Jalapão 2019

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Fervedouro Bela Vista - Jalpão 2019

sábado, 26 de maio de 2012

Chapada Diamantina - 3. Parte - Vale do Capão, Cachoeira da Fumaça - Férias

Na noite anterior depois da trilha de mountain bike fui deixado na localidade de Nova Guiné, na pousada simples Dona Nenza. Eu estava no lado oeste do Parque Nacional da Chapada Diamantina para no dia seguinte conseguir uma carona até Palmeiras e depois o Vale do Capão. Meu celular não funcionava na região, aliás desde Mucugê porque a TIM não tem sinal nessas regiões. Fui fazer uma ligação do telefone público para o Dmitri mas não consegui.

Seguindo para o outro lado da Chapada

Depois de passar a noite acordei cedo para o café e tentar uma carona. Nunca havia pedido carona na vida e a experiência seria uma novidade. Até as 10:00 h eu não obtive sucesso e começava a ser um exercício de paciência. Quando apareceu um carro de uma operadora de turismo na demora de retronar, eu descobri uma internet comunitária onde aproveitei para ver as últimas notícias. Foi então que soube que o Dmitri havia cancelado a trilha do Vale do Pati porque uma pessoa do grupo estava doente e também acredito que a greve dos ônibus de Salvador, que afetaram as linhas interestaduais, devem ter atrapalhado o grupo. Assim o Vale do Pati para mim estava aos poucos se cancelando mesmo na recomendação do Dmitri que poderia haver saídas para o Pati a partir do Vale do Capão.

"Vale do Pati: a oportunidade surgiu para mim depois que já havia decidido pela viagem a Chapada Diamantina. Quando fui comprar um material na Territorio Mountain de Curitiba, fui atendido pela Carin que viveu 4 meses na região. Ela então me passou o contato do Dmitri - Chapada Treking que combinamos e conversamos pelo Facebook, para eu fazer a Trilha do Vale do Pati de 5 dias do Vale do Capão até Andaraí."

Voltei a pousada e nisso passou uma Toyota de uma operadora de turismo que provavelmente levou interessados para sair pro Vale do Pati a partir de Guiné. Na volta desse veículo pedi uma carona paga e antão entendi porque se cobrava tanto para chegar a Palmeira. O trecho de Nova Guiné a Palmeira é muito ruim.

Chegando a Palmeira ganhei uma carona local de um senhor Raí até uma lotérica para pegar dinheiro e esperar num bar o ônibus local para o Vale do Capão.

Chegando no Vale do Capão desci na pousada Pé no Mato que fora recomendado pela Cleuza em Mucugê. Passei a noite e combinei de pegar um guia para ir a cachoeira da Fumaça no dia seguinte.



Dia seguinte, depois de uma confusão se teria café da manhã, porque eu estava sozinho na pousada, aguardei o guia Gean até a ACVC - Associação dos Condutores do Vale do Capão. Fiz meu cadastro e contribuição de dinheiro e seguimos subindo o morro. No caminho conversei muito com o Gean sobre o turismo na região. Aliás essa trilha foi a mais conversada que eu fiz.



Chegando no alto fiz algumas fotos e vídeos de um lado da cachoeira. Ao contornarmos para o outro lado a placa de limite de acesso na travessia do rio estava solta. Providenciamos o conserto, foi um ato bem legal.


O canivete Suisso foi útil.


Depois na famosa pedra fiz algumas fotos no local.


No retorno a Caeté-Açu almocei e jantei no restaurante Dona Beli e já tinha notícias que a greve de ônibus acabaria, porém ninguém sairia do Vale para Palmeiras até a confirmação.

No dia seguinte depois de tomar um café no seu Nelson ao lado da lanchonete Dreger que vende passagens soube que os ônibus voltaram ao normal e decido sair do Vale do Capão em direção a Lençóis no plano B da viagem.

Em Palmeiras com o celular funcionando liguei para Fabi para saber o nome da pousada que ela havia ficado, pousada Safira. Ao chegar em Lencóis já fui abordado por um guia que me levou até a pousada. Chegando lá conheci a famosa senhora e fui recebido pelo seu amigo Ricardo que estava a ajudando em outra pousada do filho. Me acomodei no quarto, fui almoçar e procurar passeios na região.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Chapada Diamantina - 2. Parte - Mountain Bike de Mucugê a Andaraí - Férias

No primeiro dia em Mucugê procurei a pessoa que fez o passeio de MtB com a Fabi. O nome dele é Joab e conversamos sobre as possibilidades. Estipulei a quinta-feira para o pedal porque o tempo estaria mais firme. Ainda conversamos sobre o percurso e os valores. Como íamos para Andaraí que seria meu retorno do Vale do Pati eu aproveitaria para deixar alguma bagagem na pousada.

O Joab tinha a proposta de sair pedalando de Mucugê subindo 10 km até o inicio da trilha ou subirmos de carro até lá. Como já havia passado no local no primeiro dia achei melhor pedalarmos a partir do alto. Saímos cedo até onde é conhecido por serra do Cascalhado, que foi um local de retirada de pedras para construção do asfalto da rodovia ali próximo. Estávamos do lado da área do Parque Nacional da Chapada Diamantina. 



Fomos pedalando até começar o caminho de ligação de Mucugê a Andaraí num trecho calçado de pedra que remonta o antigo percurso dos garimpeiros desde o descobrimento do diamante na região. Foi descida o tempo todo num vale com paisagem típica da região. Alguns trechos de muito desnível que eu  desmontava da bicicleta e seguia empurrando ou segurando. Eu estava no inicio da minha viagem e não queria me machucar sério. Enquanto isso o Joab seguia normal. Aliás um detalhe do cuidado dele é que sempre avisava de algum obstáculo que oferecesse risco. Lembrei do comentário da Fabi quando ela fez o mesmo trecho na semana do carnaval.



Um pouco de história da região a partir da fase do garimpo, como as tocas ao lado do rio onde os garimpeiros se alojavam, a questão de como o rio Paraguaçu ficou assoriado, se bem que isso devido a extração com máquinas nos anos 80 que encerrou com a criação do Parque Nacional da Chapada Diamantina, que fui saber melhor no último dia da viagem na Chapada.



Após passar um córrego, um antigo cemitério dos bexiguentos (varíola) e uma ponte chegamos a Igatu que é uma localidade pertencente a Andaraí. Nas primeiras casas de pedra que são atrativos da região, me deparei com um carro de Curitiba. 

carro de Curitiba e ao fundo uma casa com janela e porta de pedra


Ele pertence a esposa do ourives  Cristiano que fui conhecer na chegada a praça de Igatu. O Cristiano tem um atelier de jóias e bijouterias de motivos da região. 



Fiz umas fotos do atelier e depois dei uma volta na praça que estava sendo pintada para a festa do Divino. parei num bar para tomar alguma coisa e surpresa foi a Tubaína, onde o dono e seu amigo tiravam pressão com aparelho digital e pedi que visse a minha que foi 14 por 8 para quem estava pedalando, depois segui mais adiante no centro de informações turística onde o atendente me ofereceu estórias manuscritas. Ah havia falado do Dmitri com o Cristiano por causa que faria o Vale do Pati.



Saímos pedalando em direção a Andaraí mas antes paramos na Galeria de Arte ao céu aberto depois da igreja e junto as ruínas de antigas casas de pedra.

Paramos para eu conhecer o local, que é bem recomendável e muito interessante. No final tomamos um café da região o Piatã, que tinha pacotes de de 250 g a 18 reais, isso mesmo.



Retornamos a trilha descendo e talvez pelo estímulo do café me empolguei e mais a frente caí de frente depois de bater numa pedra por não conseguir empinar a roda dianteira a tempo. Meu mergulho ao solo foi lento e bem absorvido com apenas um leve esfolamento no joelho e mais a noite uma dor no punho. Mas que consegui continuar pedalando normalmente. A trilha seguinte tinha variações de pedra e areia e alguns topos empurrados até chegarmos ao asfalto da rodovia e seguirmos cruzando o rio Paraguaçu numa parada conhecida por Toca do Morcego. Aliás Andaraí que dizer rio dos Morcegos. Na Toca do Morcego fiz fotos do local e depois de um refrigerante colocamos as bicicletas no carro e seguimos até a pousada Sincorá onde conheci o Helder e a Ana e deixei meus pertences para pegar noutra ocasião.

Rio Paraguaçu ao fundo na Toca do Morcego

Voltando a cidade de Mucugê fui almoçar as 15:00 h no restaurante Dona Nena muito recomendado. Depois voltei a pousada Casa da Roça para um banho e pegar minha bagagem pois aproveitaria uma cortesia ( no preço) ainda do Joab para a localidade de Guiné rumo ao Vale do Capão no dia seguinte para encontrar o grupo do Vale do Pati.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Chapada Diamantina - 1. Parte Mucugê-BA - Férias

Rio Cumbuco em Mucugê-BA
Certa vez,  eu vi uma foto que me impressionou. Não sei se foi na revista Aventura e Ação, mas era foto de uma pessoa com mochila numa ponta de pedra fotografado debaixo na impressão que estivesse numa rampa ao ar livre. Essa foto e esse local me impressionaram, era uma das regiões da Chapada Diamantina na Bahia. Desde então coloquei essa região nos meus planos e listei aqui no blog, que depois de realizada deu lugar a um novo objetivo de viagem na mesma região.

A mesma foto inspiradora aparecerá num dos relatos apenas com a diferença de luz da região por ter sido feito num final de tarde.

Nas próximas postagens vou relatar como foi a façanha de viajar fora do período da alta temporada, na sêca que afetava a região, os imprevistos e a sorte de como deve ser um mochilão.


1. Dia- Mucugê-BA 21/06/21012, Poço Azul, Poço Encantado e Projeto Sempre Viva.

Normalmente quem vai a Chapada Diamantina tem como referência a cidade de Lençóis. A minha amiga Fabiane Felizari havia ido na semana de carnaval de 2012 para fazer alguns passeios de mountain bike. Baseado na experiência dela eu decidi ficar na cidade de Mucugê. Uma cidade de altitude parecida com  a de Curitiba-PR, com  frio no inverno que requere uma blusa e garoas variando no período. Também porque desejava ir a cachoeira do Buracão e estava na metade do caminho do contrário se tivesse ido a cidade de Lençóis.

Eu havia saído no domingo 20/05 as 13:40 h de Curitiba e cheguei a Salvador as 18:30 h, seguindo direto para rodoviária para pegar o ônibus as 20:30 h até a cidade de Itaberaba-BA e trocar de ônibus para saída as 00:50 h e chegar a pousada Casa da Roça de Mucugê as 04:30 h da manhã do dia 21/05. Fui dormir as 05:15 h para acordar as 08:00 h da manhã. Foi uma viagem bem cansativa.

De primeira após o café, eu fui até a agência Calango para saber dos possíveis passeios. A primeira Poço Azul e Poço Encantado. Saber também de algum passeio de bicicleta, onde conheci o Joab que fez o passeio com a amiga Fabi, e a possível saída para a cachoeira do Buracão. Bem como é baixa temporada as saídas de Mucugê são bem dificeís, pois não tem público na cidade e quem viaja sozinho tem que bancar os deslocamentos, começou a ser frustrante essa escolha da cidade.

A saída para o Poço Azul e Poço Encantado foi de carona de moto. Havia a expectativa de começar mesmo dormindo pouco. Na primeira parada mergulho no Poço Azul e as fotos que desafiam a imaginação sobre flutuar.

Poço Azul


No Poço Encantado só pode ser feito o visual do lago com seus 60 metros de profundidade no meio e 30 nas laterais que custei a entender, em que o fundo nas laterais é o reflexo do teto.

Poço Encantado


Almocei no Poço Encantado, com carne de bode e bovina além de conhecer o bodó de banana que é um preparado cozido de banana e temperos. No retorno no final da tarde na última hora paramos no Projeto Sempre Viva para uma visita ao trabalho de história, pesquisa e tentativa de repor na região a flor Sempre Viva, espécie endêmica de Mucugê. Que quase foi extinta por ter substituído o diamante na economia da região.

Sempre Vivas.

Voltando a Mucugê fui conhecer o Roberto Sapucai, numa dica da Ana e do Helder da Pousada Sincorá de Andaraí. O Roberto tem uma loja que é a Trilhas e Caminhos perto da prefeitura. Ele é um dos responsáveis pelos diversos mapas da Chapada Diamantina. Meu interesse eram três coisas: Levar parte da minha bagagem para a pousada de Andaraí por causa do fim do Vale do Pati, saber como ir ao Vale do Capão e descobrir mais pessoas para ir a cachoeira do Buracão em Ibicoara.. Não tive boas notícias por causa da disponibilidade e do custo.

A noite fui jantar no restaurante Sabor e Arte uma das boas opções pelo dia e pela noite.



2. Dia - Fotos pela Cidade, e Subida ao Morro do Cruzeiro em 22/05/2012





Meu segundo dia em Mucugê foi de tentativas de ir a outras locais, mas não estava fácil. Resolvi pela manhã fazer algumas fotos, pois de todas as cidades da Chapada Diamantina, Mucugê foi a que manteve o casaril mais preservado ao longo do tempo e qualquer alteração na fachada das casas seguem exigências o IPHAN.

Caminhei e fotografei pela manhã até a hora do almoço. Na parte da tarde fui até o morro do Cruzeiro na dica do Roberto Sapucai, e eu aguardei até o meio da tarde pois o tempo variava muito. A trilha fica ao lado direito do cemitério Bizantino.


A noite aproveite para ir no restaurante Point da Chapada. Um local requintado com opções de pratos e pizzas e pertence a Janete (prima da Neuza da pousada). No jantar uma pizza de marguerita e lombinho e vinho, porque nessas férias ninguém é ferro.

Percurso trilhado no GPS



3. Dia - Trilha da Cachoeira das Andorinhas e Sete Quedas em 23/06/2012.

Fiz o café da manhã bem cedo para tentar pegar o ônibus para Ibicoara, mas ele saiu as 6:50 h da manhã, bem mais cedo que eu esperava. Retornei a pousada conheci a Cleuza que estava viajando de férias e chegou a Mucugê na noite anterior. Ela é sócia da pousada Guapuruvu que fica na Ilha Grande-RJ. Depois do eu fui ao ACVM- Associação dos Condutores dos Visitantes de Mucugê , para saber da opção de passeio para a cachoeira das Andorinhas e Sete Quedas do rio Cumbuco. Chamei a Creuza para acompanhar o passeio com o guia Petrônio. A trilha começa junto a rodovia que passa ao lado da cidade num portão de ferro. No percurso as histórias da região e a cachoeira da Andorinha onde fiz um mergulho. A temperatura do dia estava amena tanto que na sequência dos saltos também só eu entrei na água.

Atrás a Cachoeira das Andorinhas com pouca água.


Efeito chá noutro tibum ao longo das quedas do rio

Mais a frente terminamos perto da Casa do Diamante que é um espaço que demonstra os equipamentos e de como o diamante era lapidado. Uma casa encaixada num buraco nas pedras no alto, as margens do rio, onde o diamante era lavrado. Retornamos a cidade num percurso que começou as 08:30 h e terminou as 15:15 h.

Fotos do período.


Trilhado no GPS



Veja também mais da Chapada Diamantina:


sábado, 5 de maio de 2012

Morro Capivari Grande Numa Tarde

Vista do Capivari Grande para o homônimo Médio
O dia da super lua cheia foi do desejo de sair para alguma montanha. Mas levantar 10:30 h da manhã é um tanto atrasado para uma boa trilha. 
Nessa hora as redes sociais acabam contribuindo. Mais que derrepente no Facebook o Mildo me aciona perguntando se queria ir no começo da tarde para o morro Capivari Grande.
Um convite inesperado e aceito. Logo eu fui me organizando no que levar. Não digo que não deixei algo importante em casa como as luvas, que desde a minha ida ao morro Castelo dos Bugres me fez perceber a importância.

Quanto ao morro Capivari Grande, eu havia lido algo no blog do Pedro Hauck. Esse morro fica depois da represa Capivari da COPEL. A entrada é numa estrada logo após o posto de gasolina Alpino.

aqui o carro não subiria


Tentamos subir de carro, mas até a metade, pois parte da concretagem se perdeu num trecho com barro liso que só um 4x4 conseguiria passar. Isso fez voltarmos ao posto da BR-116 para deixar o carro. Então as 14:10 h começamos a subir a estrada até as torres de telecomunicações. Após passarmos o trecho de barro encontramos um Gol estacionado que dever ter passado no local, foi quase depressão. Em 01 hora estávamos nas torres de telecomunicações. Continuando subindo encontramos um grupo de estudantes de biologia que perguntaram se também éramos biólogos para estar ali. Depois descobrimos que eram estudantes de Santa Catarina.

morro abaixo estudantes retornando


Subida a frente chegamos no local que os biólogos de antes chamaram de mata nebular. Mas comentamos que aqueles estudantes não devem ter seguido em frente, porque eles estavam limpos, o que no nosso caso até chegar ao cume foi impossível de se preservar, em meio a trilha molhada. 

No total de 02 horas de subida estávamos assinando o livro do cume, com o visual parcial pela formação de neblina.

chegada junto a caixa do livro do cume



 


Comentários:

Ps 01. Os números da subida: saída do posto as 14:10h, chegada nas torres 15:05, chegada no cume 16:55 h e retorno ao posto 19:10 h. Se o carro tivesse subido seriam 2 horas a menos.

Ps 02. Era o dia tão comentado da super Lua Cheia de 2012.

Ps 03. Foi minha primeira investida de montanha de 2012.

Ps 04. Uma tarde ás vezes funciona.

Ps 05. Veja aqui mais fotos do Mildo.



domingo, 25 de março de 2012

Cicloturismo em Cananéia-SP

O mês de Março foi o mês da mountain bike. Teve Laguna-SC na semana anterior e agora descrevo aqui o passeio em Cananéia-SP.

Com a organização do Heron (Natureza Ar Livre) saímos no sábado 24/03 até Jacupiranga-SP onde saímos de um posto da BR-116 em direção a cidade de Cananéia-SP. Numa parte do caminho um desvio para ir até a cachoeira do Pitu.

Cachoeira do Pitu
Depois da cachoeira chegamos na balsa para a travessia para Cananéia. A cidade fica numa ilha onde na região tem a ilha do Cardoso ao norte. A região divide com o Paraná a maior área de mata atlântica ainda preservada no Brasil. Chegamos com chuva e seguimos antes da pousada até um café o Kurt Kaffee.

em frente ao Kurt Kaffe, foto by Carlos Augusto

Mais a noite tivemos o almoço e jantar do dia, mas não sem antes voltar no Kurt Kafeee para um happy-hour.



No segundo dia (25/03) saímos para travessia de barco até a localidade de Ariri.




Ariri é um bairro de Cananéia junto a um canal de mar que faz divisa com o Paraná próximo a Arapira uma cidade que foi abandonada porque o regime de marés causava erosão devido a construção do canal do Varadouro. É chamada a cidade fantasma por causa do abandono.

A partir de Ariri seguimos em direção a Reserva Mandira, no meio do caminho viramos 5 km na trilha do Telégrafo até o bar da Augusta e depois retornamos para a estrada. Chegando na Reserva Mandira uma  comunidade que tem artesanato e cultivo de ostras, nós paramos para o almoço e o fim do pedal.



Comentários:


Ps 01. Os números do passeio,  pedalando 46,62 km de Jacupiranga a Cananéia, de barco até o Ariri 41,41 km e do Ariri até a reserva Mandira,  ainda em Cananéia, foram 56,57 km pedalados.


Ps 02. Tracking GPS pedalado Jacupiranga-Cananéia e Ariri-Reserva Mandirá.


Ps 03. Preciso praticar fotos de pessoas, normalmente faço fotos de paisagens.

domingo, 18 de março de 2012

De Mountain Bike em Laguna-SC

Em frente a igreja de Santo Antonio em Laguna-SC

Há dois anos, eu tentei uma pedalada no litoral de Santa Catarina com a Bike Ativa. Seria de bicicleta e travessia de caiaque numa lagoa, Infelizmente naquela época as chuvas cancelaram o passeio. De lá para cá somente as escalaminhadas.

Dessa vez a oportunidade de ir a Laguna-SC de tantos Carnavais passados foi para conhecer melhor a cidade e fazer um percurso diferente ao redor da lagoa da região.
Na sexta-feira 16, saímos de Curitiba as 19:00 horas em direção a Laguna-SC numa viagem de 6 horas e estada no hotel Renascença. No dia seguinte saída as 8:30 h para encontrar outros pedalantes na praça da igreja do Santo Antônio, ali perto, na rua do lado, a Casa da Anita Garibaldi.

Algumas fotos do fotógrafo Ronaldo Amboni e saímos em direção a BR-101. Na rodovia uma ajuda da Policia Rodoviária parfa cruzarmos e seguirmos na direção ao sul até o acesso bairro Bananal para contornar a lagoa de Santo Antonio no sentido Farol de Santa Marta.

O destaque foi que os motoristas na rodovia pararam, quando precisamos atravessar a ponte. Será a boa e a má notícia do mês sobre bicicleta na mídia? Quem sabe?!

No meio do caminho uma parada num vilarejo para reunir todos e refrescar. Mais a frente uma travessia de barco num dos rios da região. Como era muita gente eu e o Fernando voltamos até um bar para "hidratações locais" e na companhia do Luiz (Giba), um uruguaio radicalizado em Tubarão-SC ex-competidor de ciclismo e dono de loja de bicicletas. O detalhe é que filho dele,  Jorge,  guiava o grupo, além do outro filho o "Gordo" que fazia o apoio de camionete.

Depois de atravessarmos o rio, a camionete apareceu trazendo o lanche da trilha, eu e o Fernando não entendemos ao cruzar com eles e seguimos com outro ciclista de Laguna. Mais a frente depois de uma parada no mercadinho descobrimos que o ciclista tava indo embora para o centro de Laguna. Então retornamos até o desvio e aguardamos. Outra parada mais a frente e pegamos o nosso lanche, e seguimos até a praia da Galheta.

praia da Galheta em Laguna-SC

Na praia da Galheta seguimos empurrando no areião até a praia , é uma região somente off-road 4x4. Foi empurrar bicicleta até a areia dura para pedalar até a ponta norte da praia.

antes de sair para o morro


No final tivemos que subir uma trilha em meio as pedras de costão para chegar a praia da Tereza.

formações rochosas entre a praia da Galheta e da Tereza


Da praia da Tereza fomos por estrada até a balsa que faz a travessia cruzando  a barra de Laguna. Fim do dia do pedal e mais a noite jantar no restaurante Arrastão, na pedida congrio grelhado.

No dia seguinte, 18/03 saímos às 8:30 h em direção Pedra do Frade na praia da Gi que fica ao norte de Laguna, foi um pedal tranquilo de uma manhã, após o almoço voltamos para Curitiba, chegando as 22:30 h.



Comentários:


Ps 01. São 410 km de Curitiba a Laguna-SC.


Ps 02. Percurso trilhado pelo GPS na Volta da Lagoa e Pedalada até a Pedra do Frade.


Ps 03. Sujeito a alterações, complementações e correções principalmente porque algumas  palavras são "mutantes" .


Ps 04. Tivemos um fotógrafo oficial o Ronaldo Amboni, que tirou umas fotos "muito doidas", como ele mesmo falou, veja aqui.





terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Carnaval 2012 - Hiking Cânion da Chapadinha em Piraí do Sul




Quando se pensa no carnaval, logo vem a lembrança da praia. Acredito, porque a maioria das capitais brasileiras são no litoral, como o Rio de Janeiro e o maior espetáculo da terra da época. Se você está no litoral tudo bem, mas se precisa se deslocar vem então aquela imagem do congestionamento. É a estrada congestionada, a praia, o restaurante, o mercado, a balada, enfim tudo.

Por não estar na praia nesse período, a tempos decidi tomar rumos diferentes. Em  2009 estive em Prudentópolis e em 2011 nos Aparados da Serra. Lembrei que em 2010 eu fui a Piçarras e peguei um congestionamento totalizando 5 horas de um percurso na sexta-feira a noite que se faz em 2,5 horas.


Dessa vez retornei ao Piraí do Sul, na pousada Serra do Pirahy, próximo ao cânion da Chapadinha. Eu estive lá noutra ocasião, de 01 dia,  para fazer a trilha da cachoeira Paulina.








Nesta viagem essas foram as seguintes atrações:

01) Cânion Guartelá, Castrolanda e rio sobre o lageado de pedra na pousada com vários locais de banho, 



02) trilha da cachoeira Paulina que devido ao tempo fechado coloquei aqui as fotos da 1. vez que estive lá



03) trilha para o topo da cachoeira onde as atrações são as formações rochosas típicas dos Campos Gerais e 02 sítios de pinturas rupestres e caminhada subindo por dentro do rio tipo o programa da TV a Cabo A Prova de Tudo.

04) Aproveitando o Rio próximo a pousada



Tivemos um pedal de 16 km. Antes avaliamos a possibilidade de fazer um de 40 km, mas a volta teria uma subida na serra de 8 km, que não contemplariam todos, e a van de apoio estaria em outra cidade e também porque o percurso seria mais de exercício físico do que de atração.

Enfim no feriado onde quem não pula no desfile de carnaval, pula entre desvios da trilha, de ponta num rio, ou embaixo de uma cachoeira.

Comentários:

Ps 01. A região dos Campos Gerais e suas formações rochosas com rios sobre os lageados de pedra e cachoeiras se estende da Lapa até Sengés na divisa com São Paulo. Essa direção quase que NOR-Nordeste tem muitas atrações. A única coisa que não se estende por lá é o projeto de turismo típico dessa paisagem. As cidades não se conversam para um roteiro turístico. Se você procurar aqui  verá uma parte disso que estou comentando.

Ps 02 As trilhas por GPS estão aqui cachoeira e topo, mas o acesso é pago e guiado pelo Emerson proprietário da Pousada. Mesmo pago não é tudo liberado na permanência porque a quem pense que tem todos os direitos, inclusive de deixar lixo e causar fogueiras desnecessárias.

Ps 03. O comentário do Emerson sobre a água que depois de 1,0 metro da nascente já está comprometida é digno dos tempos de sustentabilidade.

Ps 04. Blogueiros Caminhantes estiveram lá também.