Jalapão 2019

Jalapão 2019
Fervedouro Bela Vista - Jalpão 2019
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sexta-feira, 24 de junho de 2011

Pedal Arredores da Represa do Passaúna





A represa do Passaúna é dos pontos de abastecimento da região de Curitiba. Quando ela foi idealizada em 1991, tornou-se também um parque com pista de percurso do lado de Curitiba. Isto porque ela está nas divisas de Campo Largo e Araucária. E nesse lado haviam mais propriedades particulares que se beneficiaram com a formação do lago.
Uma maneira de percorrer esse outro lado é vindo da BR-277, pela colônia Revier, até o bairro Ferraria, cruzando a Rua Mato Grosso, que é a sequência da Rua Eduardo Sprada, rua do bairro Campo Comprido em Curitiba, e descendo até as margens da represa, na sua parte mais estreita.
Depois margeando a direita segue até a barragem da represa. Hoje nessa extensão da barragem pode se ver que o portão foi arrombado.
Há uma opção na região de almoço nos finais de semana que é a chacará Dom Henrique.
Todo esse percurso é compreendido por pequenas propriedades rurais, com diversas plantações. São terrenos em boa parte "quebrado" ou composto de muitos aclives. É uma prática e tanto para mountain bike de percurso, como teste de resistência.

Clique no slide para ir ao álbum de fotos do Picasa.



Ps 01- Na metade do percurso de 43,5 km eu tive o meu primeiro tombo de mountain bike. Eu não lembrava mais o que era cair de bicicleta. Tive algumas escoriações no joelho e no ombro, mas no ante-braço tive um corte por uma pedra e esfolamento. Foi uma queda típica de 02 rodas, onde não escapei da bicicleta e fiquei na posição até parar depois da queda.
Ps 02 - Depois dessa ouvi de algumas pessoas que nunca andaram de bicicleta pelo medo de cair. Se alguém gostaria de aprender em Curitiba tem a loja do Américo pelo site Biketour.
Ps 03 - Um acessório conhecido por HeadWear, que é um lenço em forma de tubo usado na cabeça para proteção contra o sol e tem várias formas de uso, na hora de ferimento é uma opção para estancá-lo, o que foi o meu caso.
Ps 04 - Mais sobre o percurso aqui no Garmin Connect.

sábado, 28 de maio de 2011

A Travessia Morro do Vigia ao Morro do Canal

A esq. Torre Amarela, ao centro Morro do Vigia e a dir. parte do Morro do Canal
Esse final de semana foi bem especial, na sexta-feira teve a entrevista do Gestennberg e do Heron para a Gazeta do Povo, no caderno Vida e Cidadania falando sobre descer de bicicleta para o litoral e mais comentários sobre as rotas da serra do mar paranaense. O Pedro Hauck escreveu uma matéria sobre montanhismo no Paraná.

Para mim foi o retorno para as trilhas também na região.

Há dois anos atrás tomei conhecimento sobre o morro do Canal. Foi no site Trilhas e Aventuras. Quando comecei a pesquisar e consegui o mapa feito a mão para chegar até lá,  do Roberto Coelho, famoso por criar o grupo de pedalada da noite curitibana, o Bike Night, hoje Pedala Curitiba.
Então ficou aquela idéia de um dia ir até o morro do Canal pedalando e subi-lo por muito dizerem que não seria tão difícil. Mas essas oportunidades foram se adiando, por chuva ou outro lugar para conhecer. No começo desse ano estive lá perto. Fui até o bar com o pessoal do Lavailama quando fiz um pedal para a Represa do Carvalho.

Hoje finalmente surgiu a oportunidade, não foi chegando de bicicleta, e não foi a subida do morro do Canal. Foi sim a Travessia Morro do Vigia para o Morro do Canal, os 4,4 km mais difíceis de uma trilha que parecia simples.

Saí com o Sherpa Turismo num total de 07 pessoas no primeiro sábado frio depois de uma semana com cara de chuva curitibana.

Ao chegar na entrada da chacará  do sr. Zezinho o Alan deixou a van logo do lado esquerdo. Um café e nos preparamos para tomar a trilha do morro do Vigia, saindo as 09:20 h. Trilha no GPS e seguimos em frente. Logo no começo já sentimos a sutileza da trilha onde você pode errar fácil e fomos para o morro Torre Amarela.

Torre Amarela visto do Vigia


Um tempo lá e cruzamos com uma família um senhor, uma criança e uma mulher já praguejando o que ela estava fazendo ali. E seguimos para o morro do Vigia. Uma foto do famoso "dedo" e segue a trilha para subir. Mas ao invés de tomarmos mais a direita fomos mais a esquerda e comecei a procurar  a trilha no GPS, enquanto íamos em frente  ele nos dizia volte. E lá fui eu avisar o Alan que estávamos no caminho errado. De fato se perder nesse lado não difícil. Na volta tomamos um caminho de subida errado onde o Alan perdeu o relógio Garmin 405. Essa foi uma perda muito chata. Não tinha como achar. Até que depois de muita procura seguimos para a trilha via GPS sentido morro do Canal. Na subia para o morro a sutileza de passar de baixo de uma pedra e na saída tomar a direita, que é um outro erro pois o sentido é para a esquerda, só que a decisão pelo GPS olhando para cima depende da experiência que ainda estou adquirindo até que alguém no alto percebeu a saída certa. e lá estávamos olhando de cima o "dedo". e chegando ao topo do morro do Vigia.

Morro do Vigia e Morro do Canal a direita


Mais um tempo de visualização e saímos pela trilha escondida em meio ao mato e bambuzal onde você só a vê se abrir a mata a sua frente. Descemos a cela entre os morros e chegamos ao falado paredão com a fenda onde tem duas cordas e logo o Alan e o Adriano subiram os 15 metros no braço. Então a Raquel foi tentar e quem disse. Precisa muita força no braço e decisão única. Como não, a Sirlene fez uma amarração cadeirinha com uma corda, onde os rapazes lá encima puxariam e na outra corda quem subia puxava. Não foi fácil, tinha o seu Adilson em torno dos 60 anos para subir, a Fabiane, Rhylan, eu e a Sirlene. Bem eu subi no esquema. Meu ombro ainda não se recuperou de um trauma nas férias, mas posso dizer que não exigi muito de quem estava puxando, foi mais por garantia. Por último subiu a Sirlene, que está no vídeo do Picasa. Mas ainda se subia para o morro e o esforço já me acusava algumas cãibras na perna.

Chegando ao morro do Canal tudo alegria, fotos legais de um fim de tarde. Vimos o pôr do sol as 17:34 h, ainda descendo e as 18 horas estávamos no bar para os lanches famosos de lá. Havia um grupo que foi de ônibus de excursão, responsável por ter acabado com o pão nos dois últimos pedidos nossos.

Morro do Canal visto do Vigia

Comentários:

01 - Dizem que é morro do Canal porque é uma região que canaliza o vento e influencia os aviões que saem do aeroporto Afonso Pena. 

02 - Morro do Vigia, porque ele está no meio e de lá você observa todo o arredor, de um lado a Torre Amarela, em frente a represa do Caiguava e do outro lado o morro do Canal. Mas tem uma pedra que para uns lembra um Vigia.

03 -  Torre Amarela, não encontrei algum comentário. Talvez quem visitar o blog me passe essa informação.

04 - O morro do Canal teve um trabalho na trilha para viabilizar as visitas que pode ser conferido pelo relato do blog Dubois, um belo trabalho favorecendo os visitantes.

05 - É fato. Sem alguém que conheça o caminho, ou sem um GPS com a trilha, dificilmente se dará bem na travessia. Precisa de braço pra superar o paredão pra o morro do Canal.

06 - Fim de semana quando o tempo está bom tem muita gente.

07 - Um piá de cerca de 10 anos  que encontrei, enquanto ele subia o morro com os pais, disse que já tinha subido 08 vezes o morro do Canal. Esse vai longe,

08 - Um curso de GPS Pedro Hauck não seria nada mal, mas ao longo do tempo estou aprendendo.

09 - Demais fotos aqui ou clicando no slide abaixo.






domingo, 6 de fevereiro de 2011

Pedalada Lavailama - Represas de Piraquara

Represa do Carvalho - 800 m3

Quando Curitiba ainda se limitava ao centro no começo do século XX, o governo percebeu a necessidade de melhorar o abastecimento de água da capital. Para tanto foi buscar essa água numa região onde estaria longe dos efeitos da poluição. Esse local foi a região de Piraquara, criando os mananciais da serra. Foi a decisão certeira. Captar água da serra do mar para formar as represas de abastecimento em local de preservação. Assim criou as represas do Carvalho e do Carvalhinho. Esse abastecimento foi garantido até a metade do século passado, quando teve que ampliá-lo. Nessa ampliação uma estação de bombas que possuí-a uma chaminé foi alagada para formar a represa do Caiguava, o local ficou conhecido como Chaminé que está lá até hoje, brincando com a imaginação de quem passa por perto, principalmente os trens de passageiros que descem a estrada de ferro Curitiba-Paranaguá (ou quase porque vai até Morretes na maioria das vezes).

A represa do Carvalho é possível de ser visitada solicitando permissão para a Sanepar. 



Essa visita, é uma volta no passado de uma obra que garantiu o abastecimento trazida até a capital através de estações de bombas próximas a Av. Vitor Ferreira do Amaral onde se vê o encanamento e segue até a Caixa Dágua do Alto da XV e passa pela estações de abastecimento Alto das Mercês próximo ao antigo prédio da Telepar na Av. Manoel Ribas, e finaliza na Estação do Bigorrilho próxima das ruas Princesa Izabel com a rua Euclides da Cunha.

No contexto de toda essa história de um pouco de engenharia e de natureza resolvemos fazer um pedal para as Represas de Piraquara. A saída para alguns foi do Alto da XV, ponto de encontro Panificadora Família Farinha. Para outros, onde me incluo, foi a partir do posto Ipiranga na BR 277 depois do Contorno Leste. A estrada de acesso fica ali próximo da BR antes do pedágio. É o circuito Trentino, um roteiro turístico da região de Piraquara.

Ao pegarmos esse caminho uma surpresa, a estrada tinha desbarrancado para o rio que passa ao lado. A solução foi subir o barranco por uma propriedade até sairmos de novo junto a estrada.



Depois seguimos até encontrar a represa e estrada para seguir em frente até chegar ao posto da Sanepar para registro de entrada na área de preservação ambiental, para um pouco de história e conhecermos os tanques dos primeiros reservatórios de água.

Feito a visita retornamos e no caminho desviamos para o bar do Morro do Canal. Ainda não era o momento de subí-lo. Fizemos um lanche e retornamos. No caminho a chuva já ameaçava. Ao  retornar para o posto e colocar a bicicleta no carro começou a chuva.

Total pedalado 48 km.

Clique no slide para ver o álbum de fotos.


Ps 01. Esse blog foi adiado na época porque era para ser uma pedalada e subida no Morro do Canal. Foi um pedal bate e volta e julguei na época que não fiz boas fotos de registro.

Ps.02 Quem voltou pela BR 277 pegou um temporal. Na altura do Centro Politécnico foram testemunhas de um assalto na churrascaria Marumbi, com troca de tiros entre os bandidos e a policia.

sábado, 27 de novembro de 2010

Janela da Cotia, Caminho da Conceição - Usina de GPS

De Caminho da Conceição - Janela da Cotia - Usina de GPS
1- Barragem (rio Capivari)         9 - Janela de Desemboque
2- Reservatório                          10- Janela Superior
3- Tomada dágua                      11- Janela Intermediária
4- Canal de Adução                  12- Central Geradora
5- Janela da Conceição             13- Galeria de Acesso
6- Janela da Cotia                      14- Canal de Fuga
7- Chaminé de Equilíbrio          15- Rio Cachoeira
8- Conduto Forçado
Figura e detalhes retirados do folder de visita a Usina Governador Parigot de Souza. Cortesia COPEL

O nome do estado do “Paraná” significa em tupi-guarani, Rio Grande. Coincidentemente o Paraná tem muitos rios. Esses rios proporcionaram a construção de várias usinas hidrelétricas, dentre elas a maior que é usina hidrelétrica de Itaipu, superada apenas pela recém construída Três Gargantas na China.

Até a década de 60 o Paraná tinha pouca energia elétrica e o seu desenvolvimento ainda dava os primeiros passos e a COPEL tinha menos de 10 anos de criação. Mas esses passos já eram firmes. O que muitos desconhecem é que existe uma usina da COPEL, onde o lago foi represado de um lado da serra na região do 1. planalto, perto da cidade de Curitiba, e suas águas são levadas para outro lado por dentro da montanha, descendo até os geradores de energia instalados dentro dessa mesma montanha na cidade de Antonina. Essa é a Usina Capivari-Cachoeira ou Governador Parigot de Souza.

De 1963 a 1968 foram os preparativos de terraplanagem e construção de túneis, sendo o de adução (túnel horizontal) de 14,1 km e o túnel onde estão instalados 2 condutos forçados de 1080 metros de comprimento todo revestido de concreto, sendo os últimos 550 metros em aço, numa inclinação de 40 graus, causando um desnível represa-turbina de aproximadamente 754 m. Durante a obra, túneis transversais foram feitos para encurtar o acesso de equipamentos da obra e descarga de material retirado na formação do túnel principal. Dentre estes túneis,  02 são conhecidos do pessoal de hiking que são a Janela da Conceição (mais distante da fazenda de acesso) e a Janela da Cotia, os dois próximos do Caminho da Conceição, numa localidade da cidade de Antonina próximo ao bairro Alto, poucos quilômetros da entrada da Usina Capivari-Cachoeira.  Depois dessa preparação a usina ainda levaria mais 03 anos para montagem de equipamentos e demais detalhes, sendo inaugurada em 1971, com a potência de 260 MW, que na época era considerada de sobra para o Paraná., uma obra que projetou a COPEL na área de engenharia e construção de porte. Hoje o potencial da COPEL está em 5310 MW.

As duas janelas da Cotia e da Conceição ficam no canal de adução de 22 km. O acesso até elas requer conhecimento, pois a trilha está fechada pelo desuso.

Nesse blog será comentado a ida até a Janela da Cotia.
Quando chegamos ao bairro Alto o dia seria de tempo nublado e sem chuvas, durante a semana choveu todos os dias. Seguimos até a casa do sr. Antonio, morador local, que serviria de guia. E começamos a trilha na fazenda de acesso, a Lírio do Vale. Na estrada muita lama, nos últimos dias passaram uma máquina, para limpeza e acesso as torres da COPEL. Já no começo nos deparamos com as ruínas dos condutos da antiga usina da Cotia. Na parte onde desciam esses coondutos subimos o morro junto as suas bases. No final chegamos próximo ao reservatório de desemboque, numa área conhecida por Piscina dos Elefantes, que é um conjunto de vias e reservatórios da antiga represa da usina. Havíamos subido 400 metros. Logo voltamos para a estrada, até a uma bica dágua que faz parte dos condutos que levavam água até a Piscina dos Elefantes.

Caminhando estrada acima fomos até onde há uma ponte com a metade desabada. Muito arriscado passar pelo que restou dela, então atravessamos o rio para a outra margem (direita da descida do rio), mas nesse ponto uma pausa para um lanche,  e seguimos por uma trilha até o limite, atravessando para a margem esquerda do rio. Nesse lado uma indecisão, a mata era fechada. Até então os relatos de outros trilheiros é que a partir de um ponto segue-se pelo rio, sobre as pedras, o que na verificação do guia Antonio seria perigoso. Então seguimos pela mata abrindo caminho com o facão. Pela margem do rio avistamos uma parede junto ao rio um muro 3 metros de altura. Nesse local está a ponte de perfis de aço ou trilho, que não é uma ponte completa. Estávamos próximo ao portão de acesso ao túnel Janela da Cotia. Caminharmos um pouco dentro do túnel retornamos. O túnel tem cerca de 1,0 km e não vale a pena percorrê-lo no total porque há outro portão, mas cadeado. O outro lado é o canal de adução com uma comporta para o túnel.
Na volta do túnel ou janela atravessamos o rio junto a ponte de ferro e fomos até o local conhecido por Disco Porto , pelo seu aspecto construtivo que é uma estrutura de concreto da época da obra. O nome é por muitos dizerem parecer com uma base de disco voador.

Total de trilha 8,6 km. Ida e volta 17,2 km. Elevação da estrada do bairro Alto até a janela da Cotia 672 metros.



Ps. Talvez um grupo empresarial reativará a usina da Cotia, uma PCH - Pequena Central Hidrelétrica com potencial máximo 5 Megawatts.

Demais fotos: Raquel, Estela  e Rogério

Percurso GPS clique abaixo na barra superior.



Comentários:

Ps 01. Passado um tempo encontrei esse post do Pedro Hauck bem interessante.

sábado, 31 de julho de 2010

CIRCUITO 3 X 1 - O Desafio dos 03 Morros

Morro Samambaia
De CIRCUITO 3 X 1 - O Desafio dos 03 Morros

Há um tempo atrás eu conheci a Raquel fazendo o Caminho do Itupava. Ela era a guia do Roda Livre, que também organiza passeios. Na ocasião até tirei uma foto dela na ponte da Casa do Ipiranga para roda dágua. Ela também estava na lista do grupo de aventuras Altaneiros do qual faço parte, então me interessei pelos passeios  dela porque tem uma lista para o ano todo. Numa das ocasiões combinamos  em Junho/2010 de ir ao morro do Canal,  mas as chuvas do período não deixaram..
Em julho ela programou o passeio Desafio dos 03 Morros. Eu fui um dos primeiros a confirmar, só faltava o tempo ajudar.
Nesse dia 31 de julho, depois de 02 finais de semana chuvosos, o tempo ajudou. Em 23 pessoas, partindo do Shopping Muller e do Colégio Bom Jesus fomos até o ponto de inicio em Borda do Campo, perto de Quatro Barras, com a primeira pela trilha da Asa Delta em direção ao morro da Samambaia, que fica ao lado no morro do Anhangava. O morro do Samambaia substituiu o mais famoso próximo,  nas missas de 1. de maio tradicionais  na região. Uma subida leve e logo estávamos no seu topo. Com vista para a serra do Ibitiraquera que compreende o Pico Paraná e suas montanhas próximas como o Itapiroca, Caratuva, Ferradura e outras.

Morro do Anhangava
De CIRCUITO 3 X 1 - O Desafio dos 03 Morros

Em seguida subimos pela trilha até alcançar o morro do Anhangava pelo lado norte (sem ser muito preciso nessa orientação). Há 15 anos atrás eu estive no Anhangava, fui de bicicleta com  alguns amigos, não me lembrava de muita coisa, tinha sido na época a minha primeira experiência de trilha e morro. O significado da palavra Anhangava em tupi-guarani é "morada do diabo",. Dizem que os indios ficavam imaginando com seria chegar lá em cima. Há também os ufólogos que ligam montanha a disco voadores como pode ser conferido no site Fenomenum. O morro do Anhangava é a escola dos montanhistas do Paraná. Lá como pudemos conferir o pessoal treina a escalada na rocha devido as diversas opções de vias.
Depois seguimos em direção a face sul do Anhangava para descermos. Neste lado havia uma capela e um cruzeiro onde era celebrada a missa de 1. de maio e que foi transferida para o morro Samambaia. Até então havia degradação pelo número de pessoas, cerca de 400 a cada ano, num único dia. Na face sul, eu tirei algumas fotos e tentava me me lembrar do local em que fiz as mesmas no passado. Fizemos a descida pela escada de ferro na rocha ali existente, um desnivel de quase 20 metros.

Morro Pão de Loth
De CIRCUITO 3 X 1 - O Desafio dos 03 Morros

Um pouco abaixo eu tirei algumas fotos dos grupos treinando a escalada na rocha. As 12:40 h estávamos na trilha que seguiria para o posto do IAP, o começo do Caminho do Itupava. Uma caminhada de 40 minutos  com pausa para descanso e pegamos a trilha para o 3. morro do dia,  o morro Pão de Loth. Ele é o marco do inicio da  descida da serra do mar, no Parque Estadual da Serra da Baitaca.
Nessa hora o cansaço aparecia, em quase todos,  mas a vontade de chegar ao novo local era grande. A trilha é mais fechada, comparada as anteriores.  Chegando ao topo tivemos uma bela vista do pico Marumbi e o seu conjunto de montanhas.
Um dia perfeito de tempo bom, com belas vistas da Serra do Ibitiraquera e  do Conjunto do Marumbi. Uma ótima aventura organizada pela Raquel, uma das pessoas mais querida e entusiastas dos passeios ao redor da região metropolitana de Curitiba.

Clique na apresentação abaixo para ir direto as fotos no Picasa.



sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

7. Dia Circuito Vale Europeu Palmeiras a Timbó-SC


Sétimo e último dia do Circuito Vale Europeu.
A chuva do dia anterior havia atrapalhado o roteiro. Neste último dia com chuva ou sol teria pedal de qualquer forma.
Depois do café da manhã, conseguimos sair no horário mais cedo de todo circuito, as 09:30 h,. O clima do alto da serra tinha uma neblina, que depois virou numa garoa. Bem, pela primeira vez coloquei um abrigo de chuva para pedalar. Lembro de quando comprei a 7 anos atrás, na Alpamayo,. A dona de lá, Maria Francisca (Chiquinha) me disse que também usava para pedalar. Todo protegido assim seguimos o circuito serra abaixo.
Algumas fotos na descida até chegar no Rio Milanês, um rio tipicamente de serra,. Nessa descida a demora do Alan e da Sirlene; a bicicleta dela tinha afrouxado o guidão da mesa, teve sorte de não cair.  Em seguida uma  parada na ponte de madeira coberta, para um lanche e refrescar um pouco, porque o abrigo de chuva é bom, mas abafa um tanto, se você não molha da chuva, molha de suor.
Nas fotos um cachorro simpático e sem vergonha, só esperando um pedaço de lanche. E seguimos descendo acompanhando o leito do rio. Neste trecho a margem direita de quem desce é feita na maioria pelos carros e a da esquerda é a opção de bicicleta, por ser tranquila. Uma virada a direita e cruza o rio segue a esquerda, a direita e a última subida ingreme do percurso, 2 km e 200 m de desnível em direção a Benedito Novo.
Chegando a Benedito Novo o trecho passa para o asfalto, paramos na frente da prefeitura, e mais uma vez  no horário de almoço. Sem carimbo então. Seguimos em  frente. E puxa, meu óculos de sol, ficou no ponto de ônibus em frente a prefeitura, caiu do capacete quando tirava tudo para ir a  lá pegar os carimbos. Ficou para trás. Mais a frente uma virada a esquerda para rodovia Rodeio-Timbó. Nesse ponto uma bicicletaria num prédio mal conservado e estamos na percurso final, com ciclovia próximo a um parque e asfalto, mas antes um registro dos 300 km faltando 1 km para chegar no bar e danceteria Thapyoka as 14:45 h,. Um registro filmado do trecho final, que é atravessar a bela ponte sobre o Rio Benedito. Lá fomos bem recepcionados pelo funcionário da casa da Associação Vale das Águas. Falou que poderíamos tomar um banho no bar voltando pela ponte, já que estávamos em poucas pessoas, uma excessão. Voltamos a associação para pegar o certificado de conclusão do percurso. Aquele chope do inicio do percurso há uma semana atrás, não seria possível porque o restaurante Thapyoka, só abriria as 16:30 h. Um registro com foto de todos certificados e "simbora".
E assim completamos o Circuito Vale Europeu, o único verdadeiro roteiro que começa e terminha no mesmo lugar sem passar pelo mesmo local duas vezes.
Na volta para Curitiba saímos pela BR 470 em direção a Navegantes que estava congestionada. Na altura do trevo para Pomerode sugeri seguirmos para lá, com ligação a Jaraguá do Sul, afim de lnos ivrarmos do congestionamento. Esse percurso é mais agradável,  até sairmos na BR 101 no sentido São Francisco do Sul. Mais a frente depois de Joinville uma parada no posto Rudnick para um café colonial digno de um bom passeio.
Os meu agradecimento a Andreia e ao Lucas que enfrentaram o percurso no carro de apoio, ás vezes na velocidade de bicicleta, que não é fácil. Ao Alan e a Sirlene que organizaram o passeio, com provisões para lugares que não teríamos opção, todas as informações, mapas e altimetria. E ao Linhares com toda a sua experiência de ciclista (ex-speed), que volta e meia sumia na nossa frente. E a mim que tava um pouco desacreditado por causa do período das chuvas em  janeiro e que teve toda sorte de aproveitar as férias nesse desafio.

FIM


Clique nos slides para visualizar as fotos.

Constatações do percurso:

01- Subida é ruim, difícil, as mais íngremes tem que empurrar, mas ruim mesmo é paralepípedo, e tem muita rua assim nas cidades do percurso.
02- Carimbo do passaporte em prefeitura é  difícil, porque está sujeito aos horários e finais de semana, que não tem como pegar.
03- Se existe um período ideal para pedalar sem chuva, não vai ver o espetáculo dos rios caudalosos, como foi esse janeiro/2010.
04-A organização do Circuito Vale Europeu é de grande profissionalismo e os organizadores contam com serviços do SEBRAE sobre turismo.
05-Alguns comentários da internet falaram das dificuldades em Palmeiras por causa da pousada. Eu tenho uma opinião pessoal. Por ser o último ponto de parada do percurso, as pessoas não vêem a hora de terminar, assim o ânimo não é o mesmo do ínicio, ainda mais depois de ficar numa bela casa em Alto dos Cedros, e assim fica a impressão que não deveria ser tão ruim. É claro que quando a pousada está cheia de viajantes não é fácil, mas todo lugar cheio é ruim, que não foi o nosso caso. Lá fomos bem atendidos e não há do que reclamar. Sei que o dono do restaurante não quer mais fazer parte do roteiro, e acredito que não há outra opção.
06- Festa alemã em Pomerode a partir da 2. quinzena de janeiro, vale muito. Mas os hotéis e pousadas ficam lotados e o preço dobra.
07- Comi muito pão com linguiça mista nos cafés da manhã.
08- Nas descidas tem atrações e pode-se passar desapercebida.
09- Mochila de hitradação faz muita diferença durante tantos dias.
10- Um veículo de apoio ajuda muito, porque bagagens na bicicleta devem pesar bastante e não levam tudo.
11- Abrir mão da câmera fotográfica, quando a subida é difícil ou está chovendo pode perder uma foto interessante. 
12- O percurso do 3. dia é mais curto por causa das atrações locais  de Rodeio-SC, mas dormir na Fazenda Campo do Zinco próximo a cachoeira é uma atração a parte. 
13- A bicicleta não é mais a mesma e na volta precisa de revisão. 
14- O total do percurso são 291 km conforme as planilhas, mas como eu não parava ao chegar nos destinos, e o desvio para cachoeira do Zinco aumenta o percurso, rodei um pouco mais e apesar do transfer em Alto dos Cedros fizemos 301 km.
14- Escrever é um exercício que não se deve abandonar, volta e meia acho alguns erros que corrijo, mas sempre aparecem (nascem) novos, e se o leitor estranhar algo ou tiver alguma dúvida, porque está um tanto resumido, mande um email no blog do dia. 

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

6. Dia Circuito Vale Europeu Alto dos Cedros a Palmeiras

Dia de chuva vale a pena pedalar?
Logo cedo estava torcendo que o clima de umidade da serra fosse passar e o roteiro seguisse normalmente.

Mas já saindo pro café a chuva começava e nem o retorno de barco pelo lago seria possível. A decisão do grupo então foi fazer um transfer para Palmeiras, mas antes teríamos que ir a Rio dos Cedros numa bicicletaria para consertar a roda do Alan e colocar um pneu novo. Almoçamos por lá e subimos a serra para localidade de Palmeiras, no caminho o Rio Milanês que encontraríamos no dia seguinte. Nessa subida me chamou a atenção os condutos forçados que trazem a água para as turbinas das usinas na região, vinda das represas que conhecemos em Alto dos Cedros e Palmeiras. Eu estava em dúvida quanto a pousada Palmeiras, de tanto que falaram e escreveram na internet.
Na chegada no restaurante e pousada Palmeiras deixamos nossas coisas, montamos as bicicletas e aproveitamos que a chuva parou e fizemos 7,5 km no sentido oposto que seria a chegada de Alto dos Cedros, para algumas fotos também.
A noite no jantar fiquei procurando a tal da Fukafuka na prateleira do balcão. O rapaz lá disse que é uma bebida ruim, de raiz forte e ninguém pede. Pude ver pela garrafa sem abrir. Mas se na cachoeira Véu da Noiva não tinha porque consumiram tudo, porque seria tão ruim? Não valia a pena abrir para uma pessoa. O rapaz então ofereceu uma batida de maracujá tipo aquelas dos restaurantes de Santa Felicidade - Ctba.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

5. Dia Circuito Vale Europeu Dr. Pedrinho a Alto dos Cedros


Depois de tudo limpo, um bom café da manhã, lanche para viagem e pegamos o primeiro carimbo na prefeitura e outro no café ali próximo e seguimos  o roteiro. A saída era a mesma da chegada com placas da primeira atração  a Cachoeira Véu da Noiva, a 10 km. No caminho junto a outra placa de indicação da cachoeira o odômetro marcou 200 km como pode ser visto nas fotos. 100 km na saída de Indaial e 200 km agora em Dr. Pedrinho.
Chegando lá um bar, um galpão e uma pista de bocha, mas sem desafiantes dessa vez. Me chamou a atenção os cartazes com a bebida Fukafuka, em falta, que no blog do próximo dia em Palmeiras vai ter um comentário a parte.
Algumas fotos e um video da cachoeira e partida para Alto dos Cedros, na expectativa de atravessar de barco o lago da represa.



Clique no slide para ver as fotos.

Durante o percurso o tempo começou a fechar. No km 17 uma saída a direita com subida. Neste ponto eu e o Linhares ficamos esperando o Alan e a Sirlene, porque tinhamos aproveitado a descida. A espera demorou e aí apareceu um problema que no blog de Indaial foi comentado do conserto da bicicleta em Rodeio. O freio de trás estava pegando no pneu desgastando até a câmera, que furou espontâneamente quando era empurrada. Esse problema iria perdurar até sairmos de Alto dos Cedros. Após a subida em meio a região de reflorestamento descemos até chegar a um rio, sem ponte. Atravessá-lo de bicicleta sem molhar era possível, mas vai que escorrega. Molhei um pé. Segue a frente outro rio, mas esse eu atravessei. Uma porteira e o nosso carro de apoio do lado da estrada na lama. A Andreia foi abrir a porteira e ao sair do carro o mesmo voltou de ré com o Lucas dentro, porque o freio de mão não estava pegando bem, prá sorte  parou na lama.  Logo chegaram Alan e Sirlene que ao atravessar o rio de  bicicleta  escorregou e caiu. Era arriscado mesmo. Começava a chover e fomos nos esconder numa propriedade ali perto, na cobertura para o gado que antes existia, mas segundo o dono foi substituído pelo cultivo de eucalipto. A bicicleta do Alan furou o pneu de novo pelo mesmo problema. Ele colocou no carro e pegou da Sirlene que seguiria de carro depois do susto na porteira.
Esperamos a chuva diminuir e seguimos em frente, a 15 km nos aguardava o Raulino Duwe no horário das 16:30 h. Com o aumento da chuva, fizemos uma descida correndo, que subiu lama até atrás do meu capacete.
Chegando lá encontramos o Sr. Duwe que nos aguardava desde as 2 horas com seu filho e sobrinho, porque aproveitariam para pescar.
Segundo o sr. Duwe, com a chuva, atravessar de barco era arriscado, eu não sabia se seguia de bicicleta ou pegava o carro porque estava bem enlameado. Peguei carona no fusca, quanto tempo não andava de fusca. Detalhe esqueci de tirar a camiseta que sujou o encosto, já que o assento estava protegido pro uma toalha. Desculpe seu Raulino. Ainda bem que o encosto era antigo de capa de couro sintético.
O jeito foi seguir de carro os 7 km de altos e baixos até a casa onde ficaríamos. Aproveitei e levei a bicicleta para lavar na casa dos Duwe e deixá-la para o dia seguinte. Banho e descanso para o jantar.
Nesta etapa não foram feitas tantas fotos, por causa da chuva, que perduraria até o dia seguinte.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Parque do Passaúna


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O Parque do Passaúna é uma represa responsável pelo abastecimento de água de parte de Curitiba.
Nesta sexta-feira da paixão um pouco de bicicleta pelo parque veio a calhar ainda mais num dia de outono com muito brilho e o friozinho ensaiando o próximo inverno.
Na foto acima a chaminé da olaria da família Klentz, há outras chaminés relacionadas a olarias de famílais tradicionais de origem polonesa.