Jalapão 2019

Jalapão 2019
Fervedouro Bela Vista - Jalpão 2019

domingo, 2 de maio de 2010

Bombinhas-SC Fora de Temporada

"aqui nesta pedra alguém sentou
olhando o mar
o mar não parou pra ser olhado
foi mar pra tudo quanto é lado"

Paulo Leminski



Quando estivemos em fevereiro de 2010 no Salto da Fortuna, o Sergio Riekes fez um convite para irmos a Bombinhas no dia 01 de Maio. Era um falso feriado que cairia num sábado. No momento não pensei muito,  porque começaria o frio e a praia de Bombinhas me atraía por causa do snorkeling, e no frio já se sabe.
Inclusive a minha amiga Marcia iria junto, já havia feito a reserva uma semana depois. Daí até me interessei e lembrei da trilha da praia da Tainha, que eu ainda não conhecia.
Três semanas antes a Marcia desistiu por causa do trabalho, então fiquei pensando: Será que eu vou? Acredito que sim, ainda mais se o tempo colaborar. Uma semana antes do passeio, já havia feito com o Heron e o Sérgio um passeio de bicicleta entre Campo Alegre e Corupá-SC.
Então a previsão prometia um tempo bom e na sexta-feira como combinado subi no ônibus na frente do Shopping Curitiba e seguimos viagem, mas antes um city tour no bairro Prado Velho, que até agora não entendi (?!).
Chegamos em Bombinhas quase as 23 horas e fomos bem recepcionados pelo Ademar e esposa para um jantar de sopa anholini de frango e outro de frutos do mar, esse último novidade. Tinha uma caipirinha tipo self service, ou seja limões cortados, açúcar e cachaça que você mesmo prepara.
No dia seguinte café a partir das 8 horas e caminhada na sequência até o morro do Macaco e a praia da Tainha. Antes mesmo do horário do café tinha gente esperando. Logo saímos pela praia de Bombinhas em direção a  Mariscal até o acesso ao morro do Macaco e a praia da Tainha, confesso que esse percurso eu nem senti. Quando estive numa segunda vez em Bombinhas eu tinha entrado de carro nessa praia, mas a praia do Tainha nem se falava e acredito que nem tinha casas por lá.
Subimos o morro, pagamos a taxa de 2 reais para a trilha até o mirante onde tem-se uma bela vista  e  muitas fotos. Depois descemos até ao inicio da trilha que liga a praia de Canto Grande, de Dentro, enquanto isso tinha um pessoal na praia da Tainha. A trilha é muito bonita e leve, considerando outras trilhas desse blog. Uma vista para fazenda de marisco e até comentei que uma mariscada na volta não seria nada mal. Na praia de Canto Grande o retorno de ônibus, afinal já era hora do almoço. No almoço, entrada de mariscos ,o suficiente para começar um sambaqui, a Maristela que o diga pela foto do Heron. Depois uma roda de violão com o Sergio, mal sabia ele que este blogueiro também tocaria a noite. A tarde um descanso porque a noite às 19 horas tinha uma compra de presentes, alegria do dono da loja em pleno feriado,  para o amigo secreto aos contrários, aquele que você tira o presente, mas o seguinte poderia trocá-lo por qualquer um já aberto.

Muita risada nessa hora, a Débora com seu presente causou diversas decepções, porque todos queriam ele. Como o Heron foi o primeiro e não ficou com o presente seria o último a escolher e na hora da troca, com o  filho do Mauro que fez a cara do Gato de Botas do Shrek, aí não tinha como trocar. Depois uma brincadeira de passar a bexiga comprida em roda de uma pessoa para outra, só com as pernas enquanto a música tocava o que rendeu muitas risadas.
No dia seguinte outra caminhada até a praia de Quatro Ilhas e na volta a praia da Sepultura. Enquanto o pessoal caminhava, eu fui fazer snorkeling pela praia da Sepultura, estava um pouco frio, mas consegui ir e voltar pela praia no período de 01 hora e meia. Essa história de snorkeling começou há 10 anos atrás lá perto na ilha de Porto Belo. Depois voltei para praia de Bombinhas, para outro almoço daqueles.
Chegando a tarde marcamos de sair às 16 horas para Curitiba numa viagem que terminaria em Curitiba por volta das 23 horas devido a congestionamento de queda de pista na estrada.

E viva o sol que nos presenteou com um belo final de semana e viva as pessoas que brincaram o tempo todo, foi deeeeeeee qualidade.

Nas minhas fotos a seguir mais a caminhada para o Morro do Macaco.


Nas fotos do Heron todo o passeio.


quarta-feira, 21 de abril de 2010

Campo Alegre a Corupá-SC, Onde o Trem Maria Fumaça Faz as Curvas


De Campo Alegre a Corupá - SC

"Feriado perna curta esse de 21/04, mas tava valendo." Essa foi a frase da semana e como tal valeria um cicloturismo serra abaixo numa das regiões da serra catarinense a 200 km de Curitiba.
Saímos com o Heron e o pessoal da caixa d'agua do Alto da XV em direção a Campo Alegre-SC. Durante a semana havia dúvida, se não fiz esse passeio antes, por causa da proximidade com São Bento do Sul, mas lá o passeio foi feito pela Estrada dos Bugres.
Chegando em Campo Alegre-SC um café na panificadora e saída para a estrada de chão, que teve 8 km de uma subida leve.
O detalhe dessa região é a serra catarinense e a estrada de ferro que liga Rio Negrinho a  Rio Natal onde uma vez por mês, na primeira semana, faz um passeio com o trem Maria Fumaça, conforme o link aqui. Por diversas vezes o percurso cruzou a linha de trem.
A melhor parte é a descida e começamos na região Rio Vermelho, pertencente a S. Bento do Sul em direção a uma igreja. Depois subindo até Rio Natal outra localidade para chegar até outra  conhecida como a igreja de pedra. Esta igreja de pedra aparece também no link da Estrada dos Bugres, mas naquele percurso a partir de São Bento tinha uma subida muito forte. Durante o percurso várias fotos do morro conhecido como Morro da Igreja.
Depois da igreja de pedra a descida até um recanto para um almoço programado. Dessa estrada em diante o acesso é o mesmo para Corupá.
Em Corupá um lanche noutra panificadora e retorno para casa que começou as 8:00 da manhã e chegou a Curitiba as 19:40 h.




sexta-feira, 16 de abril de 2010

Atravecity - Rally de Mountain Bike Pelas Ruas de Curitiba

De Atravecity Curitiba

O Atravecity Curitiba chegou no dia 16/04/2010. Este evento que mistura competição tipo "quem conhece a cidade" em meio ao trânsito de veículos, já foi realizado em outras cidades, com variações de desafios, como pode se ver no blog do tema Atravecity.
Como ele é feito em duplas convidei o meu amigo Linhares, colega de trabalho e que esteve na viagem pelo Vale Europeu de outros tópicos desse blog.
Na etapa Curitiba a largada foi feita na Praça Brigadeiro-do-Ar Mário Calmon Eppinghaus, no topo da descida da rua Almirante Tamandaré com pontos de controle na praça do Japão, Bosque Alemão, Catedral Metropolitanda de Curitiba e retorno a praça de largada com aproximadamente 20 km.
Além da dupla participaram o pessoal do Lavailama: Noguemar e Sandra Joanides, Sandra Bodini e David, Lizandra e Pedro, Fabiane e Arthur.
A participação da nossa dupla, foi participação mesmo, porque o preparo, a estratégia e a premiação diante de alguns atletas seria difícil. "Mas acredito que a escolha da primeira etapa, a praça do Japão, numa linha diagonal observando o link aqui  do mapa percurso do Pedro, não seria ruim se não fosse o trânsito. Depois da praça do Japão quase todos foram iguais escolhendo  a rua Brigadeiro Franco para alcançar o Bosque Alemão. Imagine a subida até a rua Manoel Ribas no bairro Mercês. No final da Brigadeiro um desnível com escada para a próxima rua até o bosque Alemão.
No bosque mais um controle e chamou-me a atenção as ligações telefônicas para os organizadores  perguntando se não era o Bosque do Papa, isso porque tinha bilhete do local.
Depois o último pc na catedral metropolitana e finalização na praça da largada no toal de 18 km em 58 minutos para a nossa dupla e uma colocação quase empatada com o número de inscrição, quer dizer chegamos na frente de alguns.

Clique aqui para ver as demais fotos da noite e clique aqui também para as fotos da organização.

sábado, 3 de abril de 2010

Cachoeira do Panelão - As Águas dos Campos Gerais


De Cachoeira do Panelão

Distante cerca de 50 km da cidade de Curitiba está um local de cachoeira no curso do rio Lageado. A Cachoeira do Panelão, numa fazenda localizada a esquerda da BR 277 sentido Palmeira-PR, a  100 metros do acesso para a colônia Witmarsum. Pertencente ao município de Porto Amazonas (não reconhecida pela cidade), a BR é a divisa das cidades. Agora com esse post um pouco mais de informações que faltavam na internet.
No final do ano passado a minha amiga Cláudia comentou sobre esse local, por causa de uma amiga dela que esteve lá. Fica próximo também do acesso ao Recanto dos Papagaios. Agora toda a minha curiosidade exponho em fotos e comentários, com a presença dos meus amigos Marco, Antonio, Estela e Marcia.

Ao entrar na fazenda, um pouco antes do acesso a colônia Witmarsum, chega-se a uma porteira onde se faz o cadastro e paga-se a taxa de 10 reais por pessoa (se for usar a lanchonete) ou 15 reais para quem utilizar a churrasqueira e levar alimentação. Depois segue 3 km pela estrada rural até a área de estacionamento. A estrada é para carros altos.
Nesse caminho nos encontramos com cães Boder Collie onde um filhote nos acompanhou até o estacionamento.
Para falar do local as imagens a seguir farão a sua parte.


Como o dia estava nublado ninguém mergulhou, como se vê nos diversos videos do youtube. Quando a temporada de calor voltar eu espero estar lá.
Depois de 4 horas na Cachoeira do Panelão resolvemos almoçar na colônia Witmarsum. Pegamos o acesso e seguimos até a pousada Bela Vista. No cardápio a cozinha alemã.
Na volta uma parada no pequeno sítio arqueológico e depois uma passada no museu da localidade e um pouco de história da vinda da comunidade menonita que ali se instalou.
Para minha surpresa encontrei no museu, o Antônio Olinto e a Rafaela (clique no nome), que dias atrás em Curitiba fizeram uma palestra sobre o Caminho da Fé (cicloturismo) e as experiências de viagem pelo mundo sobre duas rodas. Eles estavam fazendo uma pesquisa de campo para novos roteiros e guias.
E assim um sábado entre feriados da Páscoa foi bem aproveitado aguardando como disse, um dia de calor.


Comentários;

Ps. 02 No ano de 2015 o local foi remodelado e passou a receber visitantes através da compra de um passaporte do dia através do site All Day Use.


Ps 01. Caro Leitor essa é  a postagem mais visitada do meu blog e que me intrigou.
Por gentileza poderia deixar o seu comentário respondendo as seguintes perguntas: 
01) Como o descobriu? 
02) Gostou?
03) Se não era o que procurava, o que buscava?
04) Pretende conhecer esse local?


domingo, 14 de março de 2010

A Cor da Fotografia



Quem ver esse post de primeira vai estranhar, mas porque? Onde estão a natureza e as aventuras que predominam as fotos anteriores. Mas quando ler o título no topo dessa página no final verá "fotografia".
Pela primeira vez estou colocando um assunto onde a fotografia é o tema. Tudo pela cor. 
Quando a fotografia surgiu a cor era o preto e branco, pois a cor não importava. A imagem sim, quando perpetuada pela lente da câmera, era a novidade. A evolução da foto foi a cor. Assim passamos a vê-la de outra forma, e até usar o preto e branco que interessa como arte.
Neste mês de março pela primeira vez coloquei uma foto sobre fotografia, onde a cor chama a atenção.  Chama a atenção pelo lugar, pelas pessoas, pela música, pela dança e pelos amigos que estavam reunidos em torno de um amigo.
As pessoas são da "Viagens, cicloturismo, trilhas, natureza exuberante e fotografia" e também da dança de salão. Os Amigos.

sábado, 6 de março de 2010

Caminho do Itupava - Indecisão, Confusão e Sucesso


O histórico Caminho do Itupava, a nossa herança com os antepassados colonizadores do Brasil, mais exatamente ao sul, a estrada ou trilha que fez nascer o Paraná, ligar o litoral a Curitiba bem antes dessa última  ser considerada a capital do estado, a comarca, o único caminho original. Tudo isso está relatado no livro Os Caminhos  da Comarca de Curitiba e Paranaguá que está na Biblioteca Pública do Paraná e que já consultei.
Há tempos eu queria fazer essa trilha. Lembro ainda das primeiras informações que obtive nos anos 90, até conseguir ligar para o senhor Vitamina, na secretaria da cultura do Paraná, um senhor famoso e personagem das trilhas e montanhas da  nossa serra do mar, para saber se era possível fazê-la de bicicleta, quando ainda não tinha a "mountain bike" dos meus passeios de hoje. Total desconhecimento porque carregaria muito a bicicleta.
Depois vieram os convites, mas coincidiram com as viagens a trabalho e até uma má condição do tempo.
E finalmente o passeio aconteceu, depois da minha indecisão durante a semana, por causa da possibilidade de chuva. E assim mais uma organização do Heron, que dessa vez deu um  trabalho, que o leitor vai ler mais a frente.
Começamos nossa caminhada por volta das 8:00 h no posto do IAP em Borda do Campo, Quatro Barras - PR. A história do caminho está no endereço aqui clicável, e que usei um pouco para comentar com os caminhantes. A idéia era uma primeira parte até a Casa do Ipiranga, primeiro encontro com a estrada de ferro, e primeira parada para um lanche. 
Nessa primeira parte da trilha uma cachoeira, uma gruta e fotos próximo a trilha para o Pão de Loth, para então o inicio da descida da serra e o primeiro calçamento. Alguns escorregões (3) desse que lhe escreve como se avisassem: mais prá frente é isso, então lembre-se. Até então chegarmos a Casa do Ipiranga. 
Uma parada para diversas fotos das ruínas da casa e da hidrelétrica. O local e a história mais recente, dos passeios de trem, tudo isso me fez lembrar da música da banda Blindagem Lá Vai o Trem. Fizemos um lanche junto do pessoal do Roda Livre que encontramos nesse local. Logo depois  o Heron faria a contagem para continuarmos o caminho. A partir daqui começa uma confusão que chamei de Efeito Borboleta, que abaixo segue o relato.
" Enquanto fui fazer um pit-stop (avisado) próximo a ponte de ferro do Ipiranga, o pessoal voltava para a Casa do Ipiranga. Quando retornei encontrei o Giba (copeliano) que tinha avisado ao grupo que ele, eu e um baiano subiríamos um atalho para encontrarmos o pessoal na trilha para o Cadeado, bem próximo, era uma diferença de 300 metros. Subimos e esperamos o pessoal, que não aparecia, e pensamos será que já passaram e seguiram a frente. E fomos alcançá-los, mas não encontrávamos. Então voltamos até o Ipiranga. Lá encontramos o pessoal e o inicio da confusão. Havia um escoteiro (adulto) no grupo que havia saído na frente acompanhado de uma amiga, eu lembrava dele por causa do inicio do calçamento onde o pessoal começou a escorregar e ele estava bem a frente. Um amigo desse escoteiro achou que ele não havia chegado ainda ao Ipiranga e ficou uma discussão, porque eu era um dos últimos junto com a Estela e a Marcia além do Giba que fechava o grupo. Mas o amigo do escoteiro insistia que não, que isso não era costume do amigo e que havia algo errado e que ele ficou para trás. Nessa hora até uma fumaça na mata chamou a atenção. O que o Heron fez?  Voltou pela trilha para tirar a dúvida. Nisso o amigo do escoteiro que foi junto retornou e seguiria para a Passagem do Cadeado. Então esse grupo da casa do Ipiranga foi acompanhá-lo, logo a frente um outro grupo do Roda  Livre já havia saído. Passou uma hora de atraso em relação ao previsto para continuarmos. E mais uma vez para não ter dúvidas ficamos os mesmos por último. 
Seguimos pela trilha até atravessar um rio e chegar numa subida onde seguiríamos a esquerda. Nesse ponto 4 pessoas que estavam a nossa frente quase continuaram reto subindo um morro de terra (amarela). Saímos então pela esquerda. Pensei nessa hora que esse era um local  para confundir.
Assim  seguimos, contando piadas relacionando esse caso com  a série LOST, cruzando pequenos rios e seguindo o calçamento da trilha. Chamou-me a atenção que a altitude ainda não variava tanto, ficando próximo dos 800 metros nessa parte da trilha.
Ao chegarmos na Passagem do Cadeado uma foto que deu nome ao local e então o desnível. Encontramos os demais caminhantes no Santuário que haviam saído bem a  nossa frente, mas para surpresa faltavam aquelas pessoas que tinham saído junto de nós e que se distanciaram. Havia também um recado do escoteiro, colado junto ao monumento de Nossa Senhora do Cadeado, quando da passagem dele por ali.


Claro, era certo que o escoteiro estava a frente e que logo "ele" não teria problemas. Antes disso o Giba que estava conosco, recebeu as informações do Heron quanto a primeira confusão e estava vindo até nós.
Algumas fotos, auto-foto e continuamos a descida até o posto do IAP Porto de Cima. Uma descida forte no calçamento não permite vacilo porque é bem liso e não tem calçado bom para isso.
Passamos as pontes dos rios São João e Ipiranga, que sem as mesmas antes da restauração e com toda a chuva dessa temporada, seria muito difícil. A partir desses dois locais,  a Estela, Marcia e eu fomos ficando para trás por causa das diversas fotos, inclusive uma que espero balançando num cipó. Saímos então na estrada para Porto de Cima (liga a estação de Eng. Lange no sentido oposto). Fotos da serra, do rio,  uma boa foto de um cogumelo feita pela Estela. O desvio junto ao caminho para usina hidrelétrica do Marumbi (COPEL) e chegamos ao posto do IAP. 
Mais uma vez outra surpresa, faltavam chegar ainda 9 pessoas, então não éramos os últimos como se imaginava.  Onde estava esse grupo? Eram 18:15 h. Tinha gente perdida na trilha.
O nosso ônibus estava ali, mas só sairia quando os últimos chegassem, e parte do pessoal que chegou antes  pegou uma carona. Então nós três decidimos continuar caminhando até a Pousada e Restaurante Dona Siroba. Essa última caminhada foi cansativa, talvez porque não contava com ela.
Ao chegar na pousada diversas perguntas porque faltava gente. O Giba preocupado queria que eu voltasse, mas não tinha condições fisicas para voltar ao Cadeado. E fui tomar um banho. Até as 20:30 h ficamos esperando e o grupo apareceu. 
Lembra do relato acima sobre um ponto que poderia confundir. Pois o grupo que se distanciou de nós e mais o pessoal do Roda Livre haviam tomado esse caminho errado.
O Heron que estava voltando da primeira confusão, pois havia ido até próximo do caminho do Pão de Loth, encontrou todo esse pessoal que retornava a trilha depois de se perderem."
Assim depois de todas essas confusões pudemos jantar na pousada e encontrei o "professor Miranda" que é dono dali. Para mim antes de ele ser o presidente do Paraná Clube era o professor do CEFET-PR, nem lembrava mais que era dono da Pousada Dona Siroba.
Um instante de pedido de desculpa do escoteiro, que sem querer, gerou uma série de acontecimentos.
A chegada a Curitiba foi a 0:00 hora, duas a mais do previsto. 
Sabem que nem choveu ou teve pancadas como estava previsto, ainda bem.
Entre mortos e feridos todos se salvaram.




Constatações do blogueiro:

01 - Se a previsão é de pancadas de chuva no decorrer do período, pode ser que com sorte como a minha, não aconteça.
02 - Não tem calçado que não escorregue na trilha.
03 - No período de chuvas o espetáculo das cachoeiras é maravilhoso.
04 - Os meus joelhos suportaram a descida mais do que ouvi falar.
05 - Pouca gente conhece a história da trilha principalmente a Passagem do Cadeado.
06 - Muita gente faz a trilha e que os poucos que causam vandalismo fazem um estrago enorme nas placas, chão e construções.
07 - Que a ALL lavou as mãos quanto a preservação das contruções. A pior parte do privatização e do capitalismo selvagem.
08 - Sem a recuperação patrocinada pelo convênio Brasil - Alemanha só os mais aventureiros e fortes poderiam fazer a trilha.
09 - Quando estiver em grupo, fique com ele independente se você já conhece o caminho, para não gerar dúvidas de localização das pessoas.  Vale qualquer aviso de distanciamento até para "pit-stops".
10 - Por mais que alguém conheça a trilha passado um tempo ela fica diferente, porque caí uma árvore, desliza terra e isso causa algum desvio e pode confundir.
11 - Preservar a trilha e a mata atlântica que forma a serra do mar é muito importante pela  natureza e a história que ela representa.
 12 - Que esse relato foi tão longo pela série de acontecimentos além do passeio.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Salto da Fortuna - Morretes-PR


Saída as 7:00 h da manhã de sábado para uma caminhada na semana mais quente do verão 2010. O Heron havia organizado um passeio para o Salto da Fortuna, via caminho do Anhaia. A caminhada seria fácil ,se fosse só o percurso à partir do posto do IAP, ou seja 2 km. E a pouca noite anterior dormida que valeu a pena, depois de uma festa de dança de salão, que nas últimas horas quase não me deixou ir embora.
Mas para não ser tão fácil começamos a caminhar uns 12 km antes, as 9:30 h da manhã. Chapéu, óculos, protetor solar e roupas apropriadas e muita água e segue em frente. Ao meio-dia chegamos no posto do IAP para então subir um trecho de 2 km onde estão os oleodutos da Petrobrás. Junto a uma válvula do oleoduto, vespas. Eu passei desapercebido, mas a amiga Marcia que vinha atrás teve a recepção dolorida.
Um pouco mais a frente uma trilha a direita do que seria o Caminho do Arraial.
Atravessa um rio, molha, outros córregos, molha nem tanto, outro rio e estávamos na última parte num desnível de quase 300 m. E chegamos ao salto, belo, nos seus 50 m de altura e caudaloso depois de uma temporada de chuvas.
A água a principio fria, mas aos pouco acostumamos, e só com aquele dia de sol, para aproveitá-la bem. Atravessa o poço que ali se forma até próximo a queda e tenta parar lá com pouco apoio.
Uma hora de cachoeira e voltamos para até onde estava o veículo, próximo ao IAP (portão da Petrobrás), trocar de roupa  e  retornar. Estava tão quente que vestindo outra roupa, depois de se secar, eu estava pingando ou suando a cântaros. Depois a saída para o centro de Morretes para o almoço com  barreado no Restaurante Estação, próximo a praça da estação ferroviária. Mais ou menos assim, toda caloria gasta na caminhada foi reposta em dobro ou triplo. Às 17:30 h estávamos de volta no caminho para casa.
E assim foi um dia de passeio, na boa organização do Heron, num dos finais de semana mais quentes desse começo de ano. Tinha que ser numa Fortuna de natureza.

Notas: O Caminho do Anhaia é parte do caminho do Arraial, uma antiga ligação do litoral com a cidade Curitiba, que a BR-277 suplantou. No percurso existem alambiques de cachaça morretiana.  Melhores detalhes históricos podem ser vistos no livro Caminhos das Comarcas de Curitiba e Paranaguá, Julio Estrella Moreira, 1975 - Editora da Imprensa Oficial, na Biblioteca Pública do Paraná, além de outros bem famosos. 
Uma estrada apreciada pelos ciclistas de mountain bike um tanto audaciosos, sujeitos a esfolamentos, devido a inclinação de descida e pedras soltas, a partir da BR-277.