Jalapão 2019

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Fervedouro Bela Vista - Jalpão 2019

sábado, 26 de novembro de 2011

Dia de Sol no Caminho do Itupava



Em Março de 2010 eu fui pela primeira vez no Caminho do Itupava. Foi uma semana de incertezas pelo mal tempo, mas que não choveu porém ficou tudo tampado e até a foto do Marumbi teve que esperar. Foi também um passeio onde as incertezas, causaram problemas, isto pode ser revisto na postagem Caminho do Itupava - Indecisão, Confusão e Sucesso.

Nesse ano de 2011 as facilidades do Facebook permitiram junto com alguns amigos a criação de um grupo o Vitamina e Farofa Montanhas e Trilhas. Uma homenagem as dois personagens das montanhas da serra paranaense. A partir desse grupo fizemos duas saídas para os morros do Anhangava e do Canal. Foram percursos para quem nunca havia feito algo parecido. Desde então havia a vontade de se fazer o Caminho do Itupava que foi interditado este ano desde Março até o final de Outubro por causa das chuvas fortes que sujaram a trilha e derrubaram algumas árvores..

Quando o caminho foi liberado, logo marcamos uma data para o final de Novembro. Era a última, porque em Dezembro os compromissos de fim de ano ocupam a todos. Após várias previsões de chuva conseguimos confirmar e realizar a trilha num dia de sol que proporcionou algumas surpresas.

Nesse final de semana pensávamos que teríamos um grupo de pelo menos 20 pessoas, mas somente 13 puderam confirmar. Para duas pessoas João Pavan e Maumau era um retorno. Para os demais era a 1. vez nesse caminho dos tempos do Brasil Colônia, e que está ali graças a preservação da serra do mar. Uma preservação não muito colaborada pelos visitantes que depredaram instalações históricas e abandonadas pela União. Que também não colaboram pelo lixo que é deixado na trilha,  como o que recolhemos antes da primeira ponte elevada no percurso,  e também pela quantidade de lixo que é deixada para ser recolhida na Casa do Ipiranga. Uma transferência de responsabilidade pela falta de reconhecimento do que representa essa região. Hoje podemos ver pelo Google Maps, como a região da serra está muito próxima dos adensamentos, e ela é muito estreita pelo que representa e está sempre sob risco e o lixo deixado poderia ser evitado.

Mas não foi somente essa constatação desesperançosa. Pudemos ver a natureza no seu vislumbrar da primavera, com vários pássaros, cheiros das flores no percurso, uma aranha caranguejeira, roedores passando correndo, um grupo de macacos próximo ao Cadeado que não nos deixou fotografá-los.

No Santuário N. Sra. do Cadeado fotos muito boas como a do Marumbi (era a minha esperança).



E no final, quase na estrada das Prainhas uma cobra Caninana, típica da serra do mar, dizendo esse caminho histórico eu também faço.



Participantes desse dia Maumau, João Pavan, Jeter, Simoni, Eleni, Celso, Juliana Silva, Cleber e  os Borbas Rogério (pai), Rodrigo e Raffael (filho), 13 pessoas.

Siga as fotos abaixo.


Ps 01. O cansaço e os escorregões da trilha são sempre esquecidos, ao final da trilha.

Ps 02. Encontramos  o Luis Delfrate do Montanhoso ( Facebook) por duas vezes. Na parte final da trilha e no ponto esperando o ônibus que acabou ganhando uma carona do nosso grupo no retorno para Curitiba.

Ps 03 Tempo de percurso 4:42 h  e tempo parado 4:40 h segundo o GPS. Inicio as 8:12 h e término as 17:05 h. Eu sei que essa conta não bate, mas ela não é minha.

Ps 04. Quem de fato aproveitou no final com um banho de rio próximo ao IAP de Porto de Cima foi o Jeter. Passei vontade!

Ps 05. A denominação Itupava é de origem Tupi-guarani, que significa rio encachoeirado, uma característica dos rios da serra do mar.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Curitiba-Estrada do Anhaia-Morretes

Trilha GPS da famosa estrada.



Várias oportunidades de pedal nesse feriado de finados. A Bike Ativa foi pedalar em Morretes com uma  parte com caiaque,  a Bikesul em São Bento-SC até Corupá via Rio Vermelho e quase a Sherpa Turismo foi para as grutas do Cercado na região de Ponta Grossa-PR.

Em meio a tantos eventos acabei indo com o pessoal do Lavailama, num pedal de Curitiba a Morretes-PR com a opção de descida pela Estrada da Anhaia, num total de 65,38 km.



A estrada do Anhaia é um caminho colonial, que era o acesso a estrada do Arraial uma antiga ligação com a cidade de Curitiba. No século passado a estrada do arraial foi transformada na rodovia federal BR-277 Curitiba-Paranaguá. Do trecho colonial restou o desvio que os ciclistas aproveitam para chegar a cidade de Morretes. É uma descida para veículos altos, por ser bem acidentada e de saibro que foi consertada, sem maiores obstáculos. Depois dessa descida chega-se num ponto que: para esquerda é possível ir até o Salto da Fortuna e para direita até o centro da cidade de Morretes e a sua gastronomia típica paranaense, o Barreado. Nosso caso a opção do dia foi o Restaurante Villa de Morretes.


Ps 01. Participantes: Carmen, Claudinei, Nico, Aspira, Sandra Joanides, Liz, Juliana, Carlos Augusto, Fabi  Kevin e Maumau.

sábado, 8 de outubro de 2011

Dia de Sol no Morro Araçatuba

Retorno com a vista do topo do morro Araçatuba no alto a esquerda.

Foi um final de semana indeciso. No que fazer, aonde ir, com sol ou chuva. Estes últimos sempre influenciando, como se precisasse trocar os dias do final de semana pelo começo dela. E assim o que seria a vontade de ir para o Marumbi acabou sendo o morro do Araçatuba com a turma da Raquel.

O morro do Araçatuba, onde venta muito, onde sente-se muito o vento, a montanha tímida do comentário do Jopz, de frio bem intenso que faz congelar a água na pedra que se acumula do seu topo e onde você acha que vai subir numa condição boa e ao chegar perto está toda fechada. Toda essa história que você encontra na pesquisa do Google estavam diante de nós como numa montanha mágica e seus mistérios.

Eu estive lá em Julho de 2011 numa saída esperançosa e que foi muito molhada, sem visual, sem vontade de tirar o lanche da mochila para não comê-lo irrigado pela garoa. O que fez eu pensar que nunca mais, por não se tratar de um treino e a necessidade de fazer algo paracecido nessa condição.

E toda a sorte do dia pode ser conferida nas fotos abaixo que tornam o visual desse morro, em belas imagens.



Trilhado



Comentários

Ps 01. Uma das ações mais elogiáveis, de tradição e trabalho de um grupo que vem desde Rudolph Stamm (livro As Montanhas do Marumbi) é a instalação das caixas de registro de visita ao topo das montanhas feitas pelo CPM- Clube Paranaense de Montanhismo e que conferi nessa visita. Além dos trabalhos de recuperação de trilha.

Ps 02. A localidade do morro do Araçatuba é conhecida por Pontal do Itararé, serra do Papanduva quase na divisa com o estado de Santa Catarina.

Ps 03. A vantagem de se estar no topo e com visibilidade é que na direção sul pode se ver muita estrada rural em meio aos morros que poderá servir de opção para mountain bike.


domingo, 18 de setembro de 2011

Morro do Canal 2011 - Inusitado mas Desejado

Da esquerda para direita: Maumau á frente, Lineu, João Pavan, Lia, Jú, Sintia, Alexandre, e Mildo.


Esse fim de semana teve o encontro Sexta Solidária do grupo Montanhoso do Facebook no bar Tartaruga. Foi um encontro com arrecadação de alimentos para os desabrigados pelas cheias de Santa Catarina e Paraná. Eu fui lá conferir. Já devia uma presença de tantos encontros que eles organizaram desde que entrei no grupo, tendo nesse meio tempo dobrado o número de pessoas, que hoje são 382 pessoas crescido de sexta-feira para domingo.

Na oportunidade houve o encontro dos Itupaveiros com a a presença do Paulo Henrique Schimidlin, o sr. Vitamina. O ícone e pioneiro do marumbinismo. Antes dele ir embora trocamos umas palavras porque conheço o irmão do Formigão (Gilberto Gross Dinkel) já falecido que fazia parte do grupo  do vitamina, o CLUMO. Isso está relatado no livro As Montanhas do Marumbi. Para mim, foi a melhor oportunidade por tudo que esse senhor representa no montanhismo paranaense.

Até então faltava um motivo para um blog em comentar e registrar tudo isso. Foi quando a Juliana (Ju) me ligou no sábado a tarde perguntando de ir ao Morro do Canal no domingo. Sim o morro do Canal, o mesmo que o sr. Vita daria o nome num projeto da década de 60 do século passado, chamado Alfa-Omega, que consistia numa travessia do morro do Canal até as montanhas do Marumbi (Facãozinho) e que não foi possível por causa das chuvas na investida, e só realizado por outro grupo no ano de 1991, no sentido oposto.
Eu já estive no morro do Canal no começo do ano fazendo a Travessia Morro do Vigia - Morro do Canal.
E assim saímos no domingo as 9:30 horas para começar a subida as 10:45 h e retorno as 13:45. O tempo não foi de chuva, mas de nuvens enquanto estivemos por 20 minutos e com um vento frio no cume. O caminho estava bem elameado.
Esse post considero da sorte. Sorte por ter amigos em comum das histórias da montanha da nossa serra do mar, como o sobrenome Gnata no pioneirismo do Marumbi e o sr. Vitamina de consultas por telefone, entrevistas na rádio e agora pessoalmente. Sorte pela amiga Ju por querer nesse domingo nublado subir o morro e convocarmos alguns amigos, como o Mildo que faz essa subida com um pé nas costas e o João que já é um marumbinista.

Visualizar todas

Ps 01. Quando estávamos quase chegando no topo, vimos uma garota de um grupo lá sentada deixar cair o tênis morro abaixo, que foi resgatado perigosamente por um amigo.


Ps 02. Esse foi o primeiro post depois do grupo criado para esses eventos no Facebook chamado Vitamina e Farofa Montanhas e Trilhas. É um grupo modesto de nível de escalaminhada ainda.

domingo, 4 de setembro de 2011

Pico Caratuva em 2011 - Conexão CTBA-Joinville

Na Fazenda Pico Paraná


No dia 29 de Agosto de 2009, eu estive pela primeira vez no Pico Caratuva. Foi minha segunda investida em montanha com percurso maior. Lembro que também foi um dos poucos finais de semana daquele ano que tiveram sol e um dia muito bonito. A foto que ilustra o topo do blog foi tirada nesse dia.

Agora nesse relato de retorno não poderia ser diferente, depois da espera de um fim de semana tão igual.
A diferença dessa ida foi a presença de amigos que estão começando e que tornam o prazer da caminhada em montanhas muito maior, por toda a descontração que representam. Esse blog é em homenagem a amizade.

Fomos com a Bike Ativa para o Pico Caratuva que fica na fazenda Pico Paraná. Essa fazenda é particular e o acesso é taxado. Da fazenda tem-se acesso a três picos que são o Caratuva, Itapiroca e o Paraná que é a maior altitude do sul do Brasil e que requer dois dias para chegar, acampar, subir e retornar por uma trilha de 07 horas de caminhada e cargueira nas costas.

O pico Caratuva vista do Getúlio (Pedra do Grito)

Mas o pico Caratuva é o objetivo aqui. Foram 03 horas de caminhada subindo um desnível de 800 metros e 04 quilômetros de percurso aproximadamente. No topo uma das vistas mais bonitas do Pico Paraná e demais montanhas da região da serra do mar e um pouco do litoral paranaense, como a baía de Antonina, parte de Guaraqueçaba e a cidade de Paranaguá. Do contrário pode se ver a represa do Capivari, da usina Governador Parigot de Souza em Antonina, instalada dentro da montanha. Também se vê um pouco da BR-116 Curitiba-São Paulo.
O pico Caratuva possui antenas de radio amador. Algumas dessas antenas servem de meio de comunicação da região para resgates quando necessário. É uma montanha que já sofreu com o descuido de visitantes que provocaram um incêndio.



Ps 01. Tivemos a presença de um grupo de Joinville que comentaram a admiração por ter um local como a Fazenda Pico Paraná tão organizado.

Ps 02 Atrás da casa do montanhista na fazenda há uma trilha para as cachoeiras que vale muito ser visto, num percurso de 15 minutos, veja nas fotos acima.

Ps 03. A minha surpresa foi encontrar no morro do Getúlio o amigo Flávio e esposa, no meio da tarde subindo para o pico Itapiroca.

Ps 04. Caratuva é uma pequena planta que se encontra no alto dessa montanha semelhante a pequenos cedros, mas bem macia. Segundo o comentário recente ela floresce a cada 10 anos. Pode-se dizer que é muito frágil.

Ps 05. Tracking GPSIES.

Ps 06. Nosso retorno foi em 02:15 h.

sábado, 13 de agosto de 2011

Cavalgada da Lua Cheia - São Luiz do Purunã



A região de São Luiz do Purunã, que se confunde com os Campos Gerais possui diversas fazendas de cavalos. Não poderia ser diferente, por ser em grande parte formada por uma fina camada de terra sobre solo rochoso não sendo ideal para a agricultura, somente para o pasto. Dessa característica surgem também diversos rios sobre as lages de pedra, formando recantos muito bonitos, a citar o mais antigo e público Recanto dos Papagaios.

Há poucas semanas conheci a fazenda do amigo Daniel, que é a Cabanha Esperança, no alto próximo as torres de telecomunicações, dentre elas a da Embratel.
Existem nessa região também muitas pousadas, como a Cainã, mais famosa e que no inverno convoca os apreciadores para o rodizío de sopas, além de passeios a cavalo, assim como o Rancho Ventania.

Se o céu está limpo num dia de lua cheia, pode-se fazer a cavalgada da Lua Cheia, que foi o nosso roteiro desse sábado a noite.

Por uma coincidência o Rancho Ventania, ficou ocupado por jipeiros, o que fez transferir a disponibilidade dos cavalos para o seu vizinho.



Na oportunidade um teste de fotos noturnas, que é bem difícil quando a câmera não é a ideal, mas possui bons recursos.

Depois de 1:30 h de passeio uma pizza no restaurante do Rancho Ventania que é uma boa dica de passeio de fim de semana.



Percurso improvisado no GPS.



Ps 01. Se eu fosse pobre pelo menos uma vez  na vida eu teria um haras.

Morro Anhangava Prá Começar

Vista do Morro do Anhangava atrás a partir do Morro Samambaia

Há um tempo atrás o amigo de pedais João Pavan estava procurando um lugar para levar um pessoal novo em uma trilha. Eu sugeri então que fossem para o morro do Anhangava, por acreditar que, quem nunca foi a uma montanha começasse por lá, para ter todas as sensações dessa prática. No Anhangava uma pessoa pode ter a experiência de fazer uma caminhada começando pela trilha da Asa Delta até o morro do Samambaia  e seguir até o topo percebendo os desniveís entre blocos de pedra. 

Nesse percurso além da subida, o tempo para descanso e depois na parte mais alta as diversas vistas como a serra do Itibiraquera do Pico Paraná, Farinha Seca e do outro lado o Marumbi e até a serra do Prata, sem citar outros tantos. A partir da descida do Anhangava algumas boas dificuldades que são as escadas de ferro.



Quando fui lá na primeira vez na década de 90, fizemos a ida de bicicleta. Hoje não me lembro, mas não haviam as escadas, superava-se alguns desniveis de bloco de pedras depois de passar por uma pedreira que hoje não existe mais.

Vias e cordas do treinamento dos escaladores

Mas voltando ao topo, lá pode se ver como funciona a escola de escaladas, com muitos praticantes no fim de semana, além dos visitantes ocasionais, que tornam o local bem congestionado, ainda mais quando o tempo abre com um belo dia de sol, depois de alguns dias chuvosos.

Nossa saída se deu pela trilha da estrada da Baitaca, que dá nome a serra a qual esses morros pertencem, mais precisamente no Chiquinho, foi uma diversificação do costume, para numa outra ocasião quem sabe com o mesmo grupo descermos o Caminho do Itupava.


Ps 01. Noticias do Caminho do Itupava são de que, no final do mês de setembro de 2011 acredita-se que os trabalhos de limpeza estejam conclúídos, depois de 90 dias desde Março por ocasião das chuvas e devido a licitação.