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sábado, 2 de junho de 2012

Chapada Diamantina - 7. Parte - Retorno a Salvador e Passeio de 01 Dia - Férias

Farol da Barra em  Salvador-BA

Saí de Andaraí as 05:30 h da manhã no ônibus da Viação Águia Branca que na cidade de Itaberaba as 8:30 h seria trocado por outro que iria a Salvador. O mesmo roteiro da vinda e agora de retorno para passar um dia em meio em Salvador. A chegada na rodoviária de Salvador foi as 14:00 h. Detalhe que peguei um táxi Kadett, que era um pau velho sem cinto de segurança para o  passageiro, ou seja em Curitiba ele seria proibido de circular pela idade e pelo estado, e estou falando do táxi da rodoviária  oficial, que até deveria ter recusado. Na ida para o hostel o motorista estava perdido, porque se chama Hostel Ondina, mas fica no bairro Jardim Apipema perto do Shopping da Barra. Eu tive que pegar o meu GPS para orientar o motorista e se não fosse o congestionamento faríamos uma volta desnecessária pois a avenida de acesso cruza a rua do hostel, que avistei.

Chegando no hostel deixei minhas coisas e fui ao Shopping da Barra, era uma tarde de sexta-feira chuvosa na capital bahiana, precisava almoçar. Depois do almoço fui ao cinema para uma sessão do filme MIB 3.

Retornei ao hostel para no dia seguinte saber se iria mesmo fazer o turismo histórico.

O dia seguinte seria inteiro de passeio por Salvador. Me propuseram ir para a praia do Forte por causa do projeto Tamar, mas esse projeto eu conheci bem quando fui a Fernando de Noronha. O passeio histórico não sairia por falta de interessados e para minha sorte. No café conheci duas recifenses, a Jéssica e a Mabel conversamos um pouco, elas resolveram ir a Salvador para passar o final de semana aproveitando uma promoção de vôo.

Como iríamos para o mesmo local o Farol da Barra e talvez eu pegaria o ônibus de turismo fomos conversando. Chegando lá vi que horário do ônibus e a visita ao Farol que também é um museu não daria muito certo. Foi então que resolvi acompanhá-las pelo dia, que depois do Farol seguiríamos para o Pelourinho.

Pelourinho: no ano de 2007 eu conheci o Pelourinho. Eu estava em Itacaré-BA, na semana que teve o acidente da TAM em Congonhas-SP. Diante daquela situação e prevendo problemas, eu adiantei meu vôo da Gol, mas no dia da saída ele foi cancelado, e fiquei no hotel de Ilhéus. Na madrugada seguinte fui colocado num vôo da TAM para Salvador, onde concentraram os passageiros que iriam ao  aeroporto de Guarulhos-SP. Como cheguei em Salvador as 06:00 h, tomei um café e saí de ônibus do aeroporto até o Pelourinho num passeio que durou até as 13:00 horas.

Nesse acompanhamento com minhas novas parceiras, andamos tranquilos pelas ruas do Pelourinho, entrando nas igrejas, lojas e locais culturais, desviando dos entregadores de fita de N.Sr. do Bomfim na desculpa que já tinha muitas fitas no carro.

piás bom de bola numa das ladeiras do Pelourinho
Depois de fotos, uma volta,  3 por 5, ou seja 03 cervejas por 05 reais, descemos pelo Elevador Lacerda para conhecer o Mercado Modelo. Já era hora do almoço e no Mercado não tinha opção boa para nós. Subimos então para o Pelô a procura de um lugar para comer. Paramos no Café Brazil um local requintado e que tinha boas opções e preço, que fica na principal rua de descida do Pelourinho. Depois uma passada nas lojas para compras e no final da tarde uma parada no Terreiro de Jesus que é a praça entre as principais igrejas do Pelourinho, para escutar um samba e aproveitar o 3P5, que noutro cartaz estava escrito 3 "Piriquetes" por 5$, isso mesmo rodada de cerveja no número perfeito.

Jéssica, Mabel e Maumau
Depois no retorno para o hostel combinamos de sair para o Largo da Dinha que fica em Rio Vermelho. É um espaço em meio aos bares locais com mesas e cadeiras onde você senta e é atendido conforme a cor da mesa.

Na volta para o hostel me despedi das gurias recifenses nesse último dia de férias na Bahia. Essa grata surpresa de encontrá-las foi o ponto alto de Salvador, que é uma condição que o hostel proporciona entre os viajantes e que testemunhei diversas vezes.


domingo, 20 de março de 2011

Férias - A Vida é Boa Lá no Caribe - Curaçao 2011

Willemstad - Vista para Punda em Curaçao


Eu nunca planejei ir para o Caribe. Sempre tive outros lugares primeiro, como países da Europa. Mas um convite da Ju em Novembro de 2010 para uma viagem de férias em 2011 criou essa inesperada rota.

Esse blog são dos 04 amigos Juliana, Fernando, Ligia e Maumau.

Bem, dia 12 de Março de 2011 saímos Curitiba para Brasília e para Curaçao,no  Caribe,  pela Gol Linhas Aéreas. Depois de 05 horas estávamos aterrisando no aeroporto Hato Westpund na ilha de Curaçao no ABC do Caribe.

Dia 12/03 - Aeroporto e Hotel



Chegamos em torno das 21 horas no hotel Hilton, em Piscadera. Nos acomodamos e quando vimos a hora do jantar já havia acabado, o jeito foi pedir umas pizzas e dormir porque já era tarde da noite.

Dia 13/03 - Chuva e passeio para o Willemstad



Depois do café a 07:30 h, alugamos um carro no hotel, um 4x4 Terios, por um dia no valor de $80,00, iríamos atrás de outra locadora mais em conta no dia. Depois de um planejamento para a semana, como o tempo pela manhã não estava para praia o jeito foi sair para dar uma volta no que é o centro de Curaçao, a cidade de Willemstad, primeiro na margem do canal conhecido por Punda onde fomos no mercado São Pedro, pertencente a um português que deu algumas dicas sobre a ilha. Depois retornamos para Otrobanda que é claro o outro lado do canal, mas errando a saindo da ponte e isso se repetirá outras vezes. Lá também tem a famosa arquitetura em várias cores. No almoço a opção no restaurante Gouverneuer, que foi a dica do Ricardo (Bahia). Porém a sugestão dele era para o jantar, no almoço optamos pelo Beef Tederloin a la oriental (em tiras). Acompanhado de um espumante italiano pelo aniversário do Maumau, que escreve o blog. Depois de uma volta no casario próximo e visita ao Museu Kura Hulanda. Esse museu conta a história dos escravos da ilha.
Saindo de lá fomos para o hotel deixar as compras e sair para o aeroporto a procura de uma locadora mais em conta, mas lá não havia mais carros. Encontramos outras locadoras fora do aeroporto seguindo a estrada de acesso ao aeroporto. Ficamos de retornar no dia seguinte para aluga um carro em torno de $40 dólares.
Na volta para o hotel um banho para sair para o jantar. Detalhe os restaurantes fecham as 22 horas e tínhamos pouco tempo. Como todos estavam cansados acabamos adiando e fomos dormir bem cedo, 21 horas.

Dia 14/03 Praia do hotel, comprar Seaquarium, novo carro (sorte), praias públicas.

Playa Forti

Pela manhã ainda sem café, eu e o Fernando saímos as 07 horas para a locadora, chegando lá ainda estava fechada. Então fomos para o supermercado próximo ao trevo do aeroporto, também fechado, afinal tudo começa as 08 horas.
Compras no mercado para levar para praia e fomos a locadora ABI Car Rental na estrada passando o Aeroporto. Pelo valor de US$ 42,00 a opção era o carro Picanto, resolvemos ficar por 05 dias. Na hora de sair ele estava um pouco sujo mas não nos importamos, foi quando chegou outra atendente que resolveu lavá-lo por fora. Para nossa surpresa quando saiu do lugar deixou um rastro de óleo, que indicava vazamento. Pegamos outro pelo mesmo valor, o modelo Rio, um pouco melhor que o primeiro.
Já no hotel entregamos o 4x4, tomamos o café e fomos conhecer a praia local até decidir para onde ir.

No começo da tarde carregamos o carro e fomos para praia de Grote Kenepa (Karepa segundo o Fernando) no caminho parada para fotos em algumas praias e seguimos. Com ajuda do GPS de mão que eu levei fomos encontrando o caminho. Ficamos por um período, porque o tempo estava para chuva. De lá seguimos para praia Grote Kalki onde embaixo de chuva fomos para o restaurante do Kura Hulanda Lodge. Um lugar bem bacana e com atendimento muito atencioso de um senhor. Fomos atendidos com uma simpatia sem igual em vários lugares, a excessão vai ficar para quinta-feira.
Volta para o hotel e jantar a base de lagosta em Otrobanda, no La Bahia, que foi um a informação no hotel. A noite estava boa, o atendimento muito confuso. e ficamos próximo ao canal onde volta meia um transatlântico era rebocado.
Comer lagosta é um ritual também porque tem que quebrar a garra procura carne, não é para se empanturrar.

Dia 15/03 Passeio de barco tipo submarino, Cascabay, por do sol no hotel

Fortificação em Cascabay




Nesse dia pela manhã resolvemos andar de barco no estilo submarino que é o passeio de ida na parte de baixo do barco que possui janelas para ver o fundo do mar. A região não é muito rica em diversidade, deixa a desejar para ilha de Fernando de Noronha. Esse passeio para quem enjoa não é recomendável, admiração pela coragem de quem não aguenta.
Almoço com lanche no hotel e a tarde fomos para o sudoeste da ilha que é o lado contrário de onde fomos nos primeiros dias, a praia de Cascabay. A Ligia ficou no hotel. No acesso a Cascabay pode se ver da estrada no alto a baía onde tem muitos veleiro e o lugar é usado para windsurf. A praia de Cascabay é pública e tem o atrativo de uma fortificação holandesa que está abandonada, não é de visita oficial. Uma volta no bairro Jahn Thief que tem casas muito bacana.
Fim de tarde na piscina do hotel tiramos algumas fotos e filmes mergulhando.
A noite um jantar em Punda no restaurante italiano. No cardápio massa e charuto cubano conhecido por "Puro".

Dia 16/03 Praia particular Casabao, compras em Punda.




Neste dia ficamos até o começo da tarde ma praia particular de Casabao que foi a dica de uns brasileiros que conhecemos no hotel. A tarde fomos para Punda para compras, a noite fomos conhecer a badalação Mambo Beach ao lado do Seaquarium, que custamos para achar a entrada, chegamos tarde para jantar, 21 horas, o que nos rendeu a meio prato para cada um que era o que a cozinha ainda tinha. O atendimento com garçonetes holandesas que é a parte do povo da ilha que não se compara aos nativos em termos de simpatia, a frieza européia na ilha. Após o jantar a base de peixe, vimos que o melhor estava no condomínio ao lado, Cabanas Beach, com um show de palco de cover com cantores locais, cantando os diversos sucessos acompanhados de um pianista eclético, um pouco de salsa e merenguê. Esse lado sim é o recomendável para quem for lá na quarta-feira. No Mambo Beach só rola hip-hop, muito parado para o principal da noite.

Dia 17/03 Praia de Portomari, Seaquarium

Playa Portomari

Dolphin Swim no Seaquarium


Praia particular de Portomari pela manhã até o começo da tarde com muitas fotos de mergulhos e saltos de uma plataforma flutuante. A tarde a grande atração esperada, principalmente pela Juliana, que desde a reserva dessa viagem não via a hora, o Dolphin Swimm, que é nadar junto dos golfinhos no Seaquarium, acompanhada do Fernando. Muitas fotos dessa parte. Haveria muita atração no decorrer da tarde mas o cansaço, o sol forte, cortamos alguns passeios. Retorno para o hotel e saída para uma pizza no restaurante italiano de Punda.

Dia 18/03 Praia de Mambo Beach e azar em Otrobanda

Mambo Beach




O dia não começou bem já na escolha da praia de Mambo Beach. A mais cara do passeio US$ 6,00 de entrada, mais US$ 3,00 por espreguiçadeira e não pode levar a bolsa térmica. Quer dizer levamos mesmo assim, já estava na mão, mas foi uma sessão de disfarce para guardá-la. A praia é cercada por um muro de pedra para separar da parte navegável e que é mais agitada. Tiramos fotos na plataforma flutuante com vários saltos. Voltamos a praia e tinha algumas européias fazendo topless na plataforma que estávamos, que rendeu fotos. Depois do almoço fomos para Otrobanda ver as lojas desse lado. Primeiro umas fotos na entrada do Rif Fort que é a fortificação desse lado. Nessa parte uma infortúnio. Quando tirei foto da Ju na entrada ao devolver a máquina deixei cair, achando que ela tinha pego. A pegá-la do chão havia um informação "recovery Files" depois conferiu-se a última foto que estava lá. Novamente fiz a foto na entrada quando a máquina acusou "erros system" e todas as fotos sumiram. Não precisa dizer que esse situação quebrou o clima, infelizmente. Depois caminhamos pela ponte móvel até Punda para comparas do passeio mas de fato nem para isso havia clima.
A noite jantamos no hotel numa buffet perto da piscina que era o melhor a ser feito e também a melhor opção de um dia azarado.

Dia 19/03 Uma volta em Otrobanda e Punda Retorno ao Brasil






Dias antes pedimos mais um dia de locação do carro e aproveitamos o sábado para uma volta em Otrobanda e Punda para compras. Fechamos o hotel e colocamos a bagagem numa sala especial, se quiséssemos poderíamos ter aproveitado a praia que era possível um banho na área da academia do mesmo. E finalmente consegui comprar aquele óculos e faltou um relógio melhor e mais em conta. Da minha parte aproveitei mais o passeio que comprar, porque os preço são equivalentes ao Brasil, uma ou outra coisa se vê vantagem.

E assim encerrou as férias no Caribe, que tenho muita a agradecer a Ju pela idéia, pela companhia do surfista Fernando que foi a grata surpresa pela presença de espírito e pela Ligia que não tem o mesmo ritmo mas é uma viajante em tanto e não perde a oportunidade de conhecer lugares mesmo que desafiadores para ela.





Veja aqui todas as fotos da viagem.

ps 00. o site do Ricardo Freire sobre viagens contribuiu para essa viagem com muitas dicas.
ps 01. Curaçao é uma das ilhas do ABC caribenho que compreende Aruba, Bonaire e Curaçao,
ps 02. Em Curaçao fala-se Papiamento que mistura o espanhol com o holandês. Derrepente você tenta o português, passa para o inglês e saí com o espanhol.
ps 03. Alugar um carro é uma boa e pode ser feito mais em conta na estrada passando a entrada do aeroporto.
ps 04. apesar do mês de Março chove de vez em quando.
ps 05. "A Vida é Boa lá no Caribe" vem desse YouTube achado pela Ju. 
ps 06. Até o momento não sei se as fotos da Ju foram recuperadas pela derrubada da câmera no chão.
ps 07. O retorno para Curitiba conexão em Brasília é muito sacrificante porque você sai as 21 horas de Curaçao e chega as 5 horas da manhã em Brasília, e pega o vôo para Curitiba as 18:40 horas. 
ps 08. O GPS Garmin de mão foi de uma utilidade guiando pelas estradas em busca da melhor praia.
ps 09. Se você alugar um carro por lá, fique atendo ao devolver, porque o valor do seguro é retornado em Florins e você terá que trocar no câmbio do aeroporto, se preocupe com o horário.
ps 10. Apesar da queda da câmera da Ju, segundo ela as fotos foram recuperadas,
ps 11. Demais fotos do Fernando e da Juliana.

domingo, 19 de setembro de 2010

Morretes 40 km



De Morretes 40 km 
Na foto da esquerda para direita: Silmara, Marcos, Maumau, Raquel, Jair, Claudia e Marcos Schultz

Morretes, uma cidade próxima do litoral paranaense, a 64 km de Curitiba, teve sua importância econômica até um pouco antes da construção da estrada de ferro Curitiba-Paranaguá. Hoje é uma cidade considerada a jóia da mata atlântica por estar localizada no único trecho brasileiro conservado desse ecossistema. Famosa também pelos restaurantes de barreado, um prato único típico paranaense que se constituiu de uma carne bovina bem cozida e temperada, servida com farinha de mandioca, como se fosse um pirão, onde o molho quente cozinha a farinha, acompanhado de arroz, rodelas de banana e complementos de camarão frito e ao molho, além de peixe frito a milanesa, bolinho de caranguejo e outros tantos acompanhamentos.

Bem tudo isso foi o que desejamos lá, mas fomos para pedalar pelas estradas rurais de Morretes. Saímos do rancho dos pais da Raquel (dos passeios) na estrada Prainhas em Porto de Cima. Seguimos pela estrada central que é um roteiro secundário até o centro da cidade. No percurso uma travessia pelo rio Nhundiaquara, ou seja um molha pés. Seguimos para um bairro chamado América de Cima, cruzando o trilho que desce a serra em direção a Morretes. Lá uma igrejinha onde tiramos essa foto do blog, depois que troquei a câmara do pneu que furou pela primeira vez num passeio, passados 2600 km da minha bicicleta.
Da igreja seguimos para um restaurante ali perto de nome Engenho da Serra para pegar informações sobre as cachoeiras na região.
Do bairro de cima para o América de Baixo e pedalar até o centro de Morretes onde o Marcos a Claudia e o Jair seguiram pelo asfalto e nós atravessamos o centro turístico e gastronômico de Morretes até a estrada central novamente. Nessa estrada fomos perguntar a um caseiro sobre uma rua ali que passa dentro do terreno onde há as casas da família Malucelli. Um pouco de história na qual a casa ficava próxima do local onde preparavam os feixes de cana para a usina de açúcar que lá existe, hoje em ruínas.
 Seguindo essa rua ou estrada fomos até uma ponte pêncil para atravessar o rio Nhundiaquara novamente até uma área onde há uma casa e plantação de gengibre e outra ponte pêncil (ou de mola) correndo dos cachorros. Mais a frente a travessia pelo rio da começo dessa história, meu pé estava quase seco da primeira. Até pegarmos o caminho contrário de retorno até a casa dos pais da Raquel.

Saída as 10:00 horas e retorno as 15:20 horas, num total de 40,53 km pelas estradas rurais e históricas de Morretes. Clique aqui para ver as fotos do dia.

Um pouco sobre Morretes:  morretes.com.br e da prefeitura

PS 01. na saída de Morretes retornando pela estrada Central passamos em frente ao cemitério da cidade. Pouca gente sabe que o pioneiro do montanhismo no Brasil Joaquim Olimpio de Miranda está enterrado ali. Esse pioneiro dá nome também ao ponto mais alto no pico do Marumbi ou Monte "Olimpo" em homenagem. Esse blog é dedicado a esse senhor que no ano de 2009 completou 130 anos da conquista, veja também no site Alta Montanha

 PS 02. 50 blogs publicados em 21 meses ou 50 lugares curtidos.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Da Ilha de Fernando de Noronha para Olinda-PE - Férias Juninas

Neste dia de São João eu estava saindo da ilha de Fernando de Noronha para Recife e Olinda-PE. Praticamente fiquei na pousada e na Vila dos Remédios até a hora da saída. O dia tinha começado com uma chuva leve mas logo o sol se apresentou.
As 16 horas saiu o vôo para Recife que foi tranquilo assim como a saída  do aeroporto para Olinda. É sempre bom chegar numa nova cidade sem aquele tumulto do dia-a-dia para se organizar.

Em Olinda fiquei no hostel da rua do Sol , no bairro homônimo, perto da praça do Fortim.  O hostel para mim é uma opção boa e barata e normalmente são muito bons. A única decepção até hoje foi o Hostel de Maceió-AL na praia de Ponta Verde, espero que tenham feito alguma coisa por lá. Além disso você pode conhecer outros viajantes inclusive do exterior, como foi o caso desse.

Bem já era quase noite e eu queria aproveitar o máximo de Olinda. Munido de informações e um mapa fornecido pelo hostel comecei a me virar entre as subidas das rua históricas de Olinda. Já num local  próximo ,a praça do Carmo, uma movimentação para a festa junina organizada pela prefeitura. Mesmo de noite já me impressionava pelo casario e patrimônio histórico. Em meio a ruas eu queria acabar um lugar para comer,  até vi no informativo que haveria um festival do mexilhão no restaurante o Maison do Bonfim. Bem nas praias do sul, em Santa Catarina por exemplo, o festival de marisco (mexilhão) é um evento popular com muita abundância sob tendas muito grandes.
Mas voltando a Olinda, fui a outros locais como bares que teriam evento de música, mas os mesmos estavam fechados nesse dia. Sei lá! Talvez por causa do feriado de São João. No caminho, junto a um bar fui abordado por um rapaz que disse que me acompanharia falando um pouco do local, já esperava isso e até previa um guia para o dia seguinte. Em meio a histórias típicas de guia perguntei de casa de forró na região e se ele conhecia alguém venderia uma rabeca. Então o guia voluntário de nome Gibran foi me levando em meio a ruelas e becos que me causavam um certo receio, afinal tudo era novo. E fomos parar numa rua que teriam músicos mais tarde da noite. Lá eu conversei com uma senhora de nome Odete que toca tambor. Bem não era o forró. E mais a senhora estava ocupada com uma oferenda para Xangô, ou seja, um local de candomblé. Ah descobri que Xangô era São João, afinal era o dia dele.
Seguimos retornando pelas ladeiras da igreja da Sé e até cortamos por dentro de um hotel Del Rey, 5 estrelas por ali, algo que sem o guia seria impossível e voltamos até a praça do Carmo.

Lá o guia Gibran deu a dica de comer na lanchonete Sargação, muito famosa no local e com ótimos sanduíches. Nesse momento combinei com o guia de sairmos na manhã seguinte cedo, porque teria o jogo do Brasil x Portugal e queria ganhar tempo. Adiantei uma parte pelo acompanhamento. Nessa altura, eu já tinha percebido quem era o Gibran e nos caminhos que passamos todos conheciam ele. Claro que todos lá são os melhores guias e a bem da verdade se há tempo você se vira.
Enquanto estava no Sagação me lembrei que já havia lanchado ali a 05 anos atrás quando viajei com um grupo de van de Curitiba a Natal-RN. Passamos por ali no começo da noite  em direção a João Pessoa-PB. Puxa nem me lembrava mais dessa história, porque foi muito rápido, mas na época eu nem fiz questão de ver muito porque não havia tempo.
Mais tarde da noite fui com um amigo do hostel, o Cézar (baiano e professor em Salvador), até a festa junina ali próximo na rua do Carmo, próxima a beira mar. Aliás Olinda não tem praia de banho de mar.

E no dia seguinte as 8:30 h, cadê o Gibran? Sem ele segui para o centro turístico para informações. Subi a rua São Francisco a igreja do mesmo, onde há diversas capelas no seu interior, por ter sido um convento. Lá dentro até perguntei para uma senhora da limpeza, se ela tinha idéia de quantas vezes aquele local já foi limpo deste o século XV. Ela me disse que além disso tem todo o cuidado para não comprometer a pintura. Fiz várias fotos, depois segui até a Igreja da Sé de onde se vê toda a região do Recife,  por ser a parte mais alta. Dei uma volta na igreja onde está enterrado o arcebispo Dom Hélder Câmara, que teve notoriedade durante a ditadura militar no Brasil.
Fui nas lojas para turista nas proximidades e as 10 horas fui numa choperia para acompanhar o jogo Brasil x Portugal. Quer dizer o Brasil do Dunga.

Durante o jogo quem apareceu foi o guia Gibran, com uma estória do atraso, combinamos de nos encontrar depois do almoço. No cardápio peixada pernambucana, com a presença do Cézar (alberguista). Depois seguimos pelas ruas com o guia, sob desconto,  por ser só pela tarde e até finalizar na casa do cantor Alceu Valença. Na sequência fui comprar minhas lembranças, um jogo de xadrez com figuras do cangaço de artistas famosos da região e uma rabeca. A rabeca é um instrumento rústico parecido com um violino, utilizado por forrózeiros no nordeste e fandangueiros nas regiões de Iguape e Cananéia no litoral de São Paulo e Guaraqueçaba e Ilha dos Valadares no litoral paranaense.

Mais a noite fui para a festa junina em Recife, no bairro Casa Amarela,  parque Sitio da Trindade, o melhor da cidade neste período. Desse local não tenho fotos por causa do medo de me roubarem a câmera. Eu estava numa cidade grande e com todos os seus problemas comuns das capitais brasileiras.

Clique no slide abaixo para ver as fotos no Picasa.