Jalapão 2019

Jalapão 2019
Fervedouro Bela Vista - Jalpão 2019

sábado, 28 de agosto de 2010

Do Infortúnio ao Salto da Fortuna

 Foto Estela Muller

Esse sábado do dia 28/08 faríamos a trilha da Mamona com a Turma da Raquel, e a partir desse blog tornaria esse percurso mais conhecido do leitor.
Infelizmente nessa última semana de Agosto/2010 ocorreu o desaparecimento de uma mulher no Caminho do Itupava. No sábado todo o parque do Marumbi e os acessos que compreendem ele, que são os postos do IAP de Quatro Barras e de Porto de Cima estavam fechados pela polícia florestal por causa das buscas do Corpo de Bombeiros.

Não vou detalhar esse assunto do desaparecimento, maiores comentários estão na imprensa, inclusive de todo o país, se você pesquisar pelo Google.

Fica uma pergunta que deixei de fazer lá no posto do IAP de Porto de Cima. Se existe o controle do IAP de entrada e saída, por que se levou mais de dois dias para as buscas começarem?

O Caminho Histórico e Belo do Itupava está sujeito a marginalidade devido aos acessos clandestinos, onde volta e meia bandidos aparecem e também são detidos, como num caso do final do ano passado.

Tantos infelizmentes e o nosso passeio do dia estava por hora cancelado, porque a trilha da Mamona começa no estação do Marumbi e desce até próximo da pousada e restaurante Dona Siroba em São João da Graciosa, um local que pode-se comprar produtos da região e comer o barreado.
Logo eu e mais alguns entusiastas da região lembramos ao pessoal do Salto da Fortuna, que fiz no mês de Fevereiro/2010 com o Heron, como pode ser visto no link das minhas fotos.

Como a maioria do pessoal não conhecia, acabou sendo uma opção interessante. Partimos então para a Estrada do Anhaia onde começaria o passeio. Durante o percurso nos deparamos com outros grupos que também aproveitaram a opção.

Clique aqui para ver as fotos que a Estela fez do percurso, aliás belas fotos e também do Rogério.

A trilha da Mamona ficou para uma próxima oportunidade.

sábado, 14 de agosto de 2010

O Dia em que Bebi Vinho com o Zeca Baleiro


 Zeca Baleiro, show Concerto no teatro Guaíra

Meu conhecimento sobre o artista Zeca Baleiro se deu a partir das músicas Samba do Aproach e Heavy Metal do Senhor. Essas duas músicas de cara traduzem o Zeca, um artista que viaja pelos diversos estilos. Assim comprei o disco Perfil Zeca Baleiro com a coletânea das preferidas, depois ganhei uma cópia da amiga Anita do disco Por Onde Andará Stephen Fry.

Tinha também o interesse por causa do violão, onde gosto de tocar Telegrama, Lenha, Heavy Metal do Senhor e Quase Nada, essa última música da nossa conterrânea curitibana, poetisa e professora Alice Ruiz.

O Zeca Baleiro algumas vezes vem a Curitiba, mas eu só consegui ver um show em outra cidade, Toledo-PR  quando passei um final de semana a serviço. Depois disso sempre teve uma impossibilidade.
Nesse dia 14 de Agosto de 2010, eu teria o mesmo problema pois faria uma cirurgia do pé bem na semana do  show "Concerto". Mesmo assim eu resolvi comprar o ingresso e iria nem se fosse mancando, contanto com a ajuda da minha querida Dore, que topou na hora, quando falei de comprar os ingressos na platéia.
E nem teve a cirurgia, por sorte do tipo ainda bem. E nós fomos ao show no sábado mais frio do inverno curitibano.
O show no teatro Guaíra, foi o show. O Baleiro tocou as músicas, como ele disse,algumas de afeto,  músicas que ele guardou na memória, como Chuva de Gilson e Joran, Autonomia do Cartola, Tem Francesa no Morro de Assis Valente, Eu não matei Joana Darc do Marcelo Nova e novas como a engraçadíssima Armário do Zeca, todas no disco Concerto.
Numa altura do show o Zeca fez um comentário sobre as músicas que tem frase estranhas, mas que estão lá por causa da musicalidade. Muitas são estranhas como "fez a via-láctea, fez os dinossauros" do Djavan,  "a minha estrada corre pro seu mar" com Marisa Monte e outras. Então ele pediu para o público falar algumas, mas teria que ser de gente boa, sem valer as  sertanejas e pagodes. E foi saindo "eu vou subir a escada para elevar a dor" da Ana Carolina, "segredos de liquidificador" do Cazuza. E  várias, até que soltei  uma " ficar entre seus rins" da banda de rock Ira!, que foi muito aplaudida.
E o show seguiu até o resultado da enquete. E não é que eu ganhei uma taça de vinho brindada com o Zeca Baleiro, junto ao palco do teatro Guaíra. É a música "Entre de Seus Rins do Ira!" que é muito ruim e olha que eu gosto muito da banda, mas parei de comprar os discos por causa dessa música, ainda bem que eu ganhei o disco acústico e a banda acabou.
Esse blog estaria um pouco fora, se não fosse a aventura de ir num show em meio a tantas situações, e não poderia deixar de comentar "o dia em que bebi vinho com o Zeca Baleiro".


sábado, 31 de julho de 2010

CIRCUITO 3 X 1 - O Desafio dos 03 Morros

Morro Samambaia
De CIRCUITO 3 X 1 - O Desafio dos 03 Morros

Há um tempo atrás eu conheci a Raquel fazendo o Caminho do Itupava. Ela era a guia do Roda Livre, que também organiza passeios. Na ocasião até tirei uma foto dela na ponte da Casa do Ipiranga para roda dágua. Ela também estava na lista do grupo de aventuras Altaneiros do qual faço parte, então me interessei pelos passeios  dela porque tem uma lista para o ano todo. Numa das ocasiões combinamos  em Junho/2010 de ir ao morro do Canal,  mas as chuvas do período não deixaram..
Em julho ela programou o passeio Desafio dos 03 Morros. Eu fui um dos primeiros a confirmar, só faltava o tempo ajudar.
Nesse dia 31 de julho, depois de 02 finais de semana chuvosos, o tempo ajudou. Em 23 pessoas, partindo do Shopping Muller e do Colégio Bom Jesus fomos até o ponto de inicio em Borda do Campo, perto de Quatro Barras, com a primeira pela trilha da Asa Delta em direção ao morro da Samambaia, que fica ao lado no morro do Anhangava. O morro do Samambaia substituiu o mais famoso próximo,  nas missas de 1. de maio tradicionais  na região. Uma subida leve e logo estávamos no seu topo. Com vista para a serra do Ibitiraquera que compreende o Pico Paraná e suas montanhas próximas como o Itapiroca, Caratuva, Ferradura e outras.

Morro do Anhangava
De CIRCUITO 3 X 1 - O Desafio dos 03 Morros

Em seguida subimos pela trilha até alcançar o morro do Anhangava pelo lado norte (sem ser muito preciso nessa orientação). Há 15 anos atrás eu estive no Anhangava, fui de bicicleta com  alguns amigos, não me lembrava de muita coisa, tinha sido na época a minha primeira experiência de trilha e morro. O significado da palavra Anhangava em tupi-guarani é "morada do diabo",. Dizem que os indios ficavam imaginando com seria chegar lá em cima. Há também os ufólogos que ligam montanha a disco voadores como pode ser conferido no site Fenomenum. O morro do Anhangava é a escola dos montanhistas do Paraná. Lá como pudemos conferir o pessoal treina a escalada na rocha devido as diversas opções de vias.
Depois seguimos em direção a face sul do Anhangava para descermos. Neste lado havia uma capela e um cruzeiro onde era celebrada a missa de 1. de maio e que foi transferida para o morro Samambaia. Até então havia degradação pelo número de pessoas, cerca de 400 a cada ano, num único dia. Na face sul, eu tirei algumas fotos e tentava me me lembrar do local em que fiz as mesmas no passado. Fizemos a descida pela escada de ferro na rocha ali existente, um desnivel de quase 20 metros.

Morro Pão de Loth
De CIRCUITO 3 X 1 - O Desafio dos 03 Morros

Um pouco abaixo eu tirei algumas fotos dos grupos treinando a escalada na rocha. As 12:40 h estávamos na trilha que seguiria para o posto do IAP, o começo do Caminho do Itupava. Uma caminhada de 40 minutos  com pausa para descanso e pegamos a trilha para o 3. morro do dia,  o morro Pão de Loth. Ele é o marco do inicio da  descida da serra do mar, no Parque Estadual da Serra da Baitaca.
Nessa hora o cansaço aparecia, em quase todos,  mas a vontade de chegar ao novo local era grande. A trilha é mais fechada, comparada as anteriores.  Chegando ao topo tivemos uma bela vista do pico Marumbi e o seu conjunto de montanhas.
Um dia perfeito de tempo bom, com belas vistas da Serra do Ibitiraquera e  do Conjunto do Marumbi. Uma ótima aventura organizada pela Raquel, uma das pessoas mais querida e entusiastas dos passeios ao redor da região metropolitana de Curitiba.

Clique na apresentação abaixo para ir direto as fotos no Picasa.



sábado, 26 de junho de 2010

É o trem, é o trem, é o trem do forró - De Recife a Cabo de Santo Agostinho-PE

De É o Trem, é o trem, é o trem do forró

Eu tenho um segredo menina
Cá dentro do peito
Que a noite passada
Quase que sem jeito
Bem na madrugada ia revelar

Foi quando um amor diferente
Tava nos meus braços
Olhei pro espaço
E vi lá no céu
Uma estrela cadente se mudar

Eu lembrei das palavras doces
Que um dia falei pra alguém
Que tanto tanto me amou
Me beijou como ninguém

Que flutuou nos meus braços
Mudou os meus planos
E nossos segredos confidenciamos
Sem hesitar

laiá laiá
laiá laiá
laiá laiá
laiá laiá
laiá laiá
laiá laiá Lá....

(Confidência - Falamansa)

Esse forró pé-de-serra,  que não é de origem nordestina, mas estava lá no trem, não me sai da cabeça. Talvez porque na volta para casa ele teria algum significado.

Último dia de férias no nordeste e na programação o trem do forró que parte do Marco Zero em Recife.
Tudo começou antes da minha viagem, quando o meu amigo Marcos mandou um site sobre um trem do forró, que era uma excursão que sairia em junho de Minas Geraes até a Paraíba, pelas cidades típicas das festas juninas do nordeste como Caruaru e Campina Grande.
Duas semanas antes da viagem para Fernando de Noronha eu resolvi procurar o site no Google. Então me deparei com esse site o Trem do Forró.
Para minha sorte apesar de estar lotado consegui uma reserva e depois de pago fiquei na expectativa.
No dia 26/06, sábado, eu sai de Olinda pensando em almoçar no Mercado São José no bairro do Recife, dar uma volta na região e seguir para o Marco Zero, de onde sairia o trem. Ao chegar no mercado vi que não era o mesmo como em Curitiba, apesar de grande, os espaços de alimentação eram ao redor e não gostei muito do que vi. Então comecei a andar pela região e já pensando no local gastronômico que estava no guia de Recife, próximo ao Marco Zero. E fui andando até lá. E não achei nada, que seria perto do Diário  de Pernambuco. Fui então até o Marco Zero para conhecer o local.
Sem achar um lugar para almoçar resolvi voltar pela ponte Mauricio de Nassau. No meio da ponte olhando para trás a esquerda vi um prédio com o letreiro Livraria Cultura ao lado de um outro antigo reformado. Parecia um shopping e caminhar até lá e não achar com um sol forte do dia, ia ser duro. Ao chegar próximo, vi que era o shopping do Paço da Alfandega, que alivio um lugar para refeição e dar um tempo até as 15 horas quando começaria o evento.

As 15 horas fui até o terminal marítimo para confirmar a reserva e pegar a camiseta do passeio. Os animadores já estavam lá, recepcionando todos e a medida que o tempo passava o povo chegava,. Aproveitei para comprar o CD do passeio com diversas músicas de forró. Quando encontrei uma garota do Espírito Santo, com um véu de noiva da junina. Ela falando que no ano passado tinha ido a Fernando de Noronha e descobriu o trem mas não pode embarcar, mas esse ano ela havia voltado. Bem eu contei a minha história e fui considerado sortudo.  Aparece o trem, e fomos para o embarque. Antes disso tirei várias fotos para os grupos que estavam lá e também tirei fotos tipo modelo, dançarino do trem do forró com algumas garotas. A essa altura fui promovido a noivo, bem muitos foram promovidos.
Na saída do trem forró, um grupo de músicos em cada vagão, com venda de bebidas, 10 vagões numerados e acredito que teriam uns 15 vagões. Seguimos até a cidade de Cabo de Santo Agostinho, na velocidade de 10 km/h com previsão de chegada as 19 horas.
Cada vagão um grupo animado com músicos cantando ou só tocando os instrumentos.  Passei por todos os vagões para ver o clima. Num desses encontrei uma garota que era dançarina animadora. Na  noite anterior a vi na junina do Sitio da Trindade, dançando um forró rápido deeee qualidadeee. Aí dancei com ela. Salvou o meu forró.
Em Cabo de Santo Agostinho-PE uma área coberta e um palco com cantores, sendo 01 a cada hora. Um pouco de brincandeira junina e uma volta pelas barracas, foto de um grupo de pífanos e fui comer um pouco,. No cardápio a canjica do nordeste e uma empadinha, afinal teria mais trem do forró no retorno as 20:30 h.
Na volta fui para o meu vagão número 02 indicado na fita. Lá um grupo baiano cantando axé com uma garota fazendo performance. Até que apareceu uma dupla "muito alegre" dançando e querendo concorrer com a mulata que se requebrava. Claro o pessoal do axé não perdoou e começaram a cantar "é viado, é viado" e eles (ou elas) nem aí. Fui dar uma volta para tentar encontrar a noiva no outro vagão. Não achei e resolvi retornar ao vagão anterior.
Ao me sentar, eu puxei conversa com uma garota que era de Salvador, comentei que aquele era o vagão mais fresco em todos os sentidos, o que provocou um sorriso. Conversamos um pouco até chegarmos de volta ao Marco Zero as 23 horas onde nos despedimos.
Peguei o táxi para Olinda. No caminho resolvi desviar para o Sitio da Trindade, onde supostamente teria um show da Elba Ramalho, conforme o taxista da noite anterior. Chegando lá descobri que não teria nenhuma atração e fui fazer um lanche. Resolvi voltar para o hostel em Olinda, preparar as malas para o dia seguinte e dormir. O vôo no dia seguinte sairia as 10:00 horas.

E assim durante 08 dias passei as férias no nordeste, com direito a festas juninas. Somente lá essa festa é repleta de colorido, entusiasmo e tradição, onde o povo nordestino tem a maior identificação, coisa que no sul não se faz mais. Isto está somente nas lembranças da minha infância. Aqui temos nos contentar com o sertanejo country, a moda do momento, inserido na junina.

Que tesão de férias!

Clique no slide para ver as fotos no Picasa em tamanho maior.





sexta-feira, 25 de junho de 2010

Da Ilha de Fernando de Noronha para Olinda-PE - Férias Juninas

Neste dia de São João eu estava saindo da ilha de Fernando de Noronha para Recife e Olinda-PE. Praticamente fiquei na pousada e na Vila dos Remédios até a hora da saída. O dia tinha começado com uma chuva leve mas logo o sol se apresentou.
As 16 horas saiu o vôo para Recife que foi tranquilo assim como a saída  do aeroporto para Olinda. É sempre bom chegar numa nova cidade sem aquele tumulto do dia-a-dia para se organizar.

Em Olinda fiquei no hostel da rua do Sol , no bairro homônimo, perto da praça do Fortim.  O hostel para mim é uma opção boa e barata e normalmente são muito bons. A única decepção até hoje foi o Hostel de Maceió-AL na praia de Ponta Verde, espero que tenham feito alguma coisa por lá. Além disso você pode conhecer outros viajantes inclusive do exterior, como foi o caso desse.

Bem já era quase noite e eu queria aproveitar o máximo de Olinda. Munido de informações e um mapa fornecido pelo hostel comecei a me virar entre as subidas das rua históricas de Olinda. Já num local  próximo ,a praça do Carmo, uma movimentação para a festa junina organizada pela prefeitura. Mesmo de noite já me impressionava pelo casario e patrimônio histórico. Em meio a ruas eu queria acabar um lugar para comer,  até vi no informativo que haveria um festival do mexilhão no restaurante o Maison do Bonfim. Bem nas praias do sul, em Santa Catarina por exemplo, o festival de marisco (mexilhão) é um evento popular com muita abundância sob tendas muito grandes.
Mas voltando a Olinda, fui a outros locais como bares que teriam evento de música, mas os mesmos estavam fechados nesse dia. Sei lá! Talvez por causa do feriado de São João. No caminho, junto a um bar fui abordado por um rapaz que disse que me acompanharia falando um pouco do local, já esperava isso e até previa um guia para o dia seguinte. Em meio a histórias típicas de guia perguntei de casa de forró na região e se ele conhecia alguém venderia uma rabeca. Então o guia voluntário de nome Gibran foi me levando em meio a ruelas e becos que me causavam um certo receio, afinal tudo era novo. E fomos parar numa rua que teriam músicos mais tarde da noite. Lá eu conversei com uma senhora de nome Odete que toca tambor. Bem não era o forró. E mais a senhora estava ocupada com uma oferenda para Xangô, ou seja, um local de candomblé. Ah descobri que Xangô era São João, afinal era o dia dele.
Seguimos retornando pelas ladeiras da igreja da Sé e até cortamos por dentro de um hotel Del Rey, 5 estrelas por ali, algo que sem o guia seria impossível e voltamos até a praça do Carmo.

Lá o guia Gibran deu a dica de comer na lanchonete Sargação, muito famosa no local e com ótimos sanduíches. Nesse momento combinei com o guia de sairmos na manhã seguinte cedo, porque teria o jogo do Brasil x Portugal e queria ganhar tempo. Adiantei uma parte pelo acompanhamento. Nessa altura, eu já tinha percebido quem era o Gibran e nos caminhos que passamos todos conheciam ele. Claro que todos lá são os melhores guias e a bem da verdade se há tempo você se vira.
Enquanto estava no Sagação me lembrei que já havia lanchado ali a 05 anos atrás quando viajei com um grupo de van de Curitiba a Natal-RN. Passamos por ali no começo da noite  em direção a João Pessoa-PB. Puxa nem me lembrava mais dessa história, porque foi muito rápido, mas na época eu nem fiz questão de ver muito porque não havia tempo.
Mais tarde da noite fui com um amigo do hostel, o Cézar (baiano e professor em Salvador), até a festa junina ali próximo na rua do Carmo, próxima a beira mar. Aliás Olinda não tem praia de banho de mar.

E no dia seguinte as 8:30 h, cadê o Gibran? Sem ele segui para o centro turístico para informações. Subi a rua São Francisco a igreja do mesmo, onde há diversas capelas no seu interior, por ter sido um convento. Lá dentro até perguntei para uma senhora da limpeza, se ela tinha idéia de quantas vezes aquele local já foi limpo deste o século XV. Ela me disse que além disso tem todo o cuidado para não comprometer a pintura. Fiz várias fotos, depois segui até a Igreja da Sé de onde se vê toda a região do Recife,  por ser a parte mais alta. Dei uma volta na igreja onde está enterrado o arcebispo Dom Hélder Câmara, que teve notoriedade durante a ditadura militar no Brasil.
Fui nas lojas para turista nas proximidades e as 10 horas fui numa choperia para acompanhar o jogo Brasil x Portugal. Quer dizer o Brasil do Dunga.

Durante o jogo quem apareceu foi o guia Gibran, com uma estória do atraso, combinamos de nos encontrar depois do almoço. No cardápio peixada pernambucana, com a presença do Cézar (alberguista). Depois seguimos pelas ruas com o guia, sob desconto,  por ser só pela tarde e até finalizar na casa do cantor Alceu Valença. Na sequência fui comprar minhas lembranças, um jogo de xadrez com figuras do cangaço de artistas famosos da região e uma rabeca. A rabeca é um instrumento rústico parecido com um violino, utilizado por forrózeiros no nordeste e fandangueiros nas regiões de Iguape e Cananéia no litoral de São Paulo e Guaraqueçaba e Ilha dos Valadares no litoral paranaense.

Mais a noite fui para a festa junina em Recife, no bairro Casa Amarela,  parque Sitio da Trindade, o melhor da cidade neste período. Desse local não tenho fotos por causa do medo de me roubarem a câmera. Eu estava numa cidade grande e com todos os seus problemas comuns das capitais brasileiras.

Clique no slide abaixo para ver as fotos no Picasa.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Ilha de Fernando de Noronha 4. Dia - Trilha do Atalaia, Fotos Subaquáticas, Planasub, Eclosão das Tartarugas Marinhas e Projeto TAMAR

Esse último dia de passeios requereu uma disposição física bem maior que os dias anteriores.

De Trilha do Atalaia, Planasub, Eclosão das tartarugas e base Tamar

As 08:00 horas estávamos na entrada da trilha do Atalaia que é limitada a 100 visitantes e condições da trilha. Seria possível um snorkeling mas sem nadadeira. Como eu aluguei uma câmera com caixa estanque com Chico Bala (chicodive@hotmail.com -  fone (81)9636-0407 e 8608-2119), precisei também de um colete porque não se pode tocar o fundo dos corais e proporciona maior estabilidade para fotos. Foi a coisa mais certa que fiz no momento.
Uma palestra do biólogo voluntário na trilha quanto as condições, a lembrança também de que se não usa protetor solar na praia do Atalaia por causa dos corais.
E seguimos a trilha com o guia JP e mais uma outra que não recordo o nome que juntou o grupo dela ao nosso. A primeira parte é considerada leve porque é de ida e volta para praia.
Na trilha era preciso cuidado com os estrumes de vaca e caminhamos até a praia onde se avista na direita a ilha do Frade. Chegando a praia um mergulho de 30 minutos. Foi a minha 1. experiência com uma câmera na água e posso dizer que tive sorte pelas fotos que tirei, inclusive de um pequeno tubarão, como se pode ver clicando na apresentação abaixo:



Depois dessa praia retornamos a bifurcação da trilha para a parte longa de 1400 metros. Parece pouco mas nas fotos poderá se ver que não era tão moleza assim. Muita pedra oval, espinhos da vegetação e o sol a partir das 10:00 h. Outra parada para fotos subaquáticas num local que precisa ir gatinhando para não escorregar na pedra, ainda mais com uma câmera na mão. A caminhada segue até a enseada da Caieira que fica próxima do porto. No final já eram quase 13:00 horas e paramos para o almoço.
Mal deu tempo de almoçar no Flamboyant e 14:00 h estávamos de saída para o planasub no porto.
O planasub foi o passeio mais emocionante. Tudo porque não saberia como me comportaria sendo rebocado a 4 km/h pelo barco, usando somente a máscara e tentando afundar até onde os ouvidos aguentarem. sim porque puxado e fazendo a descompressão foi uma tentativa difícil.
Quando me acostumei fiz vários mergulhos e vi pessoas com cilindro embaixo, cardume de sardinhas, corais, diversos peixes, e as peças do navio greco que naufragou na década de 30 do século passado. O navio teve que ser explodido para liberar a navegação no local. Foi uma experiência única. Pensei que uma hora sendo puxado seria muito cansativo, mas foi deeeeeee qualidadeeee.
Na volta para o porto tirei fotos de uma pescaria de marlin e atuns. É possível contratar um passeio para pesca na ilha. No retorno ao bar próximo do porto soubemos por visitantes que estavam ali que haveria a eclosão das tartarugas marinhas na praia da Cacimba do Padre. Entramos no passeio daquele grupo e seguimos para lá. Essa foi a surpresa do dia que ficou registrada nas fotos.
A noite as 21:00 h, uma palestra na sede do projeto TAMAR e depois uma pizza com forró na Bar do Cachorro, na direção da praia do mesmo.

Clique na apresentação para ver as fotos no Picasa.


Constatações do viajante na Ilha de Fernando de Noronha

01- O período de Junho e Julho está sujeito a mais chuvas que ocorrem em curtos períodos mas quando voei de Recife a Fernando de Noronha, aterrisamos sob chuva.

02- O aeroporto da ilha tá precisando de reformas, e não seguiu o mesmo da Infraero, talvez por ser do estado de Pernambuco.

03- O receptivo da Costa Azul não houve estavam perdidos. E como a operadora lá é a Martur que veste vermelho não tem nada de azul.

04- De nada adiantou, só o desconto por ter reservado o passeio antes, porque em termos de programação poderia dizer que o primeiro dia ficou por nossa conta, mas preferiria que isso fosse no último dia. Na próxima vou tentar pela Atalaia.

05- Existem diversas pousadas domiciliares na vila dos Remédios, porém o café da manhã é por conta, e não há bares ou panificadoras abertas antes das 08:00 h, somente o mercado Breakfast (porque será?) que abre as 7:00 h e fecha as 22:00 h.

06- Águas límpidas, preocupação com o meio ambiente, que apesar de tudo sofre com alguns deslizes.

07- O IBAMA  passou o controle para uma ONG, a ICMBIO que faz o controle ambiental da região. Parecem bem exigentes no conceito ambiental.

08- A usina termoelétrica a diesel da ilha se chama Tubarão.

09- Existe uma usina de lixo que faz uma separação para compostagem e todo o lixo da ilha segue de navio para Recife.

10- Todo o gasto na ilha é o dobro do continente, porque os produtos vem de navio ou de avião. Mas ninguém vai ficar pobre durante as férias.

11- A taxa TAP de permanência na ilha sofre progresssão a cada dia sendo que 30 dias na ilha como turista custa cerca de 3000 reais. Aí dá pra ficar pobre passando mais de um mês.

12- Existem opões para comer com self-service, mas há também extravagâncias como comer um peixe a lá carte numa pousada a 120 reais por pessoa.

13- Fui numa missa de domingo, que teve padre, e isso é raro para os habitantes.

14- Na véspera de São João é costume no nordeste acender uma fogueira na frente de casa. Na ilha a lenha é liberada pela usina de lixo. Não é permitido fogos de artifícios.

15- Quero voltar numa próxima oportunidade de preferência com milhagens que ajudam muito.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Ilha de Fernando de Noronha 3. Dia - Passeio de Barco, Snorkel e Caminhada Histórica


De Passeio de Barco e Caminhada Histórica em Fernando de Noronha-PE

O 3. dia em Fernando de Noronha significa o 2. do pacote de passeios. ainda no dia anterior a Costa Azul não tinha se achado tanto que tive que imprimir o comprovante novamente.
O passeio do dia seria de barco de um extremo a outro da ilha pelo mar de dentro, saindo do porto. Um passeio de 04 horas.

Começa falando das ilhas Rasa, Sela Gineta, Rasa e segue costeando as praias do Cachorro, Boldró, Cacimba do Padre e Ilha Dois Irmãos. No percurso um encontro com os golfinhos que vem junto ao barco para distrair protegendo as fêmeas e os filhotes.
Depois uma parada na baía do Sancho para snorkelling de 50 minutos. A transparência da água é para mergulho autônomo de 30 metros se possível, faltou aqui uma câmera subaquática, aliás todo o mergulho  em Noronha requer uma câmera subaquática. Só fui descobrir o aluguel de câmera no dia seguinte com o Chico Bala (chicodive@hotmail.com), ao custo de 50 reais por dia.
Depois de quase 50 minutos saímos para o outro extremo que é a Ponta da Sapata.
Na volta algumas pessoas optaram pelo planasub de 20 minutos. O nosso planasub seria no dia seguinte com duração de 01 hora na praia do porto.
O barco seguiu até a pedra do rugido do leão. Nesse local há uma caverna subaquática, quando o mar recolhe para formar a onda aparece uma bolsa de ar na pedra, quando a onda avança esse ar é espelido pelas fendas da rocha, causando um som semelhante ao rugido do leão ("mugido" como ouvi de alguém por lá). Esse efeito aparece em outras praias como a praia do Leão do blog anterior.
Assim ao meio-dia terminou o passeio de barco. Parada para o almoço na vila dos Remédios e ás 15:30 h a Caminhada Histórica na Vila até o Forte de N.Sra. dos Remédios com o guia Messias, que se auto intitulava o en"viado", são palavras dele.
Como no 1. dia havia feito várias fotos de lá só precisava complementar com mais algumas. E também a tarde com a tormenta (uruguaia falando) surgindo, não sairiam boas fotos.

Clique no slide para ver as fotos no Picasa.