Jalapão 2019

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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

4. Dia Circuito Vale Europeu Cachoeira do Zinco a Dr. Pedrinho


Nesse dia uma caminhada cedo na fazenda até o local do café, que tinha horário. Foi até engraçado o sr. Egon passou na casa viu o carro, bateu e ninguém apareceu, devem estar dormindo ainda. Que nada já estávamos tomando um café da hora. Depois andamos até o topo da Cachoeira do Zinco para tirarmos algumas fotos.



Clique no slide para ver as fotos.

Voltamos para casa preparamos as bicicletas e tudo que sobe desce, e fomos para a base da cachoeira do Zinco, seguir o roteiro do dia. Após a descida foi um para cada lado procurar a estrada para a cachoeira. Eu peguei um caminho que sai a esquerda e passa a ponte e fui até uma casa que tinha um cachorro, e ele não era simpático. Foi mais ou menos assim,  quando eu me aproximava da casa ele latia tava dizendo "não é por aqui é pelo lado direito subindo o gramado, saia antes que eu te morda", como eu não entendia latido avancei um pouco e ele ficou esperando. Dei meia volta para ir embora e ele veio atrás querendo a minha canela até a ponte. Foi então que eu encontrei o Alan  e o carro de apoio que voltavam de outra propriedade, onde uma pessoa informou o local exato. Aí sim voltei a mesma casa de antes  e passei pelo gramado por fora onde estava o cachorro, que dessa vez nem ligou.
Estacionamos tudo e subimos até a cachoeira. Dessa vez não quiz tomar um banho, ainda mais que estava com uma sandália Timberland River Dog novinha, que diziam que serve para locais molhados, mas que escorrega tanto, que aposta corrida com roller. Vai ser devolvida. Muitas fotos, afinal chuvas na região deixaram um belo espetáculo das águas.
Depois de muita cachoeira, um piquenique, e saída para Dr. Pedrinho com um desvio para igreja luterana em estilo enxaimel, única no Brasil.  Na saída da igreja, umas fotos de longe e outra de um pé de pêra carregado ,sendo colhido por uma moça. Ao longo do caminho um pouco de descida próximo as madeireiras de pinus e eucalipto, que é o motor da região, pude ver paletes, caixaria e madeiras cortadas. Uma parada num recanto próximo ao rio, muito bonito. Mais um pouco e já estávamos na cidade de Dr. Pedrinho, num fim de tarde e junto a placa de final do 4. dia e inicio do 5. e já se poderia ver mais do roteiro seguinte. Chegamos então no hotel Negherbon. Os donos são simpáticos, o serviço é muito bom e tem a lavanderia incluída na diária. Aí tudo aquilo que sujou, molhou e não secou ao longo desses 4 dias, nesse hotel é a salvação, inclusive por causa da secadora. Nessa hora pensei porque não me molhei na cachoeira do Zinco.
Um pouco de papo com o pessoal do hotel, algumas piadas com os locais, tipo "a cidade é tão pacata que se pode ouvir as árvores crescerem". Dicas da cidade que tem outras atrações naturais fora do roteiro e que valem a visita. E final do 4. dia.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

3. Dia Circuito Vale Europeu Indaial-SC a Cachoeira do Zinco


O terceiro dia foi o mais rico em detalhes. Isso porque tornamos esse percurso assim. Normalmente ele tem somente 28,1 km e nenhuma subida. Mas nós queríamos a subida e a idéia era dormir na Fazenda Campo do Zinco por causa da famosa cachoeira do Zinco e aí são 600 m de desnível e 8 km de percurso.
Mas antes a saída de Indaial até Rodeio, um percurso tranquilo com um desvio até a ponte pêncil sobre o Itajai-açu que rendeu vídeos interessantes. No caminho até a  cidade de Ascurra tentamos o carimbo do passaporte na prefeitura mas era hora do almoço, e tocamos para Rodeio, chegando também na hora do almoço, aproveitamos para comer um pouco, afinal o que vinha pela frente exigiam reservas. Esperamos o horário da prefeitura, enquanto a bicicleta do Alan era consertada para centrar a roda, que estava torta, numa bicicletaria escondida atrás de uma casa perto do restaurante, que no próximo blog saberão o que aconteceu. Aliás não sei se entortou depois que eu avisei que o pneu tava baixo e isso pesava na pedalada e colocamos 40 psi (~2,8 kgf/cm2). Na prefeitura o secretário estava numa reunião e não tinha como carimbar os passaportes somente na cantina. Cantina? Da prefeitura? A cantina era a vinícola San Michele.
A partir dessa vinícola começa a parte rica do passeio. Na vinícola provas de vinho e espumante compras, e eu preocupado se o que subiria primeiro era o vinho ou todos nós na subida. E seguimos para a subida ou Caminho dos Anjos. O inicio da subida é também o início do 4. dia. Mas continuamos para dormir lá no alto perto da cachoeira.
Esse local seria ainda mais rico. Havia uma queijaria, a combinação perfeita depois da vinícola. Infelizmente nas chuvas em dezembro/2008, um morro desbarrancou levando a queijaria e a casa dos donos, vitimando-os, sobrando apenas seus dois filhos pequenos. No site do circuito ainda existem as fotos antes da trajédia.
Voltando ao caminho dos anjos comecei a contar até chegar no Cristo, para mim eram 10 pro Alan 11, a bem da verdade, nessa subida a questão de números sofrerá problemas, eu não marquei o quilômetro do inicio, depois não conseguia fazer as contas direito quanto tinhamos pedalado e quanto falta, 3+2 levava dois segundos para responder, era o teste da NASA.
Lembrei que na subida deixei tudo que era peso no carro portanto as fotos da minha câmera até lá foram feitas pela Andreia ou o Lucas no carro de apoio. Subimos 4 km pedalando até o Cristo.

Chegando ao Cristo tiramos fotos de tudo qualquer lado e o número de anjos lá era bem mais que 20. Aos poucos foi aparecendo um senhor que perguntamos "você mora aqui"? E ele respondeu algo parecido com  "não sou vizinho?", é claro.
Conversamos sobre a fatalidade dos donos da queijaria e aí vei a pergunta "qual seu nome?". Paulo, o artista dos anjos Paulo Notari de 80 anos, e foram várias estórias de vida. No total 54 anjos do homem considerado pelo guiness uma das 10 pessoas mais felizes do mundo.



Clique no slide para acessar as fotos.

Saindo do Cristo no caminho dos anjos o melhor seria empurrar a bicicleta morro acima, aliás pedalar na subida a 4 km/h é melhor empurrar. E eu pensando na oração do anjo da guarda. Nessa hora veio uma constatação, conversamos tanto com o sr. Paulo, que nem nós e nem ele, lembraram do carimbo no passaporte.
Seguimos até o próximo platô que é a subida para a fazenda Campo do Zinco, mais exatamente próximo ao desvio que dizia 8 km (17,2 km pedalados), seguimos e no inicio da próxima subida de 2 km e 200 m de desnível paramos e colocamos as bicicletas no carro para subir o morro até a casa da fazenda, localidade de Ipiranga, a chuva já ameaçava e não tinhamos tempo, porque o  jantar estava programada para ás 20:30 h, e "nem um minuto a mais". Depois da "janta" um espumante da vinícola San Michele para comemorar e dormir, porque o café da manhã tava programado para as 8:00 h e "nem um minuto a mais".

Detalhe: o senhor Egon proprietário da fazenda Campo do Zinco, colaborador e abnegado do Circuito Vale Europeu e sua esposa Margareth, apesar de toda agitação do final de ano fizeram questão de nos receber e é claro que em meio ao cansaço desse período nem sempre o humor é o mesmo, por isso o comentário "nem um minuto a mais" foi a minha parte irônica desse relato. Mas são um casal muito simpático e vale registrar que com eles o passeio tem mais riqueza .