Jalapão 2019

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quarta-feira, 23 de junho de 2010

Ilha de Fernando de Noronha 4. Dia - Trilha do Atalaia, Fotos Subaquáticas, Planasub, Eclosão das Tartarugas Marinhas e Projeto TAMAR

Esse último dia de passeios requereu uma disposição física bem maior que os dias anteriores.

De Trilha do Atalaia, Planasub, Eclosão das tartarugas e base Tamar

As 08:00 horas estávamos na entrada da trilha do Atalaia que é limitada a 100 visitantes e condições da trilha. Seria possível um snorkeling mas sem nadadeira. Como eu aluguei uma câmera com caixa estanque com Chico Bala (chicodive@hotmail.com -  fone (81)9636-0407 e 8608-2119), precisei também de um colete porque não se pode tocar o fundo dos corais e proporciona maior estabilidade para fotos. Foi a coisa mais certa que fiz no momento.
Uma palestra do biólogo voluntário na trilha quanto as condições, a lembrança também de que se não usa protetor solar na praia do Atalaia por causa dos corais.
E seguimos a trilha com o guia JP e mais uma outra que não recordo o nome que juntou o grupo dela ao nosso. A primeira parte é considerada leve porque é de ida e volta para praia.
Na trilha era preciso cuidado com os estrumes de vaca e caminhamos até a praia onde se avista na direita a ilha do Frade. Chegando a praia um mergulho de 30 minutos. Foi a minha 1. experiência com uma câmera na água e posso dizer que tive sorte pelas fotos que tirei, inclusive de um pequeno tubarão, como se pode ver clicando na apresentação abaixo:



Depois dessa praia retornamos a bifurcação da trilha para a parte longa de 1400 metros. Parece pouco mas nas fotos poderá se ver que não era tão moleza assim. Muita pedra oval, espinhos da vegetação e o sol a partir das 10:00 h. Outra parada para fotos subaquáticas num local que precisa ir gatinhando para não escorregar na pedra, ainda mais com uma câmera na mão. A caminhada segue até a enseada da Caieira que fica próxima do porto. No final já eram quase 13:00 horas e paramos para o almoço.
Mal deu tempo de almoçar no Flamboyant e 14:00 h estávamos de saída para o planasub no porto.
O planasub foi o passeio mais emocionante. Tudo porque não saberia como me comportaria sendo rebocado a 4 km/h pelo barco, usando somente a máscara e tentando afundar até onde os ouvidos aguentarem. sim porque puxado e fazendo a descompressão foi uma tentativa difícil.
Quando me acostumei fiz vários mergulhos e vi pessoas com cilindro embaixo, cardume de sardinhas, corais, diversos peixes, e as peças do navio greco que naufragou na década de 30 do século passado. O navio teve que ser explodido para liberar a navegação no local. Foi uma experiência única. Pensei que uma hora sendo puxado seria muito cansativo, mas foi deeeeeee qualidadeeee.
Na volta para o porto tirei fotos de uma pescaria de marlin e atuns. É possível contratar um passeio para pesca na ilha. No retorno ao bar próximo do porto soubemos por visitantes que estavam ali que haveria a eclosão das tartarugas marinhas na praia da Cacimba do Padre. Entramos no passeio daquele grupo e seguimos para lá. Essa foi a surpresa do dia que ficou registrada nas fotos.
A noite as 21:00 h, uma palestra na sede do projeto TAMAR e depois uma pizza com forró na Bar do Cachorro, na direção da praia do mesmo.

Clique na apresentação para ver as fotos no Picasa.


Constatações do viajante na Ilha de Fernando de Noronha

01- O período de Junho e Julho está sujeito a mais chuvas que ocorrem em curtos períodos mas quando voei de Recife a Fernando de Noronha, aterrisamos sob chuva.

02- O aeroporto da ilha tá precisando de reformas, e não seguiu o mesmo da Infraero, talvez por ser do estado de Pernambuco.

03- O receptivo da Costa Azul não houve estavam perdidos. E como a operadora lá é a Martur que veste vermelho não tem nada de azul.

04- De nada adiantou, só o desconto por ter reservado o passeio antes, porque em termos de programação poderia dizer que o primeiro dia ficou por nossa conta, mas preferiria que isso fosse no último dia. Na próxima vou tentar pela Atalaia.

05- Existem diversas pousadas domiciliares na vila dos Remédios, porém o café da manhã é por conta, e não há bares ou panificadoras abertas antes das 08:00 h, somente o mercado Breakfast (porque será?) que abre as 7:00 h e fecha as 22:00 h.

06- Águas límpidas, preocupação com o meio ambiente, que apesar de tudo sofre com alguns deslizes.

07- O IBAMA  passou o controle para uma ONG, a ICMBIO que faz o controle ambiental da região. Parecem bem exigentes no conceito ambiental.

08- A usina termoelétrica a diesel da ilha se chama Tubarão.

09- Existe uma usina de lixo que faz uma separação para compostagem e todo o lixo da ilha segue de navio para Recife.

10- Todo o gasto na ilha é o dobro do continente, porque os produtos vem de navio ou de avião. Mas ninguém vai ficar pobre durante as férias.

11- A taxa TAP de permanência na ilha sofre progresssão a cada dia sendo que 30 dias na ilha como turista custa cerca de 3000 reais. Aí dá pra ficar pobre passando mais de um mês.

12- Existem opões para comer com self-service, mas há também extravagâncias como comer um peixe a lá carte numa pousada a 120 reais por pessoa.

13- Fui numa missa de domingo, que teve padre, e isso é raro para os habitantes.

14- Na véspera de São João é costume no nordeste acender uma fogueira na frente de casa. Na ilha a lenha é liberada pela usina de lixo. Não é permitido fogos de artifícios.

15- Quero voltar numa próxima oportunidade de preferência com milhagens que ajudam muito.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Ilha de Fernando de Noronha 3. Dia - Passeio de Barco, Snorkel e Caminhada Histórica


De Passeio de Barco e Caminhada Histórica em Fernando de Noronha-PE

O 3. dia em Fernando de Noronha significa o 2. do pacote de passeios. ainda no dia anterior a Costa Azul não tinha se achado tanto que tive que imprimir o comprovante novamente.
O passeio do dia seria de barco de um extremo a outro da ilha pelo mar de dentro, saindo do porto. Um passeio de 04 horas.

Começa falando das ilhas Rasa, Sela Gineta, Rasa e segue costeando as praias do Cachorro, Boldró, Cacimba do Padre e Ilha Dois Irmãos. No percurso um encontro com os golfinhos que vem junto ao barco para distrair protegendo as fêmeas e os filhotes.
Depois uma parada na baía do Sancho para snorkelling de 50 minutos. A transparência da água é para mergulho autônomo de 30 metros se possível, faltou aqui uma câmera subaquática, aliás todo o mergulho  em Noronha requer uma câmera subaquática. Só fui descobrir o aluguel de câmera no dia seguinte com o Chico Bala (chicodive@hotmail.com), ao custo de 50 reais por dia.
Depois de quase 50 minutos saímos para o outro extremo que é a Ponta da Sapata.
Na volta algumas pessoas optaram pelo planasub de 20 minutos. O nosso planasub seria no dia seguinte com duração de 01 hora na praia do porto.
O barco seguiu até a pedra do rugido do leão. Nesse local há uma caverna subaquática, quando o mar recolhe para formar a onda aparece uma bolsa de ar na pedra, quando a onda avança esse ar é espelido pelas fendas da rocha, causando um som semelhante ao rugido do leão ("mugido" como ouvi de alguém por lá). Esse efeito aparece em outras praias como a praia do Leão do blog anterior.
Assim ao meio-dia terminou o passeio de barco. Parada para o almoço na vila dos Remédios e ás 15:30 h a Caminhada Histórica na Vila até o Forte de N.Sra. dos Remédios com o guia Messias, que se auto intitulava o en"viado", são palavras dele.
Como no 1. dia havia feito várias fotos de lá só precisava complementar com mais algumas. E também a tarde com a tormenta (uruguaia falando) surgindo, não sairiam boas fotos.

Clique no slide para ver as fotos no Picasa.