Jalapão 2019

Jalapão 2019
Fervedouro Bela Vista - Jalpão 2019

sábado, 27 de novembro de 2010

Janela da Cotia, Caminho da Conceição - Usina de GPS

De Caminho da Conceição - Janela da Cotia - Usina de GPS
1- Barragem (rio Capivari)         9 - Janela de Desemboque
2- Reservatório                          10- Janela Superior
3- Tomada dágua                      11- Janela Intermediária
4- Canal de Adução                  12- Central Geradora
5- Janela da Conceição             13- Galeria de Acesso
6- Janela da Cotia                      14- Canal de Fuga
7- Chaminé de Equilíbrio          15- Rio Cachoeira
8- Conduto Forçado
Figura e detalhes retirados do folder de visita a Usina Governador Parigot de Souza. Cortesia COPEL

O nome do estado do “Paraná” significa em tupi-guarani, Rio Grande. Coincidentemente o Paraná tem muitos rios. Esses rios proporcionaram a construção de várias usinas hidrelétricas, dentre elas a maior que é usina hidrelétrica de Itaipu, superada apenas pela recém construída Três Gargantas na China.

Até a década de 60 o Paraná tinha pouca energia elétrica e o seu desenvolvimento ainda dava os primeiros passos e a COPEL tinha menos de 10 anos de criação. Mas esses passos já eram firmes. O que muitos desconhecem é que existe uma usina da COPEL, onde o lago foi represado de um lado da serra na região do 1. planalto, perto da cidade de Curitiba, e suas águas são levadas para outro lado por dentro da montanha, descendo até os geradores de energia instalados dentro dessa mesma montanha na cidade de Antonina. Essa é a Usina Capivari-Cachoeira ou Governador Parigot de Souza.

De 1963 a 1968 foram os preparativos de terraplanagem e construção de túneis, sendo o de adução (túnel horizontal) de 14,1 km e o túnel onde estão instalados 2 condutos forçados de 1080 metros de comprimento todo revestido de concreto, sendo os últimos 550 metros em aço, numa inclinação de 40 graus, causando um desnível represa-turbina de aproximadamente 754 m. Durante a obra, túneis transversais foram feitos para encurtar o acesso de equipamentos da obra e descarga de material retirado na formação do túnel principal. Dentre estes túneis,  02 são conhecidos do pessoal de hiking que são a Janela da Conceição (mais distante da fazenda de acesso) e a Janela da Cotia, os dois próximos do Caminho da Conceição, numa localidade da cidade de Antonina próximo ao bairro Alto, poucos quilômetros da entrada da Usina Capivari-Cachoeira.  Depois dessa preparação a usina ainda levaria mais 03 anos para montagem de equipamentos e demais detalhes, sendo inaugurada em 1971, com a potência de 260 MW, que na época era considerada de sobra para o Paraná., uma obra que projetou a COPEL na área de engenharia e construção de porte. Hoje o potencial da COPEL está em 5310 MW.

As duas janelas da Cotia e da Conceição ficam no canal de adução de 22 km. O acesso até elas requer conhecimento, pois a trilha está fechada pelo desuso.

Nesse blog será comentado a ida até a Janela da Cotia.
Quando chegamos ao bairro Alto o dia seria de tempo nublado e sem chuvas, durante a semana choveu todos os dias. Seguimos até a casa do sr. Antonio, morador local, que serviria de guia. E começamos a trilha na fazenda de acesso, a Lírio do Vale. Na estrada muita lama, nos últimos dias passaram uma máquina, para limpeza e acesso as torres da COPEL. Já no começo nos deparamos com as ruínas dos condutos da antiga usina da Cotia. Na parte onde desciam esses coondutos subimos o morro junto as suas bases. No final chegamos próximo ao reservatório de desemboque, numa área conhecida por Piscina dos Elefantes, que é um conjunto de vias e reservatórios da antiga represa da usina. Havíamos subido 400 metros. Logo voltamos para a estrada, até a uma bica dágua que faz parte dos condutos que levavam água até a Piscina dos Elefantes.

Caminhando estrada acima fomos até onde há uma ponte com a metade desabada. Muito arriscado passar pelo que restou dela, então atravessamos o rio para a outra margem (direita da descida do rio), mas nesse ponto uma pausa para um lanche,  e seguimos por uma trilha até o limite, atravessando para a margem esquerda do rio. Nesse lado uma indecisão, a mata era fechada. Até então os relatos de outros trilheiros é que a partir de um ponto segue-se pelo rio, sobre as pedras, o que na verificação do guia Antonio seria perigoso. Então seguimos pela mata abrindo caminho com o facão. Pela margem do rio avistamos uma parede junto ao rio um muro 3 metros de altura. Nesse local está a ponte de perfis de aço ou trilho, que não é uma ponte completa. Estávamos próximo ao portão de acesso ao túnel Janela da Cotia. Caminharmos um pouco dentro do túnel retornamos. O túnel tem cerca de 1,0 km e não vale a pena percorrê-lo no total porque há outro portão, mas cadeado. O outro lado é o canal de adução com uma comporta para o túnel.
Na volta do túnel ou janela atravessamos o rio junto a ponte de ferro e fomos até o local conhecido por Disco Porto , pelo seu aspecto construtivo que é uma estrutura de concreto da época da obra. O nome é por muitos dizerem parecer com uma base de disco voador.

Total de trilha 8,6 km. Ida e volta 17,2 km. Elevação da estrada do bairro Alto até a janela da Cotia 672 metros.



Ps. Talvez um grupo empresarial reativará a usina da Cotia, uma PCH - Pequena Central Hidrelétrica com potencial máximo 5 Megawatts.

Demais fotos: Raquel, Estela  e Rogério

Percurso GPS clique abaixo na barra superior.



Comentários:

Ps 01. Passado um tempo encontrei esse post do Pedro Hauck bem interessante.

sábado, 13 de novembro de 2010

Caminho do Vinho, Três Pedalantes

O Caminho do Vinho, a rota colonial do município de São José dos Pinhais, um dos cinturões verdes da região metropolitana de Curitiba.

Há tempos havia sugerido esse roteiro para pedaladas. Esse ano em Julho (dia do jogo Ale x Arg da Copa), eu até fui lá perto com o Heron numa marcação de percurso para caminhada na colônia Muricy. Mas foi um pedal bati e volta e cãibra, por causa dos 60 km desde casa.

No passeio de hoje não, tranquilo, por outro lado pela colônia Mergulhão uma volta na parte de cima e retorno próximo do trevo da colônia Muricy, cerca de 20 km.

Maumau, Ju e Raquel (fotos), saímos do Casarão Café Colonial pela direita em direção a represa da Sanepar. Para alcançar na parte de cima o vinhos Dom Fernando, onde fizemos uma parada.

De Caminho do Vinho, Três Pedalantes

Depois seguimos até o pesque-pague Cachimbo. Ali um pouco de erro tentando pegar o caminho para Gamelas. Depois voltando pelo caminho certo seguimos passando pelo trevo da Muricy e tomamos o caminho de volta ao café.
E assim foi um pedal despretensioso de uma tarde só, num sábado de véspera de feriado, com a presença bem servida da Ju e da Raquel.



No mapa:


sábado, 6 de novembro de 2010

Piraí do Sul - PR, Trilha do Cânion da Chapadinha, Cachoeira Paulina



E como tava difícil o último mês para se fazer uma trilha, ou qualquer coisa ao ar livre. Todo o final de semana de outubro chovia. E quando não choveu no dia 23/10 eu tinha uma prova de Cross-duathlon do Naventura e perdi a Trilha da Mamona.

Mas a trilha da pousada Serra do Piraí, segundo a Raquel (fotos) sairia de qualquer jeito, se bem que antes tinha sido cancelada por causa da chuva.
Um sábado de previsão de pouca chuva e saímos para viajar até a cidade de Piraí do Sul, com uma parada antes para ir até a pedreira do Rubinho, desativada, para umas fotos. Um passatempo para adiantados.

Por volta das 11 horas da manhã chegamos na pousada e tivemos que aguardar o Emerson proprietário e guia. Na recepção fomos recebidos pelos cães labradores dele, que depois soubemos o nome Picumã (preto) e Jau-jau (claro). Cão labrador quem conhece sabe que há uma lei na América do Norte, que diz que todo cão morde pessoas, menos o labrador.

Quando o Emerson chegou, quase ao meio-dia saímos para trilha do cânion da Chapadinha com final na cachoeira Paulina. Eu fiz uma estréia de um GPS, sem muita instrução fui tentando marcar a trilha. Mais umas trilhas e colocarei num desses blogues.

A região de Piraí do Sul faz parte da Rota dos Tropeiros que vem da Lapa até Sengés na parte do Paraná. A paisagem é típica dos Campos Gerais, muita pedra, gramíneas, morros e entre vales que formam rios e desses rios aparecem cachoeiras, é uma paisagem típica paranaense.

No caminho os labradores sempre entravam numa poça de água, mas a cachoeira mostraria outras surpresas, andamos por cerca de 1:30 h. 

Ao chegarmos na cachoeira, uma vista em tanto, a queda de 60 metros com uma prainha de areia branca. Ir lá e não entrar na água, não teria graça, mas estava gelada, apesar do mês de novembro ser de calor.

Na cachoeira percebi que tinha perdido meu óculos na trilha, então era fazer o caminho de volta. Depois de algumas subidas, lá estava ele perto de um tronco que havia me abaixado para passar.

Na volta retornamos a pousada para um café da tarde colonial, até a 18:30 h quando retornamos para Curitiba.


ps. a Raquel que organizou o passeio descobriu esse local no programa da RPCTV Meu Paraná. Confira aqui.


Demais informações no site Pousada da Serra do Piraí.

sábado, 23 de outubro de 2010

Cross Duatlhon - Naventura 2010 - 4. Etapa e Última do Ano




Esse ano de 2010 eu tinha uma idéia de participar das competições do Naventura, que envolvia corrida e mountain bike. No mês de maio tive uma surpresa desagradável que foi uma artrose no dedo do pé (muito uso sabe), que me dificulta jogar futebol e não sabia se para os outros esportes teria o mesmo problema. Aí vai na consulta ao médico, pesquisa na internet, onde até soube que o jogador de basquete Shakira O'Neal teve o mesmo problema, e a cirurgia era inevitável para voltar ao futebol, que é o esporte de maior exigência dos pés.
Passado o tempo para decidir e a cirurgia adiada para o ano de 2011, resolvi continuar com as corridas que não me causavam incomodo e aliado a bicicleta, faltava participar da última etapa do Cross Duatlhon.

No dia 23 de outubro estava programado a corrida em Campo Largo-PR no Parque Cambuí. O mês de outubro não estava fácil para os esportes externos e qualquer lazer, chovia toda semana ainda mais nos finais de semana. 

Combinamos eu e o Sandro (Lavai-lama) de participar, fizemos a inscrição a tempo e sairiamos juntos pela proximidade de nossas residências.
Só não contava que no dia da prova o Sandro fosse atrasar para passar em casa, e fosse necessário fazer o percurso da BR-277 próximo a Coca-Cola até Campo Largo-PR em 30 minutos,  45 km cruzando Curitiba.

Chegamos no parque faltando 5 minutos para o inicio da prova. Quando eu coloquei a bicicleta na espera já estava na contagem de 15 segundos para a largada e o Sandro ainda chegaria.



Começa prova, que são 3 km de corrida, 15 km de pedalada e mais 3 km de corrida finalizando a prova.
Na minha impressão da prova a 1. parte foi tranquila.



Já na bicicleta seriam 03 voltas do percurso com aclives e declives que na primeira volta eu já senti e ainda teriam mais 02 para completar.



E na última etapa a corrida, a falta de preparo me pegou pelo "baço" e  no último kilômetro.



E completei a prova em 45, veja no quadro clicando aqui. Esqueci de comentar que o treino para essa prova foi prejudicado pelos dias de chuva do mês.
Mas valeu, tomei gosto.



ps 01. embora esse blog esteja em outubro ele foi o último do ano por causa das fotos, que eu estava aguardando.

ps.02 apesar do Sandro largar por último e atrasado conseguiu chegar em 42. O que não faz uma bicicleta full suspension.

domingo, 19 de setembro de 2010

Morretes 40 km



De Morretes 40 km 
Na foto da esquerda para direita: Silmara, Marcos, Maumau, Raquel, Jair, Claudia e Marcos Schultz

Morretes, uma cidade próxima do litoral paranaense, a 64 km de Curitiba, teve sua importância econômica até um pouco antes da construção da estrada de ferro Curitiba-Paranaguá. Hoje é uma cidade considerada a jóia da mata atlântica por estar localizada no único trecho brasileiro conservado desse ecossistema. Famosa também pelos restaurantes de barreado, um prato único típico paranaense que se constituiu de uma carne bovina bem cozida e temperada, servida com farinha de mandioca, como se fosse um pirão, onde o molho quente cozinha a farinha, acompanhado de arroz, rodelas de banana e complementos de camarão frito e ao molho, além de peixe frito a milanesa, bolinho de caranguejo e outros tantos acompanhamentos.

Bem tudo isso foi o que desejamos lá, mas fomos para pedalar pelas estradas rurais de Morretes. Saímos do rancho dos pais da Raquel (dos passeios) na estrada Prainhas em Porto de Cima. Seguimos pela estrada central que é um roteiro secundário até o centro da cidade. No percurso uma travessia pelo rio Nhundiaquara, ou seja um molha pés. Seguimos para um bairro chamado América de Cima, cruzando o trilho que desce a serra em direção a Morretes. Lá uma igrejinha onde tiramos essa foto do blog, depois que troquei a câmara do pneu que furou pela primeira vez num passeio, passados 2600 km da minha bicicleta.
Da igreja seguimos para um restaurante ali perto de nome Engenho da Serra para pegar informações sobre as cachoeiras na região.
Do bairro de cima para o América de Baixo e pedalar até o centro de Morretes onde o Marcos a Claudia e o Jair seguiram pelo asfalto e nós atravessamos o centro turístico e gastronômico de Morretes até a estrada central novamente. Nessa estrada fomos perguntar a um caseiro sobre uma rua ali que passa dentro do terreno onde há as casas da família Malucelli. Um pouco de história na qual a casa ficava próxima do local onde preparavam os feixes de cana para a usina de açúcar que lá existe, hoje em ruínas.
 Seguindo essa rua ou estrada fomos até uma ponte pêncil para atravessar o rio Nhundiaquara novamente até uma área onde há uma casa e plantação de gengibre e outra ponte pêncil (ou de mola) correndo dos cachorros. Mais a frente a travessia pelo rio da começo dessa história, meu pé estava quase seco da primeira. Até pegarmos o caminho contrário de retorno até a casa dos pais da Raquel.

Saída as 10:00 horas e retorno as 15:20 horas, num total de 40,53 km pelas estradas rurais e históricas de Morretes. Clique aqui para ver as fotos do dia.

Um pouco sobre Morretes:  morretes.com.br e da prefeitura

PS 01. na saída de Morretes retornando pela estrada Central passamos em frente ao cemitério da cidade. Pouca gente sabe que o pioneiro do montanhismo no Brasil Joaquim Olimpio de Miranda está enterrado ali. Esse pioneiro dá nome também ao ponto mais alto no pico do Marumbi ou Monte "Olimpo" em homenagem. Esse blog é dedicado a esse senhor que no ano de 2009 completou 130 anos da conquista, veja também no site Alta Montanha. 

 PS 02. 50 blogs publicados em 21 meses ou 50 lugares curtidos.

sábado, 28 de agosto de 2010

Do Infortúnio ao Salto da Fortuna

 Foto Estela Muller

Esse sábado do dia 28/08 faríamos a trilha da Mamona com a Turma da Raquel, e a partir desse blog tornaria esse percurso mais conhecido do leitor.
Infelizmente nessa última semana de Agosto/2010 ocorreu o desaparecimento de uma mulher no Caminho do Itupava. No sábado todo o parque do Marumbi e os acessos que compreendem ele, que são os postos do IAP de Quatro Barras e de Porto de Cima estavam fechados pela polícia florestal por causa das buscas do Corpo de Bombeiros.

Não vou detalhar esse assunto do desaparecimento, maiores comentários estão na imprensa, inclusive de todo o país, se você pesquisar pelo Google.

Fica uma pergunta que deixei de fazer lá no posto do IAP de Porto de Cima. Se existe o controle do IAP de entrada e saída, por que se levou mais de dois dias para as buscas começarem?

O Caminho Histórico e Belo do Itupava está sujeito a marginalidade devido aos acessos clandestinos, onde volta e meia bandidos aparecem e também são detidos, como num caso do final do ano passado.

Tantos infelizmentes e o nosso passeio do dia estava por hora cancelado, porque a trilha da Mamona começa no estação do Marumbi e desce até próximo da pousada e restaurante Dona Siroba em São João da Graciosa, um local que pode-se comprar produtos da região e comer o barreado.
Logo eu e mais alguns entusiastas da região lembramos ao pessoal do Salto da Fortuna, que fiz no mês de Fevereiro/2010 com o Heron, como pode ser visto no link das minhas fotos.

Como a maioria do pessoal não conhecia, acabou sendo uma opção interessante. Partimos então para a Estrada do Anhaia onde começaria o passeio. Durante o percurso nos deparamos com outros grupos que também aproveitaram a opção.

Clique aqui para ver as fotos que a Estela fez do percurso, aliás belas fotos e também do Rogério.

A trilha da Mamona ficou para uma próxima oportunidade.

sábado, 14 de agosto de 2010

O Dia em que Bebi Vinho com o Zeca Baleiro


 Zeca Baleiro, show Concerto no teatro Guaíra

Meu conhecimento sobre o artista Zeca Baleiro se deu a partir das músicas Samba do Aproach e Heavy Metal do Senhor. Essas duas músicas de cara traduzem o Zeca, um artista que viaja pelos diversos estilos. Assim comprei o disco Perfil Zeca Baleiro com a coletânea das preferidas, depois ganhei uma cópia da amiga Anita do disco Por Onde Andará Stephen Fry.

Tinha também o interesse por causa do violão, onde gosto de tocar Telegrama, Lenha, Heavy Metal do Senhor e Quase Nada, essa última música da nossa conterrânea curitibana, poetisa e professora Alice Ruiz.

O Zeca Baleiro algumas vezes vem a Curitiba, mas eu só consegui ver um show em outra cidade, Toledo-PR  quando passei um final de semana a serviço. Depois disso sempre teve uma impossibilidade.
Nesse dia 14 de Agosto de 2010, eu teria o mesmo problema pois faria uma cirurgia do pé bem na semana do  show "Concerto". Mesmo assim eu resolvi comprar o ingresso e iria nem se fosse mancando, contanto com a ajuda da minha querida Dore, que topou na hora, quando falei de comprar os ingressos na platéia.
E nem teve a cirurgia, por sorte do tipo ainda bem. E nós fomos ao show no sábado mais frio do inverno curitibano.
O show no teatro Guaíra, foi o show. O Baleiro tocou as músicas, como ele disse,algumas de afeto,  músicas que ele guardou na memória, como Chuva de Gilson e Joran, Autonomia do Cartola, Tem Francesa no Morro de Assis Valente, Eu não matei Joana Darc do Marcelo Nova e novas como a engraçadíssima Armário do Zeca, todas no disco Concerto.
Numa altura do show o Zeca fez um comentário sobre as músicas que tem frase estranhas, mas que estão lá por causa da musicalidade. Muitas são estranhas como "fez a via-láctea, fez os dinossauros" do Djavan,  "a minha estrada corre pro seu mar" com Marisa Monte e outras. Então ele pediu para o público falar algumas, mas teria que ser de gente boa, sem valer as  sertanejas e pagodes. E foi saindo "eu vou subir a escada para elevar a dor" da Ana Carolina, "segredos de liquidificador" do Cazuza. E  várias, até que soltei  uma " ficar entre seus rins" da banda de rock Ira!, que foi muito aplaudida.
E o show seguiu até o resultado da enquete. E não é que eu ganhei uma taça de vinho brindada com o Zeca Baleiro, junto ao palco do teatro Guaíra. É a música "Entre de Seus Rins do Ira!" que é muito ruim e olha que eu gosto muito da banda, mas parei de comprar os discos por causa dessa música, ainda bem que eu ganhei o disco acústico e a banda acabou.
Esse blog estaria um pouco fora, se não fosse a aventura de ir num show em meio a tantas situações, e não poderia deixar de comentar "o dia em que bebi vinho com o Zeca Baleiro".