores dos Visitantes de Mucugê , para saber da opção de passeio para a cachoeira das Andorinhas e Sete Quedas do rio Cumbuco. Chamei a Creuza para acompanhar o passeio com o guia Petrônio. A trilha começa junto a rodovia que passa ao lado da cidade num portão de ferro. No percurso as histórias da região e a cachoeira da Andorinha onde fiz um mergulho. A temperatura do dia estava amena tanto que na sequência dos saltos também só eu entrei na água.

Atrás a Cachoeira das Andorinhas com pouca água.


Efeito chá noutro tibum ao longo das quedas do rio

Mais a frente terminamos perto da Casa do Diamante que é um espaço que demonstra os equipamentos e de como o diamante era lapidado. Uma casa encaixada num buraco nas pedras no alto, as margens do rio, onde o diamante era lavrado. Retornamos a cidade num percurso que começou as 08:30 h e terminou as 15:15 h.

Fotos do período.


Trilhado no GPS



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